domingo, 23 de abril de 2017

Garagem-bar 9

The Cave By Make!
Pintei a caverna (com a ajuda das crianças e da minha irmã, que nos visita). E não é que descobri nela certas impressionantes gravuras rupestres! Gravuras estas que estão sob intenso estudo, havendo fortes evidências de que se trata de uma primitiva declaração de propriedade, cuja carranca seria um autorretrato do proprietário.

Foi muito divertido!

A bancada de trabalho.
Antes eu já havia terminado a bancada de trabalho, sempre com sobras da obra (assim como a tinta usada para três paredes: frente, fundo e lado direito; o lado esquerdo, que fica virtualmente inacessível junto ao limite do terreno, e o interior ficaram sem pintura).

No fim das contas a bancada de trabalho ficou um excelente balcão de bar. E eu tenho a impressão que ela será usada mais para isso que para qualquer outra coisa.

Gostei do resultado.

Enfim o barracão está quase "habitável". A caverna já já estará em pleno uso. Só falta organizar algumas miudezas (que estão espalhadas pelo chão) e o bar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Garagem-bar 8

Estou de volta ao trabalho após dez dias de férias. É sempre um horror voltar à rotina. Mas a gente sempre volta. E como numa volta às aulas após o recesso em tempos menos preocupados quando a professora nos mandava fazer uma redação sobre o que fizemos nas férias, eis-me aqui a preparar um tal pequeno relato.

Infelizmente os tempos não são propícios a viagens ou passeios de moto e o máximo que fiz foi uma voltinha Canela-Gramado. Nada nada empolgante. Na verdade minhas férias consistiram praticamente de uma única atividade, a transferência do barracão (utilizado na construção da casa) da frente do terreno para os fundos e um hercúleo trabalho de organização. E isso, acredite ou não, foi empolgante.

O "buraco" (ao fundo).
Comecei, na verdade, antes das férias, movendo a "terra preta" para aproveitamento na maior área possível nos fundos de casa, o que estou chamando de "quintal ora útil", fazendo um "buraco" onde seria montado o barracão e improvisando um muro com pedras de areia (um muro provisório, de contenção para a área a ser gramada delimitando este "quintal ora útil").

Como eu brinquei em outro lugar: se a vida te manda pedras e não te dá grana para terminar o terreno, construa um muro!

O muro.
Parte das pedras deste muro será usada depois para fazer a fundação do barracão. De quebra, com isso eu liberei espaço e acesso para o fundo do terreno para quando eu puder fazer o verdadeiro muro de contenção no fundo do terreno. Além de deixar o terreno mais limpo.

Fim do primeiro dia.
Fim do segundo dia.
Chamei um pedreiro para me ajudar (ou, mais propriamente, para fazer e eu ajudar). Demoramos dois dias para desmontar, carregar a madeira aos fundos e montar tudo de novo. 

Ao montar, incluí duas telhas transparentes para ajudar na iluminação do barracão durante o dia.

Terminada a montagem, já comecei a fazer o "caminho das pedras", tirando a grama do caminho e replantando em outras áreas do "quintal ora útil".

O "caminho das pedras".
Isso deu um trabalhão! Muito tempo de enxada, pá, carrinho de mão (e na minha própria mão calos)... Mas o resultado ficou bem interessante (e ainda o exercício físico tem me feito muito bem, até mesmo com perda de gordura).

Comprei algumas leivas de grama para cobrir parte da terra. O que restou em terra descoberta a gente vai aguardar o crescimento da grama.

Depois de terminada a parte de terra e grama, tratei de comprar umas mãos francesas, peguei mais madeira do monte que sobrou da obra e fiz prateleiras. 

Ora, organização é mesmo a chave! Antes era quase impossível encontrar algo no barracão. Era mesmo quase impossível entrar nele. Agora, encerradas as férias, mas com ainda trampo de organização a fazer, está sobrando espaço!

A iluminação.
Também comprei uns bons metros de fio elétrico e uma tomada/interruptor, aproveitei luminárias velhas e uma velha extensão elétrica e providenciei a iluminação e o fornecimento de energia ao barracão. 

Ainda falta muita coisa para botar ordem, principalmente ferramentas, incluindo uma bancada de trabalho (que eu ainda não sei bem como vou fazer, mas acho que vou usar mais da madeira de sobra da obra), os trecos do bar e parte dos cacarecos de moto, mas o barracão agora é quase habitável. 

Bem, habitável não. Mas por certo me servirá muito bem por uma aconchegante "caverna" enquanto não posso construir a garagem. E o melhor: eu gastei muito pouco e aproveitei (e continuo a aproveitar) muito dos restos da construção. Sim, meus caros, isso é empolgante!

Por fim, porque a beleza, mesmo em meio ao caos, está na delicadeza de certos detalhes: esta última imagem mostra um presente de dia dos pais que me foi dado pelo meu primogênito. A "caverna" pode ser escura, mas não é sem vida!
A garagem-bar, a caverna ganhando vida.

terça-feira, 28 de março de 2017

Projeto "baixo custom"

Com a expectativa de venda da Sporty, fico agoniado com a perspectiva de ficar sem moto por um tempo.

Daí cheguei a olhar algumas motos zero de baixa cilindrada entre as custom, claro, e as trail. Entre as custom, por um valor que me seja viável, apenas a Dafra Horizon 150 (com "inspiração" clara na 883R) e a Intruder 125 (que, original, é feia de doer). Entre as trail é difícil de eu achar o que me agrade aos olhos; quase tudo tem aquele grafismo exagerado e horroroso. Talvez a única que, embora não tão em conta, fosse do meu gosto seria a Honda XRE 190 (e dane-se o "urbana" do marketing: eu pegaria estrada com ela).

Mas meu olhar se volta mesmo é para motos pequenas mais antigas (e a Intrudinha, mesmo se nova, entra nesta lista) com projetos cafe racer, brat style ou até mesmo scrambler. Motos e projetos de baixo custo, que, se bem pensados, fazem uma belíssima moto.

Um belíssimo projeto assim é o da Cafe Racer de Fábrica com Honda CG 125 1980 - Fernando Casado, com história contada no blog Garagem Cafe Racer (aliás, excelente blog!). Esta CG 1980 azul ainda me evoca uma enorme nostalgia, pois meu pai (que estaria fazendo 70 anos hoje) teve uma e foi a moto com a qual eu comecei a olhar para as duas rodas com olhos mais gulosos.
CG 125 by Fernando Casado.
Outro projeto dos mais bonitos que vi foi este, a partir de uma Suzuki Intruder 250. A história do projeto é também contada no blog Garagem Cafe Racer (eu já disse que o blog é excelente?) em Intruder 250 Cafe Racer by Marcio Sahade.
Intruder 250 by Marcio Sahade.
Pelo meu gosto, embora a inspiração venha das cafe racers, eu acho que faria algo um tantinho diferente, com um paralama traseiro um pouco mais saliente (mais ou menos como na Intruder do Marcio), um banco sem a "corcova" cafe racer, e um guidão mais alto. Acho que ficaria algo mais brat style.

Olhando para estas duas motos, dá vontade de correr e comprar uma velhinha e começar o projeto. Três coisas me impedem, no entanto: falta coragem de comprar uma velhinha (não entendo patavina de mecânica e não tenho quem me auxilie), um certo temor de não conseguir peças (não tenho fornecedores por aqui e não conheço qualquer "caminho das pedras"; o que pode fazer o custo não ficar tão baixo assim) e, bem, eu não vendi a Sportster (e, sinceramente, eu espero que eu não venda!).

Enquanto venda é só uma expectativa, vamos aproveitando o casamento com a Lady Day e deixemos o "projeto baixo custom" como uma paquera despretensiosa.

terça-feira, 14 de março de 2017

A inquietação que virou quilômetros

No forum H-D o Wissmann nos contou de uma "inquietude de ficar parado", dizendo: "a imagem da estrada correndo embaixo da minha bota é algo que me satisfaz, quase como poesia rondando minha cabeça".

Pois bem, ele preparou um roteiro de viagem e, após algum tempo, ele nos fez um relato desta viagem. Gostei deste relato porque, por um lado, parece com os meus, e, por outro, porque também não parece com os meus. 

Contraditório? Não, uma vez que os aspectos de semelhança e diferença não são os mesmos. Leia e entenda!

Obs.: O texto está um pouco editado por mim, mas é o texto dele, que, gentilmente, permitiu a publicação aqui.

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Antes de partir.
Um bom tempo já passou desde que eu voltei, até porque eu fui em outubro. Já vendi a 1200CB, já chegou a Deluxe, minha mina já veio morar em SP... Muita água debaixo da ponte.

Na época da viagem eu escrevi um diário, documentei bastante coisa, mas acho que foi mais um companheiro meu do que algo que seja necessário compartilhar aqui, acho que o melhor vai ser escrever alguns casos engraçados e curiosidades que eu passei.
Camping.

A viagem durou 12 dias, 6 mil kilometros e eu fui sozinho. Passei por SP, PR, SC, RS, depois subi RS, SC, PR, MS, GO e, por fim, voltei para casa, GO, MG e SP. Acampei muito, fiquei em hotel 4 estrelas, precisei de ajuda, fiquei bebado, tive medo, paguei cachaça pra mendigo e até nadei pelado em cachoeira.

PONTOS ALTOS:
  • Cachoeira Veu da Noiva – Serra do Cipó MG: Esse foi um dos pontos que eu acampei. Lugar lindo em MG, estrada bem vazia pra chegar até lá e no Camping da ACM tem uma piscina natural e uma cachoeira privativa. Conheci um casal de paraguaios aqui e eles me propuzeram na hora do jantar trocar uma caixa de Skol gelada por arroz com atum que eu tinha preparado. Óbvio que eu aceitei.
    Cachoeira.
  • Serra do Rio do Rastro SC: Lugar lindo demais. A serra é magnifica, mas na verdade o que me encantou mesmo foi a estrada para chegar na serra... 60 km de curvas de alta (110/h) onde a pretinha surfava na estrada e eu me sentia muito feliz com aquela dança. Obs: cheguei no topo da SRR e não via um palito na minha frente por causa da neblina, tive que dormir na primeira cidade lá em cima (Bom Jardim da Serra).
    SRR.
  • SC 114: Essa estrada, que fica no meio de SC, estava sendo refeita e tinha trechos nos quais as faixas ainda não tinham sido pintadas no chão, mas meu amigo... Que tapete! Mão embaixo e pedaleira raspando o tempo todo. Que estado maravilhoso é SC e suas estradas e mulheres. Quero muito voltar.
  • Cerveja Polar: Estava em Erechim depois de 430 km de serras, cheguei no boteco, perguntei qual cerveja tinha e o garoto do meu lado já falou: “Se você pergunta que cerveja tem, é porque não é daqui!” Acabei pedindo a Polar, como ele me indicou, e me juntei na mesa da turma dele, gauchada gente boa, cerveja gelada. Mas depois de 12 garrafas de Polar desconfiei, porque só tinha homem do meu lado.
  • Polar.
    • A ajuda em Campo Grande: Chegando em Campo Grande para acampar, eu errei o caminho porque o Google Maps me mandou por uma estrada de terra (e pasmem, não avisa) e eu me enfiei num sobe e desce lazarento que estourou meu sensor de ABS... Ligações feitas, whatsapp bombando de sugestões e descobri a oficina El Camino em CG. Os caras me ajudaram demais, me tranquilizaram, falaram que não tinham a peça, mas que era só continuar sem o ABS que não tinha problema! Foi muito bom ter uma galera capacitada que me ajudou. Enfim, de volta pra estrada.
    • Moto na chuva.
    • O preço da comida fora de SP: Isso é um fato muito bom pra quem é de SP, fora da nossa cidade as coisas são mais baratas... Almoço por 12, 10, 8 reais... Prato de salada, arroz, feijão, carne e batata... Buxo cheio, deita na calçada, fuma e volta pra moto.
    • Comida.
    • Estar na Capital do País de moto com minha mina: Aqui eu fiquei genuinamente emocionado... Eu não conhecia Brasília, e os dois principais objetivos da minha trip eram a SRR e conhecer Brasília. Para o meu prazer, minha mina voou pra lá e passou o fim de semana comigo... Calor do Senegal, hotel 4 estrelas, serviço de quarto, noites de amor sem fim e ainda dois dias passeando pela capital com minha mina na garupa, foi f*da de verdade.
    • Brasília.
    PONTOS BAIXOS:
    • Estradas de MG: Conheço gente que fala que as estradas de Campo Grande são ruins (e realmente são), mas eu nunca vi nada igual as estradas de MG... Em um raio de 200 km de BH é só obra, trânsito, estrada péssima e perigosa. Desculpem-me se faço uma injustiça com meus amigos mineiros, mas quem passar por lá abra o olho. Óbvio que deve ter exceções, mas no meu caso foi isso.
    • Os ventos do Goiás: Cara, aqui meu c* piscava que não passava nem azeite quente. Peguei umas retas chegando em Chapadão do Sul que deviam ter uns 150 km de extensão, chuva forte durante 3 dias... Rapaz, o vento lateral é um perigo! Você anda como ele quer, vai pra onde ele quiser e a monotonia também não ajuda porque 150 km em reta é no mínimo 1 hora sem mudar de direção. Abram o olho e cuidado com o vento lateral.
    Algumas premissas que se fizeram necessárias ao londo da viagem
    • Não existe faixa dupla para motocicleta.
    • Comprometa-se com a velocidade. Num trecho de 600 km em um dia, se você não andar de mão colada, você nunca chega... Não estou falando para fazer c*gada ou algo assim, mas tem que enrrolar sim.
    • Viajar sozinho é uma maravilha. Foi ótimo! Eu me diverti demais. Óbvio que falta alguém para compartilhar os momentos, mas eu amo ficar sozinho... E sabe o melhor? Para ir é só subir na moto e ir: sem enrolação, dá um chapéu na mulher e vai.
    Meu roteiro final foi: São Paulo (SP), Curitiba (PR), Bom Jardim da Serra (SC), Erechim (RS), Toledo (PR), Jaraguari (MS), Rio Verde (GO), Brasilia (DF), Patos de Minas (MG), Serra do Cipó (MG), Santuário do Caraça (MG), São Tome das Letras (MG) e São Paulo (SP).
    Na fronteira.
    Agora em novembro, de moto nova, a viagem é pra Montevideu! Como falaram por aí, viajar de moto é como ser picado pelo mosquito e... Meu chapa, eu já estou contaminado!

    Valeu, seus nóia. 
    Abraços,
    Wissmann.

    ----- x ----- x -----

    Viram? É parecido, mas é diferente!

    Valeu pelo relato, Wissmann. E, descendo a Montevideo, dê uma passada por aqui. Pode ser que sigamos juntos um trecho da sua viagem!

    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Diário de bordo 4

    Faz tempo desde que precisei fazer qualquer manutenção na Lady Day. Mas o Lang já vinha me avisando faz tempo: "fique de olho nessas mangueiras, que já já abrem o bico".

    O "já já" até que demorou bastante, mas, enfim, a mangueira do dreno abriu o bico e uma mancha de óleo no chão a acusou. Ninguém tinha a bendita em pronta entrega, então encomendei com quem me apresentou o menor prazo a preço justo. Combinei com a Drag Pipes o serviço para o primeiro sábado que me estivesse disponível após a chegada da peça. Eles me pediram para chegar às 9:00.

    Neste último sábado, portanto, acordei às 5:00, temendo ter que descer a serra na chuva, que caía desde o fim da quinta-feira. Mas, apesar do friozinho, nenhum sinal de chuva na saída. É, eu gosto de fazer as coisas com tempo de sobra: saí às 6:00 e cheguei na porta da Drag Pipes às 8:00.
    Na Drag Pipes, esperando abrir.
    A propósito, esta bolsa no sissy bar pode ser feia, mas é uma mão na roda.
    Saí de Canela no frio e a bolsa abrigou todas as peças de roupa que tirei no calor de Porto Alegre.
    Fiquei lá, aguardando até abrir, às 9:00.

    Ao abrir, encaminhei a menina para o serviço e, já que teria que sangrar o óleo, já pedi a troca. Assim eu não tenho que descer a Porto Alegre novamente tão cedo. Também pedi para verificar um "grilo" que fica cantando e que eu imaginava ser na suspensão.
    Lady Day entrando na sala de cirurgia.
    Lá pelas 10:30 ela estava pronta e o Carlão foi dar uma volta para encontrar o grilo. É mesmo na suspensão, com água e sujeira no retentor. Na hora um pouco de WD40 resolveu. Mas verifiquei depois que mais alguma limpeza será necessária.

    Saindo de lá, dei uma passada no dealer. Eu até gosto de ir nos sábados para o café do HOG. O povo olha torto para minha 883 C velhinha, olha torto para minhas roupas, olha torto para mim... Eu tô me lixando para isso. Vou, tomo café, como salgadinho, vejo as motos e vou embora. Entro mudo e saio calado e prefiro assim. Exceto quando, ainda mais raramente do que sozinho, vou com um amigo. Aí a gente dá umas risadas no meio tempo e depois vai rodar.

    Mas eu confesso que não tenho mais muita paciência para o "evento". Desta vez, os salgados e o café já tinham acabado. Então fiquei uns 2 minutos. Apenas dei uma boa olhada na Roadster e namorei as cores da Heritage em branco e turquesa perolizados. Voltei rápido para a Lady Day e decidi ir ao shopping comer e assistir Logan. Foi ótimo!

    Cheguei em casa já anoitecendo.
    Fim de "passeio".
    Antes de ir, eu havia reclamado que, após vários dias de sol, tinha que chover justo quando eu tinha que descer a Porto Alegre. Mas não peguei uma gota de água durante todo o percurso. No domingo, um vendaval e uma tempestade (incluindo, lamentavelmente, grandes estragos e até mortes em São Chico).
    Manhã de chuva torrencial no domingo.
    Esta capa não protege da chuva, mas está, ao menos, impedindo os gatos
    de usarem o banco da minha moto de cama.
    É melhor agradecer pela viagem tranquila: SDG!

    sábado, 25 de fevereiro de 2017

    Garagem-bar 7

    Don Diego torpedo e licor de cachaça Weber Haus.
    Charuto agradável e licor adocicado, ao meu gosto para acompanhar o tabaco.
    A vida, senhores, é feita de vales e montanhas.

    Enquanto a massa está a brincar o carnaval, o que quer que isso signifique, eu estou cá, sozinho. Apesar de enfrentarmos uma situação financeira difícil, minha esposa viajou com meus filhos. Por assim dizer, tirou umas férias. A dura realidade, porém, é que a bisa está em tratamento de câncer. E uma visita é mais que necessária.

    Então, aqui, sozinho, e ainda apesar da situação financeira difícil, e tanto mais porque a moto está parada esperando uma mangueira a ser trocada, enchi a geladeira de víveres: peças de entrecot, carne de hambúrguer, queijo, presunto, bacon, cerveja, licor de cachaça e tabaco.
    Um pouco do entrecot a me entreter nestes dias tristes de carnaval.
    Assim é: vivemos uma montanha russa em que às vezes estamos lá em cima, às vezes ali embaixo. Ou, se realmente percebemos nossa contingência, a vida é ao mesmo tempo o riso e o pranto.

    A vida, meus caros, é uma roseira: uma flor belíssima com um caule cheio de espinhos. Sinto falta da algazarra dos meninos e do bico da mãe. Mas folgo o tempo, remindo-o. 

    Feliz é o homem que sabe dedicar seu gozo tanto quanto seu pesar ao Altíssimo. Louvado seja Ele! SDG!

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

    Road King S

    A H-D acaba de anunciar um "novo" modelo, a Road King Special:
    Road King S Charcoal Denim.
    Fonte: Site H-D.
    Eu sempre sou mais fã do cromo que do "dark custom", por mais que eu curta o visual mais agressivo deste estilo. Mas a Road King Special bem pode me fazer conceder uma exceção. Não que eu resolva efetivamente fugir do cromo quando chegar a hora (sim, o "projeto "bagger"), mas que, se esta for uma opção viável, ah, será uma opção a se considerar. Por certo será!

    Road King S Charcoal Denim, com itens de customização.
    Fonte: Site H-D.
    Bem, o visual dela é este aí (sobre detalhes técnicos eu nunca trato; não tenho competência para isso e há blogs por aí que fazem isso muito bem). Gostei demais. Mas uma coisa que me encheu os olhos foram os piscas. Eu sempre pensei que os piscas da Deluxe, na frente e atrás, ficariam ótimos na Road King. Não me seria uma prioridade, mas eu pensaria em fazer isso. No caso da Special, a traseira com os piscas da Street Glide são uma solução ainda melhor. Uns piscas com faróis auxiliares na frente, tipo aqueles da Kuryakin, complementariam o visual que eu curto.

    Baita moto! Gostei até das rodas!

    H-D: "Road King Special".
    Fonte: Warr's Harley-Davidson.

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

    Tattoo 5

    Ontem passei no Bikers Pub. Já faz um tempão que não passo lá, já que estamos concentrando esforços em pagar os rabos de conta da obra da casa. Está tudo muito diferente por lá, com uma reforma que mudou toda a configuração do bar. Até as canecas não são mais canecas (me contaram que cansaram de "perder" canecas e substituíram por algo mais em conta; que horror este nosso mundo!).

    É estranho. Não que haja uma mudança qualquer para pior. Apenas eu, que costumava ir ao bar com alguma frequência, me senti como em um ambiente desconhecido. Até porque a reforma ainda está em andamento.

    Em todo caso, fui e tomei uma cerveja. como eu disse no Instagram: o longo e rigoroso inverno que é uma construção de casa ainda não terminou, mas um homem precisa de um tempo para si e para seus gostos!

    Ah, sim, a tatuagem! Está terminando de cicatrizar. Aquela diferença de tons diminuiu bastante e já não parece duas tatuagens feitas em tempos distintos. Acho uma pena, por um lado, porque, como eu disse, eu tinha gostado deste efeito. Mas, por outro, o resultado final ficou realmente bom.

    Uma foto publicada por Roberto Vargas Jr. (@robertovargasjr) em

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

    Sportster 72

    Eu falo mais do "projeto bagger" do que do "projeto Sportster". Nem lembro se cheguei a falar do que desejo fazer com minha C, se eu puder ficar com ela (além da bagger). Tendo falado ou não, resolvi postar este vídeo com a Sportster 72, que é inspiração para minhas customizações na Custom.

    Infelizmente ela nunca veio ao Brasil e já saiu de linha nos EUA. Uma pena!

    Mas, se bem que eu tenha aprendido a gostar da Sportster em outras versões, a 72 é a mais bela de todas. Uma chopper bem clássica, cheia de cromo, com rodas raiadas, pneus faixa branca e tudo o que eu curto numa chopper, sem quaisquer exageros (seja old, seja new school).

    Na minha C, não quero trocar o tanque (eu até gosto do amendoim, mas com muitas reservas) nem quero cortar o paralama traseiro. Além do que já foi feito (traseira rebaixada - com kit, mas eu talvez o troque por um amortecedor de 10,5", riser reduzido e ape 12"), quero acrescentar algum cromo (mesmo que seja só com capinhas), roda raiada na traseira, pneus faixa branca, banco solo (ou o Mustang Fastback, que é bem legal também) e o filtro redondo.

    Não é muito a se fazer, mas a falta de grana me obriga esperar o tempo apropriado.

    Enquanto isso, sigo namorando a 72. Como ao ver esta propaganda de apresentação do modelo pela H-D:

    H-D: "Introducing The New Sportster Seventy-Two".
    Fonte: TAMPAHARLEYGROUP.

    sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

    Clássicas modernas

    Eu acho o contraditório termo "clássicas modernas" muito engraçado. Mas adoro esta onda retrô que coloca componentes atuais em motos com visual de tempos em que a beleza contava.

    Uma dessas clássicas modernas (que, ao menos até aqui, não tenho notícia de vir ao Brasil) é a Honda CB 1100 EX. Uma bela naked inspirada nas quatro cilindros japonesas das décadas de 70 e 80. Eis aí um exemplar que seria um caso a pensar para uma segunda moto.

    Há um belo comercial da moto com aquele velho conhecido mote de passar o gosto de uma geração a outra. Bem, eu nunca me canso disso!

    Honda CB1100: Launch video - "Always the one".

    terça-feira, 10 de janeiro de 2017

    Tattoo 4

    O desenho base.
    Então meti a cara e fiz mais uma tattoo.

    Muito tempo atrás, eu fiz um desenho para encomendar um patch para meu colete, ainda na boa época do Boteco dos Estradeiros, um grupo de mototurismo que se reuniu porque todos possuíam Mirage (que depois foi sendo devidamente substituída por motos maiores). Este desenho consistia de uma cruz, uma Bíblia aberta com alfa e ômega em suas páginas, além de uns símbolos sobre ciência, filosofia e teologia, grandes interesses meus.

    Ao pensar na nova tatuagem, eu quis aproveitar esta ideia, apenas retirando os tais símbolos. Ao lado, a imagem já um pouco trabalhada para servir de base ao trabalho. Ah, sim: a vontade era fazer um preto e cinza o mais realista possível.

    No início.
    Confesso que não estava botando muita fé de que o desenho ficasse lá muito realista. Mas também é um desenho simples. Nada que não pudesse ser melhorado ou complementado depois. Então nem estava muito preocupado que não ficasse exatamente do meu agrado.

    Quando começou, porém, já vi que ia gostar do resultado. A foto ao lado foi durante uma pequena pausa que a tatuadora me pediu para colocar um piercing em uma cliente.

    Duas coisas me impressionaram nesta sessão. Uma é que aproveitei para dar um retoque nos dedos, pois (bem) pequenas partes das letras ficaram claras ou apagaram de todo. Não lembrava que nos dedos doía tanto! Outra é que a pele do antebraço é bem mais sensível do que eu pensava. A agulha não doía quase nada, mas a pele ficou bastante "machucada" em algumas partes.

    No fim, a tatuagem ficou um pouco maior do que eu tinha a intenção de fazer, menos realista do que eu gostaria, mas muito melhor do que eu esperava (muito melhor mesmo!). Gostei bastante do resultado e até de alguns detalhes inesperados. A Bíblia ficou mais preta (e neste momento está é um pouco arroxeada) que a cruz e a cruz ficou mais cinzenta, com os detalhes de pedra bem legais. Este contraste que, se por um lado faz parecer dois desenhos feitos em separado, por outro, justamente por esta "sobreposição", destaca cada um deles. Realmente gostei bastante!

    Eis o resultado final:
    Resultado final.
    A foto não mostra bem o contraste das cores, mas dá uma boa ideia de como ficou.
    E a próxima? Bem, eu meio que desisti daquela minha ideia inicial da tatuagem nas costas. Acho que passarei aquela ideia ao braço e encerro minhas aventuras de tinta com ela (ou talvez com algumas letras nas costas; isso ainda pode ser). Mas as vacas continuam magras, embora engordando, e isso vai demorar um bom bocado. Enquanto isso, vamos cicatrizar esta!

    segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

    O índio obteve a vitória?


    Victory Motorcycles: uma marca Polaris.
    O trocadilho infame do título é devido a Polaris ser proprietária das marcas Victory e Indian, e, com este anúncio, a Polaris anuncia o fim de sua produção das Victory. 

    É uma pena, por um lado, pois, apesar de as Victory não terem vindo ao Brasil, nem de os modelos serem exatamente do meu gosto, era mais um player neste jogo. Por outro lado, porém, isso parece implicar que a Indian está indo muito bem, obrigado. (Ao que eu digo: tomara assim seja!)

    Também, o modelo Victory Octane era nada mais nada menos que uma Indian Scout. Talvez fosse uma obviedade que certas plataformas fossem compartilhadas. Talvez também seja uma obviedade que, uma vez que não há mais outro player a compartilhar plataformas, a experiência de desenvolvimento da Victory forneça a base para alguns novos modelos Indian.

    A ver.


    sábado, 7 de janeiro de 2017

    Garagem-bar 6

    Parte III - Charutos

    Depois das partes I - Uma breve explicação de motivos e II - Cachimbo, ficou pendente esta Parte III, sobre charutos.

    Don Diego Corona (República Dominicana) e Jack Daniels Honey.
    Charuto suave e um tanto adocicado. Neste "pequeno tour",
    certamente um dos que mais me agradou.
    Como eu já disse alhures, eu sempre tive muita reserva a charutos. "Eia coisa fedida", eu pensava. E pensava também que a coisa não podia ter realmente algum bom sabor. Mas, após a experiência com o cachimbo, e recebendo um charuto caribenho de presente da minha irmã, resolvi experimentar.

    A verdade é que gostei demais. Além de ser mais "fácil" que o cachimbo, o sabor é bem mais marcante. O cheiro se me tornou mais agradável, mas sei bem o tanto que incomoda quem não aprecia, pelo que se o cachimbo já é degustado numa espécie de solilóquio, o charuto o é em solidão e o mais afastado de narizes alheios que eu puder. E ainda mais ocasional.

    Fiz um pequeno tour, então, por alguns charutos não muito caros, para conhecer um pouco mais. Eis o que experimentei até aqui (em ordem cronológica):
    Os selos de charuto que guardei.
    Estão, curiosa e não intencionalmente,
    na ordem de preferência, de cima para baixo:
    Don Diego, Guantanamera, Alonso Menendez,
    Vasco da Gama e D.O.C.
    (perdi o Dona Flor e o primeiro não possuía selo).
    • O charuto caribenho que minha irmã me trouxe não tinha selo, pelo que não tenho como rastrear para descobrir informações, exceto que era um corona. De todo modo, foi uma experiência surpreendente. Muito saboroso.
    • Vasco da Gama Corona (Alemanha). Este é um charuto bem barato, short filler. Suave e fácil: excelente para uma apreciação despretensiosa.
    • Dona Flor Corona (Brasil). Achei por demais amargo. Não gostei.
    • Don Diego Corona (República Dominicana). Long filler suave e um tanto adocicado. Perfeito ao meu paladar (ao menos o atual).
    • Alonso Menendez Robusto (Brasil). Único robusto que experimentei até agora. Estava apreensivo por ser brasileiro após a experiência anterior e porque me disseram que o amargor era característica dos charutos nacionais. Mas este long filler foi bem saboroso.
    • D.O.C. Cristal (Nicarágua). Corona medium filler apreciado durante o Curitibanos Harley & Custom. Foi interessante pela experiência toda mais que pelo sabor (que não exatamente desagradou, apenas não me foi marcante, e também perdeu qualquer encanto após a metade).
    • Guantanamera Cristal (Cuba). Bem, dizem que os cubanos são top, mesmo os que não são cubanos top, não? Pela amostra deste corona short filler, que obviamente não é top, apesar do meu juízo em nada ser especializado, devo aquiescer.
    E é só isso. Registro feito, os próximos serão conforme "prometido": "foto e algum breve comentário, talvez incluindo alguma informação sobre minhas impressões".

    E a garagem-bar assim vai "tomando forma"!