sexta-feira, 15 de abril de 2016

A garagem dos sonhos 3

Agora que comecei, não consigo parar!

E agora digo que nem só de motos a minha garagem de sonho seria feita.

Se eu pudesse, ela seria bem grande e caberiam alguns carros também. Ou no mínimo três, sendo um deles um carro comum qualquer, talvez um SUV ou qualquer coisa que sirva para o dia a dia, outro seria um "premium" (argh, eu odeio isto, mas fazer o que? define bem o tipo de carro de que falo), e ainda um outro que seria um clássico, mas um clássico bem brasileiro.

O carro premium nem precisaria ser um top dos tops... Eu me satisfaço com um reles Mercedes Classe C. É, se eu fosse trilhardário e solteiro eu provavelmente diria que a garagem teria que ter um Porsche 911, que eu prefiro sobre todos os outros esportivos. Mas eu sou um senhor de família. E eu sei. Audi e BMW são mais joviais e tals... Mas eu também sou tiozão. Sempre fui. Mercedes Classe C é a minha cara!
Mercedes Classe C.
Imagem: Site da Mercedes.
E o clássico brasileiro seria o Opala, preferencialmente um Opala SS 78.

Sim, há vários outros clássicos que são muito bonitos e, seja lá qual o critério que se use, até melhores. Mas... Como explicar? É difícil dizer, pois quando eu era criança ou adolescente, eu só tinha olhos aos Porsches. 

Dos brasileiros o único que eu olhava com olhos cobiçosos durante minha adolescência era o Passat Pointer (que eu ainda curto). Aqueles bancos Recaro ainda eram um desejo meu até bem recentemente.

E o Opala? A verdade é que não faz muito eu ainda achava o Opala até mesmo feio (veja que heresia!). É bem verdade que eu sempre tive em mente mais o Opala quadradão dos anos 80 que os mais antigos. E, se bem que eu tenha diminuído esta minha aversão, eu ainda não curto os modelos mais "novos".

De uns tempos para cá, no entanto, eu comecei a olhar para as versões mais antigas com outros olhos, cada vez com mais interesse, cada vez gostando mais de suas curvas. Na verdade, até o Maverick, que mais que feio, eu achava horroroso, eu passei a admirar. Até a Kombi! Até o fusca! Mas dentre os velhinhos brasileiros todos, aquele que me fisgou o desejo tiozão retrô foi o Opala. E, como eu disse, preferencialmente o SS 78.

Opala SS 78.
Imagem: Anúncio no Mercado Livre.
Agora, eu digo "preferencialmente" porque eu não tenho desejo algum de originalidade. Não quanto à parte mecânica e não quanto ao interior. É o exterior do 78 o que eu quero, com aquelas faixas pretas e o símbolo SS na traseira. E eu gosto de qualquer cor, mas sou maluco pelo branco.

Chevrolet Small Block.
Imagem: Site da Chevrolet.
Quanto à parte mecânica, eu gostaria de enfiar sob o capô um Small Block, ou qualquer um daqueles motores Chevrolet que coubesse lá. 

Não entendo patavina de mecânica, mas imagino que o trampo seja grande e o motor exija várias outras partes compatíveis. 

O interior eu gostaria que fosse todo "moderno". Pelo menos em termos de conforto e segurança, com outro tipo de bancos, cintos retráteis de três pontos, algum tipo de upgrade no painel e o que mais fosse possível fazer.

Bem, eu não precisaria ser trilhardário para fazer algum projeto com um antigo. Mas eu precisaria ter grana suficiente para fazer isso depois de realizar sonhos em duas rodas! Pelo que, se já tenho poucas esperanças de ir além da bagger em relação às motos, acho que carro teremos só o do dia a dia e, quem sabe, vacas engordando um pouco (e "um pouco" não é difícil), um velhinho de projeto sem muita imaginação.

Ao que eu volto ao mote da última postagem desta série: frustrante falar de sonhos para depois voltar os pés à dura realidade? Nem um pouco! Ao contrário, Sonhos mirabolantes alimentam os sonhos possíveis e os sonhos possíveis, ainda que não se tornem realidade, são o combustível que nos faz seguir lutando para transformar aqueles nesta!

Se há alguma coisa de frustrante nos meus sonhos é apenas que eu comecei a sonhar muito tarde. Passei boa parte da vida mais preocupado em sobreviver que em viver (as razões dariam um livro, mas um que não estou disposto a escrever, pelo menos não aqui) e agora, escolhas feitas, a expectativa de realizar alguns sonhos, mesmo alguns menores, é reduzida. Mas tentar continua a ser divertido.

Bem, eu não quero contar histórias que soem a, como dizia um colega de faculdade, "palavrinhas de esperança". O By Make não foi feito para isso. Mas, talvez, seja difícil para mim falar de meus prazeres sonhados sem pensar que, caraca, por que deixei tantos deles de lado por tanto tempo? Não é o caso, portanto, mas se fosse para deixar alguma "moral da história", esta seria: sonhe; lute por seus sonhos; e isso o mais cedo possível em sua vida!

Isto posto, let´s ride!

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