segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Em memória de uma excelente viagem

Era já meio dia. Estava acordado desde antes da alvorada e muito asfalto passou sob as rodas de sua moto. Parou para abastecer, a moto e o próprio corpo.

Como sempre, o frentista pergunta, como se não tivesse a resposta no tanque para o qual olhava e cuidava, com um pano que não evitava o desastre, não derramar gasolina:

- É uma Harley Davidson, né? Quanto vale uma dessa? Deve custar os olhos da cara.

Você responde com um sorriso amarelo e quase mecanicamente:

- É uma Heritage. Uma nova é mesmo cara, mas a minha é bem pagável.

- É mesmo? Quanto?

Tudo o que você não quer é pensar em grana. A viagem é justamente para deixar a rotina de lado por um tanto. E este trecho inicial foi, como sempre, deliciosamente prazenteiro. Então você resume:

- Pagável.

- Que ano?

- 2008.

O frentista termina, você paga e se dirige ao restaurante. A refeição é mais pesada do que o desejável, mas como evitar? Pelo menos foi boa o suficiente. Você só espera que ela não dê muito sono.

Agora começa o inferno dos pedágios e você retira da mala e coloca nos bolsos os saquinhos com as moedas separadas para facilitar a passagem.

Então você finalmente começa a subir a serra. As várias curvas pedem concentração, mas você não evita a viagem da mente enquanto viaja. Andar de moto é isso mesmo. E você fica com uma saudade imensa do seu pai: “ele ia adorar viajar comigo”.

A paisagem passa devagar. Você não tem pressa. Olhar e apreciar é preciso. Ainda mais porque é raro subir essa serra com o céu azul e o sol a ferver o capacete. Então você olha e aprecia com gosto.

O plano era parar acima da serra, pouco mais do que meio do caminho até o destino final. Dormir e tocar no dia seguinte. Mas a viagem rendeu e seu corpo ainda não pede descanso. Então você segue, devagar e sempre, olhando e apreciando.

O caminho segue tortuoso no planalto. Preto de asfalto. Verde, marrom e azul de vegetação, terra e céu. Seu prazer é imenso. Sua atenção constante. Você se mantém viajando e viajando: Deus é bom; sinto já falta da bagunça das crianças e da doce voz dela; aquele conceito de “terra das sombras” é mesmo uma coisa fantástica; como a metafísica faz falta a este mundo; que coisa mais linda; ah, a beleza; já e não ainda, primícias e plenitude, lágrimas e gozo...

Você olha para a direita e vê aquele hotel barato e honesto em que você ficou com a família da última vez que fez este trajeto com ela. Já é tarde, mas você continua, surpreendentemente, bem disposto. O sono do almoço pesado não veio. Louvado seja Ele! Vamos ao destino. Não falta muito.

Quando você finalmente chega ao anel viário, você ainda se espanta porque seu corpo poderia até ir mais longe, e isso não é nada comum. Mesmo assim, você agradece por estar quase onde se propôs estar, e tudo no mesmo dia. Nem mesmo aquela outra serra, sempre tão difícil, fez cansaço. Que viagem esta!

Luzes sem fim. A grande cidade é sempre ameaçadora, mas você a conhece bem. Pelo menos aquela parte dela. E você gosta. Ainda se sente em casa. Você se aproxima da luz que mais te interessa, a casa que vai ser seu lar por uns dias.

Portões, sorrisos e braços se abrem. Vozes familiares o saúdam e perguntam como foi a viagem.

- Bem melhor que o esperado. Acabei fazendo tudo em um dia.

- Quantos quilômetros mesmo?

- 1.100 de porta a porta.

- Puxa! E não está cansado?

- Bem pouco. Até poderia ir mais longe hoje. Mas uma cama, depois deste chão, é sempre bem vinda.

- Então entre, tome um café e um banho. Sua cama já está pronta.

E você louva a Deus porque não só a vida é boa como Ele lhe deu a amar amados que o amam! E dorme feliz!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Como salvar as clássicas Softail, na versão 2018

Como eu tenho dito alhures, o problema todo é estético. Não me parece que novo quadro, motor e demais alterações técnicas sejam ruins. Ao contrário, tudo soa muito bem. O que parece é que é puro mau gosto mesmo, o que não se justifica pela tentativa de alcançar um novo público.

Deluxe versão Heritage Classic.
Imagem: configurador do site americano da H-D.
Vejam esta configuração da Deluxe. É exatamente o que se esperava de uma Heritage Classic, exceto pelos ridículos piscas, que poderiam ser no estilo flat. Quanto a Deluxe propriamente, bastava manter os piscas bullet, o rail no banco do piloto e o banco do carona com seu bagageiro. 

E, vejam só, eu gostaria mesmo é de ter aquela chicana, mas o modelo 2018 também me poderia servir como nesta segunda configuração, alterado o pisca, acrescentado um banco com rail e um bagageiro solo (como o da minha finada Heritage) e com estes destacáveis todos (parabrisa, alforges e tourpak solo). Acrescente-se um beach bar, duals e, talvez, roda dianteira aro 21 e temos a minha chicana.
Deluxe versão solo touring.
Imagem: configurador do site americano da H-D.
Não era difícil fazer uma Heritage S (a preteada que foi lançada) e uma Heritage Classic, além de uma Deluxe que não fosse ridiculamente moderninha. Era fácil, fácil. Mas não, tinham que fazer a caca que fizeram.

De todo modo, há salvação!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

As novas Softail da linha 2018

Linha Softail 2018.
Imagem: site americano da H-D.
Bem, senhores, passado o baque da apresentação de ontem, em que cheguei a brincar nas redes sociais que a H-D morreu em 2017 e que os adornos da caverna precisavam ser repensados (para a Indian), e com um olhar mais demorado sobre os novos modelos no site americano, seguem minhas impressões.

Antes, lembrem-se: meu negócio aqui é estética. Se as melhorias técnicas são de fato melhorias ou não, há gente mais apropriada para comentar. Apenas digo que, a princípio, o novo quadro, com os novos motor e suspensão, são do meu agrado. Até mesmo o radiador está tão discreto enfiado no quadro que nem chega a assustar. Como devem sair postagens mais técnicas (ou não) blogosfera afora, vou acrescentando links aqui: Old Dog Cycles, Old Dog Cycles 2Lord of Motors (com a linha para o Brasil; será?), Wolfmann.

Ah, para fotos e detalhes, entrem no site americano da H-D. Sinceramente não me animei a incluir nenhuma outra foto. Ou, para uma foto de perfil de toda linha, inclusive as outras famílias: Wilson Roque.

Isto dito, vamos aos modelos. 

Como as Dyna acabaram, agora temos as Softail Street Bob, Fat Bob e Low Rider. A Fat Bob eu achei horrorosa, mas eu já achava isso da Dyna Fat Bob, então não fez mesmo muita diferença. Street Bob e Low Rider já têm um visual mais agradável. A Low Rider ficou bem bonitinha, mas também ficou igualzinha a Dafra Horizon. Em todo caso, se as Dyna já não me eram atrativas, exceto, talvez, e paliativamente, a Dyna Super Glide Custom, as Softail que herdaram seus nomes se mantém não atrativas para mim.

Breakout e Slim não mudaram tanto assim. Continuam motos bonitas, mas não são do meu gosto. Digo, não são o estilo de moto para ser minha, por mais que me agradem aos olhos. E, na verdade, acho que a Slim foi a única destas novas motos que me agradou sem restrições.

Agora, eu estava mesmo curioso era para ver o que seria feito da Fat Boy (mais pelo ícone que é do que por gosto), Deluxe e Heritage (estas por me serem modelos caros). 

A Fat Boy ficou um horror, com aquelas rodas monstruosas e aquela cabeça de touro que parece mais é uma cabeça tsantsa. Está parecendo uma Suzuki Boulevard mista M e C. Mas como os fãs da Fat Boy sempre foram os caras que gostam de motos mais moderninhas, é bem capaz de eles acharem tudo muito bem. Eu detestei.

Mas o que me frustrou mesmo foram a Deluxe e a Heritage. 

A Deluxe ao menos mantém o cromo e as rodas raiadas com pneus faixa branca. Mas o visual mais modernoso do novo quadro, aliado aos leds da capelinha e aqueles ridículos piscas retos... minha nossa! E em tirando o banco de garupa, tiraram aquele charmoso (embora realmente inútil) bagageiro e o rail, que, a meu ver, é uma das coisas que mais agregavam ao visual retrô da Deluxe. É bem verdade que tudo isso pode ser resolvido com acessórios. Mas, ora bolas, a moto original não ficou bonita, ao contrário dos modelos pré-2018.

Já a Heritage foi toda preteada, perdeu a faixa branca dos pneus e de Classic não tem mais nada. Nem é que ficou assim tão feia, mas simplesmente não é a Heritage Classic e não é um modelo fácil para customizar ao meu gosto. De positivo apenas o novo alforge, muito melhor que o, agora, antigo (mas mesmo assim ele tem tachinhas; pretas; mas tem tachinhas). Ainda se pelo menos eles tivessem feito dois modelos, uma Heritage (a preteada) e uma Heritage Classic (mantendo todo o cromo e a faixa branca dos pneus)... Mas não, tinham que fazer caca. Também é verdade que isso pode ser resolvido com acessórios. Porém, a que custo? (E isto, o custo, vale para a Deluxe também.)

Enfim, eu não gostei nada do que fizeram com as motos em termos estéticos, pensando principalmente nos três clássicos modelos Softail (Fat Boy, Deluxe e Heritage). Não sou assim purista e gosto de ver melhorias, pelo que entendo e acho mesmo necessária uma mudança nos modelos, além de me parecer uma aposta corajosa da marca. Mas pela primeira vez achei que a H-D realmente errou a mão na identidade visual da marca. Desta vez eu dou razão a todos que dizem que as motos ficaram muito japonesas.

Em todo caso, estas são primeiras impressões. O costume por certo há de alterar ânimos e versões posteriores dos modelos, além de acessórios, especialmente os aftermarket, podem mitigar ou resolver esta pisada na bola. E temos que ver "cara a cara". E fazer ass tests e test rides. Isto pode mudar tudo.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Garagem-bar 14

Enquanto andar de moto se mantém o ir e voltar ao trabalho, às vezes, e enquanto os assuntos escasseiam, a gente segue dando um trato na caverna.
A caverna, em sua mais recente "configuração".
Está sendo realmente divertido brincar de "do it yourself" e já estava de bom tamanho o simplesmente fazer o sofá, a mesinha/aparador, a bancada e a prateleira. 

Daí, no Forum HD, um dos foristas apresentou um projetinho DIY de um porta capacetes. Ficou bem legal, mas o que mais me chamou a atenção foi a pintura que ele fez, envelhecendo a madeira com betume (e aguarrás). Resolvi tentar isso também, uma vez que a caverna estava um tanto "monocromática". Mas eu não queria exatamente uma madeira envelhecida. Eu queria uma madeira enegrecida. 

Demorei um tanto para encontrar o betume na cidade, mas, enfim, encontrei e arrisquei pintar sem qualquer teste prévio. A mesinha/aparador ficou bem escura. Bancada e prateleira ficaram um pouco melhor, bem escuro como eu queria, mas menos "preto" do que a mesinha/aparador. O sofá, pintado já à noite, ficou com umas falhas e umas partes sem pintar. Das falhas eu gostei e as partes sem pintar não aparecem (ainda mais depois que eu colocar as espumas), pelo que vai ficar assim.

Gostei bastante do resultado final.

Além disso, acrescentei alguns adornos. Primeiro um quadro que minha esposa me presenteou no dia dos pais. Depois um tapete já velho que tenderia a ficar sem uso, também cedido por ela.

Talvez eu mude, se for necessário, os quadros e o som de lugar, quando algum conforto mais for acrescentado (uma TV e, talvez, um frigobar, que estou achando muito caro, ou mesmo uma daquelas mini geladeiras, mais em conta, mas com tamanho útil questionável). O bom de ser um ambiente paliativo, ainda que de uso prolongado, e de madeira é que estas modificações são fáceis e indolores.

Os próximos passos, porém, são as espumas do sofá (com um detalhe bordado que será interessante apresentar no tempo devido) e uma cortina que encomendei da China (encomendada por duas razões, aliás, uma a de ver como funciona a compra de lá e outra porque não faço ideia onde encontrar uma tal cortina por aqui) a ser "instalada" atrás do sofá, escondendo as prateleiras e "isolando" o "ambiente habitável".

Ah, aquela madeira embaixo da bancada é uma "prateleira". Há duas delas, na verdade, do mesmo tamanho. Farei com ao menos uma delas uma bancada externa ao barracão. Não dá para brincar de serrar, por exemplo, dentro dele. E cada vez menos, uma vez que ele está cada vez mais "habitável". Então... Bora brincar lá fora também!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A moto e a esposa

Eu, minha esposa e Lady Day.
Está rolando uma discussão bem legal no Forum H-D sobre um cara cuja esposa quer pilotar. Eu tenho sentimentos algo contraditórios a respeito. 

Quando voltei a pilotar, já casado e após um longo período sem moto, eu queria porque queria que minha esposa me acompanhasse. Muito pela companhia em si, uma boa porção porque há certas coisas que dão desejo enorme de compartilhar, um pouco porque ir junto é mais fácil que negociar o alvará. E se desejava a garupa, imagine uma companhia com outra moto!

Mas com o tempo, e porque ela nunca realmente curtiu, apesar de, sabendo do meu gosto, sempre me apoiar e até namorar motos comigo, comecei a perceber certas vantagens em rodar sempre sozinho.

Uma destas vantagens vem do meu próprio temperamento ensimesmado. Eu preciso de um tempo em solilóquio para esquecer do mundo e relembrar do que realmente importa. Para descansar e voltar à carga do dia a dia. Acho que, acima de tudo, minha esposa sabe disso e nunca faz muito drama para me conceder o alvará. A "autoridade competente" apenas me exige que nossas agendas sejam combinadas com certa antecedência.

Outra vantagem é que eu realmente detesto andar garupado. Eu confesso, sou um medroso e um meia roda. Na verdade até prefiro confessar isso a cada rolê. Porque assim eu evito todo exagero da autoconfiança. E se é assim solo, imagine garupado, quando a moto muda completamente todo comportamento. Toda vez que minha esposa senta na garupa, eu me sinto como um novato sem saber direito o que fazer a cada reação da moto. Isso traz desconforto a ela, porque percebe minha insegurança, e a mim, porque fico numa tensão dos infernos.

E eu descobri também que, se bem que seja divertida, às vezes, uma companhia em outra moto, no mais das vezes a companhia é um fator gerador de preocupação e tensão constantes. A gente sempre espera encontrar alguma sintonia na tocada e na postura na estrada, mas eu descobri que isso é algo raro. Isso quanto a uma companhia qualquer, imagine a própria esposa! Eu acho que eu ficaria tão preocupado e tenso que boa parte do prazer se esvairia.

A família reunida.
Agora, estou falando apenas da esposa. Na discussão do Forum alguém lembrou do filho, que começou a rodar com ele. Minha nossa! Eu nunca tinha pensado nisso. Sempre disse que gostaria que meus filhos me acompanhassem nos passeios e viagens. E ainda digo e direi. Mas agora já acordei para a realidade de que isso me deixará tenso e preocupado. Filhos! São uma dolorosa delícia!

No fim das contas, eu ainda sinto uma alguma frustração em não poder compartilhar aquelas certas coisas que a estrada nos proporciona. Pelo que, sim, entendo que é um privilégio uma esposa que acompanhe. Mas, no quadro geral, eu realmente prefiro o rodar sozinho, com a compreensão e o apoio da minha esposa e com o prazer de voltar, renovado, a ela e aos meninos. E como é prazeroso, e não menos privilégio, o poder ir a esmo e depois voltar ao calor e ao conforto do lar, aos beijos e abraços de amados que nos amam!

domingo, 9 de julho de 2017

Garagem-bar 13

Com o uso da caverna, embora certamente duas banquetas altas de bar sejam necessárias, senti falta de um sofá. 

Pesquisei soluções prontas, mas ou elas eram pequenas demais (baús, que também não eram lá muito confortáveis) ou grandes demais (os sofás todos, inclusive aqueles de madeira aparente). Além disso, o valor destas soluções nunca era o que eu estaria disposto a pagar. 

Pesquisei também sobre sofás feitos em casa. Há vários vídeos na internet, a maioria, no entanto, muito elaborados. Alguns, porém, eram mais simples e, apesar dos recursos que eu não tenho (leia-se "ferramentas"), eles me deram uma ideia de como fazer um. Afinal, madeira dos restos de obra ainda não faltam. E o valor dos sofás prontos me justificava a compra ao menos de uma serra circular, que terá bom uso em outras "artes".

Daí pus mãos à obra e eis que fiz um sofá bastante decente. É extremamente rústico, sem acabamento algum e sem muita preocupação com medidas perfeitas. Mas é exatamente assim que me serve bem. E, acima de tudo, está divertido pacas brincar de fazer as coisas no melhor estilo "do shit yourself". Agora só falta encontrar um tapeceiro que me faça assento e encosto.
O sofá já está no seu lugar, delimitando o "espaço habitável" do barracão.
Tá ficando cada vez melhor. Uma caverna digna de respeito!
Hoyo de Monterrey Corona e Concha y Toro Merlot.
Terminei a estrutura do sofá ontem e hoje, Dia do Senhor, comemorei com um belo almoço de um filé mignon bem temperado em alho num molho de vinho branco e depois uma "sobremesa" feita de charuto Hoyo de Monterrey Corona. Almoço e sobremesa acompanhados de um Concha y Toro Merlot. 

Este Hoyo de Monterrey foi muito bem recomendado em vídeos internet afora como um charuto suave de custo razoável para iniciantes. Para o meu gosto, a recomendação é bem acertada. Mas o preço aqui na minha cidade não é tão bom assim... A propósito...

As vacas ainda não estão gordas, mas já deixaram a sequidão dos ossos aparentes ao ponto de me ser possível deixar de lado o vinho barato para aproveitar um comum. Certamente vinhos melhores virão em breve! (Louvado seja Ele!)

Agora é terminar o dia em ação de graças e descansar bem porque a semana de trabalho promete ser mais uma daquelas.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Do que realmente importa

Imagem: Renata Daniella Vargas.
Uma coisa leva a outra e nem sempre entendemos como ou porquê.

Assim é que hoje li uma nota de pesar pelo falecimento de um motociclista e acabei lembrando de uma outra história, a desta postagem do Bayer no Old Dog Cycles.

É claro que imediatamente a gente pensa que a vida é curta e que a gente tem que aproveitá-la, dando valor ao que importa. Mas eu fiquei pensando que precisamos de um passo além...

Porque, ao lembrar desta história, eu fiquei mesmo é a pensar na ex-mulher do cara, não no cara. Não dá para saber dos detalhes da vida dela, nem do próprio cara, de modo que possamos fazer maiores juízos. Mas não é essa a intenção. Pois me basta saber que houve incidente suficiente para que uma pessoa, ela, ferrasse a vida de uma outra pessoa, o cara. 

E isso me leva a pensar em tanta gente que, não importa a frustração e a tristeza que estejam a passar, acham que podem encontrar grama mais verde em terrenos vizinhos. E que, ao se aventurar em tais terrenos, só possuem olhos para sua própria frustração e tristeza, só possuem olhos para seus próprios umbigos, e agem sem se importar realmente com a frustração e tristeza que vão deixar para trás em outros, sem que efetivamente deixem de encarar frustração e tristeza.

Talvez se pense que eu quero fazer alusão à traição em um casal, mas não. E não quero que nos coloquemos no lugar do cara, isso é fácil, mas dela. Pois quem de nós não é tentado? Penso mesmo em qualquer situação em que sejamos tentados a expurgar nossas dores fingindo que não sabemos que este expurgo causa dores em outrem.

Temos pais, irmãos, filhos, amigos... Enfim, mesmo quando não parece ser assim, temos gente que se importa. Note bem: o sofrimento, enquanto neste tempo, aí está até que tudo seja, por fim, restaurado. Todo lenitivo que o ignore é ilusão. E nenhuma ilusão de cessação de nossos sofrimentos vale o causar o sofrimento alheio, e tanto mais quando estamos afetivamente ligados, de algum modo, a quem fazemos sofrer.

De fato, a vida é curta e que a gente tem que aproveitá-la, dando valor ao que importa. Acima disso tudo, porém, a gente precisa desesperadamente de discernimento sobre o que realmente importa.

O que fazemos neste tempo reflete na eternidade. E, meu caro, não importa se você não acredita na eternidade. Por isso, pense bem!

terça-feira, 20 de junho de 2017

Capacetes: Medalha de São Bento

Falando em capacetes, enquanto eu postava sobre o que comprei, fiquei pensando que já faz milênios que postei fotos de capacetes que gostei. O primeiro foi lá em janeiro de 2016, e o segundo em julho, também de 2016. Muito, muito tempo passou.

E não é que, desejoso de publicar sobre um capacete, mas sem buscar por nenhum, a Steel CD8 Motorcycles publica hoje no facebook um que vale a pena entrar para esta minha galeria!
Medalha de São Bento.
Eu sou cristão, não católico, mas cristão, e símbolos cristãos me atraem, embora a tradição a qual pertenço os evite (de modo geral, mas especialmente os que representem a própria divindade).

Uma descrição do significado no símbolo pode ser visto neste link. Aqui eu cito um trecho:
Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti - "Cruz do Santo Pai Bento".
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz".
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX ("Paz"), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana - "Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!" e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas - "É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!".
Esta medalha aparece no filme Constantine e, pelo último parágrafo citado, é fácil entender a razão. Também há um belíssimo isqueiro Zippo chamado, como era de se esperar, Constantine, com esta medalha, e que eu gostaria muito de ter, especialmente na versão Armor.
Zippo Constantine.

sábado, 17 de junho de 2017

Capacete Caberg Hyper X

Da última vez que comentei sobre capacetes, ou melhor, sobre comprar um, eu disse:
Em resumo, eu não vou ficar com nóia quanto ao capacete. Vou comprar e usar aqueles que meu bolso permitir e me forem confortáveis e agradáveis de ver, com segurança suficiente. Ou, em outras palavras, vou comprar o capacete que me apresente o melhor resultado na equação custo-segurança-conforto-estética, sem neuras!
Na época eu desejava o Shark Evoline 3, mas ficava satisfeito com o LS2 FF393 Convert. Acabou que não fiquei nem com um nem com outro. 

Ainda uso o old school na cidade e continuarei usando. Ele é bastante confortável e o risco, muito bem calculado, continua sendo mínimo, dadas as minhas contingências. Mas na estrada o capacete H-D fechado vinha me dando nos nervos cada vez mais. Eu realmente não me adaptei ao capacete fechado. Então precisava de uma solução viável que me satisfizesse.

Neste contexto apareceu o Caberg Hyper X, que, não mais importado pela Taurus, está sendo negociado em vários lugares por um valor bem interessante. Um amigo comprou e é só elogios. Então desci a Novo Hamburgo hoje para conferir. E voltei com ele.
Caberg Hyper X preto, como o que eu trouxe para casa.
De pontos negativos, apenas dois. Um é que ele é enorme. E o desenho não é o dos que mais me agrada. Ou seja, em termos de estilo, fico com meu old school (e até o da H-D é mais bonito). O outro é que ele não é lá muito silencioso. Mas também nunca tive um capacete silencioso. Para falar a verdade, eu duvido que exista um. Diz a lenda, e muitos a rezam, que por três mil reais o silêncio é sepulcral. Bem, eu não vou pagar para ver.

Já os pontos positivos são vários. 

Ele é homologado como fechado e como jet, bastando manter ou retirar a queixeira. Não me pareceu muito fácil colocar a queixeira de volta com o capacete na cabeça, mas, honestamente, o ângulo de visão da viseira é enorme, tão grande que o uso fechado é quase igual ao uso como jet, pelo que não vejo real necessidade de tirar a queixeira.

É possível colocar o capacete sem desmontar a queixeira, embora o procedimento recomendado seja a abertura de um dos lados para aumentar o diâmetro. Para mim não faz muita diferença. Eu prefiro tirar a queixeira e colocar o capacete no "modo jet" por conta dos óculos. Depois coloco a queixeira. Aliás, uma coisa que me irritava profundamente no H-D fechado era a pressão sobre as pernas dos óculos, o que me deixava sempre com uma enorme dor de cabeça. O Caberg é absolutamente confortável quanto a isso. 

Outra coisa que me agradou muito foi a abertura parcial da viseira. Há duas posições, uma quase fechada e outra com um fluxo um pouco maior de ar, que, devido à queixeira baixa e o ângulo que a viseira faz com ele, ficaram excelentes. Imagino que aquele problema de embaçamento que sempre tenho por aqui seja em muito minimizado com isso.

Por último, mas não menos relevante, há o nicho para o intercomunicador da própria Caberg, que, além de tudo, é bem mais em conta que a maioria do que há no mercado. Eu só fiquei curioso é com a posição do microfone, pois meu queixo fica a milímetros da queixeira. Mas isso é o de menos. Preciso encontrar e comprar esse intercomunicador, que, a princípio, usarei mesmo é com música e só.

Enfim, gostei muito desta aquisição. Sei que são primeiras impressões e isso pode mudar, mas não acho que seja o caso. Acho, isto sim, é que o Caberg me fará esquecer o Shark.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Garagem-bar 12

Monte Cristo nº 2 e Aurora Malvasia Colheita Tardia.
Hoje era dia para não sair da cama. Foi todo ele de estabanação, incidentes e acidentes. Pequenas coisinhas irritantes que acabam com o nosso humor.

As portas de entrada de casa incharam pela umidade e não abrem nem fecham, chove, o puxador da porta principal espanou o parafuso que o prendia e saiu na minha mão, chove, tentei lixar as portas e só aliviou e não resolveu, chove, derramei café no microondas do trampo, chove, derramei café no teclado do trampo, chove, a parede do fundo do barracão mofou, chove, o teclado do trampo morreu, chove...

O céu finge que vai abrir, mas chove...

Impossível não sentir os efeitos daquela minha velha síndrome, a SEP (síndrome do emputecimento progressivo).

Então, para compensar o dia ruim, eu me permiti um charuto uma terceira vez esta semana. Assim a noite inicia mais agradável, a SEP dá uma trégua e minha cama recebe meu humor restaurado!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Garagem-bar 11

Garagem-bar. Mesmo!
A caverna está em pleno uso, apesar do frio e da chuva, que não animam a fazer lá muita coisa "fora de casa". 

Percebo que terei que fazer alguns upgrades: dar um jeito de fazer chegar lá a internet, talvez incluir uma TV, certamente um som e... um aquecedor! 

Mas uma coisa de cada vez e devagar, que os tempos (ainda) não estão fáceis.

Desta vez o uso me valeu um registro do charuto Senderos Robusto com um pouco de cerveja (uma bem comum Heineken).

O charuto é um medim filler e achei o fluxo por demais solto. Mas isso acabou sendo bom para uma charutada leve e rápida (e com uma densa fumaça, o que curti). 

Notem que incluí na foto uma anilha de um Monte Cristo, que experimentei no último domingo, após a viagem. Infelizmente não sei exatamente qual é, mas o tamanho/formato era de um robusto mais fino (ou talvez um corona mais curto, sei lá).

Não percebo muito bem nuances de sabor, e mantenho o "gostei/não gostei". Mas é fácil notar que o Monte Cristo possui um sabor mais marcante e gostoso. E, de todo modo, conforme eu comentei eras atrás, meu objetivo com estes registros não é qualquer "review" (aliás, já quase falei demais aqui), mas notas (principalmente fotográficas) para minha própria referência futura. Neste caso a referência é: mais Monte Cristos e Senderos apenas se for o caso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Garagem-bar 10

Sporty inside the cave.
E não é que a caverna serviu mesmo de garagem!

Como eu não quisesse deixar a moto exposta durante a viagem nem queria incomodar vizinhos pedindo um espaço na garagem, arrisquei colocar no barracão. E coube!

Ainda bem que tenho uma Sportster. Se fosse uma Softail seria difícil caber. Não pelo espaço lá dentro, nem que fosse em diagonal, mas porque entrar seria muito muito difícil. Com a Sportster já não foi assim tão fácil...

E eu ainda não a tirei de lá. Está chovendo o tempo todo, então é até melhor que ela fique num ambiente mais agradável.

Mas, mesmo apreensivo com a dificuldade em sair de lá, eu não vejo a hora de sentir a tremedeira de novo. Por enquanto, tremedeira só a de abstinência!  ;-)

domingo, 28 de maio de 2017

E visitei a Indian...

... Com direito a test ride e tudo o mais!

Indian Chief branca e seu Thunder Stroke.
Aproveitamos os últimos dias das minhas férias para visitar a avó da minha esposa, que está com câncer (maldita doença!) em Campo Limpo Paulista/SP. E já que fomos para São Paulo, minha esposa, a autoridade competente, obrigou-me a ficar de chofer carregando a família para cima e para baixo, visitando também outros parentes e amigos.

Como chofer da autoridade competente, tive pouquíssimo tempo para fazer outras coisas. Mas no último dia por lá, após um passeio com as crianças no Instituto Butantan, arrastei esposa, filhos, sogra e cunhado para a concessionária Indian que fica na Avenida Bandeirantes. 

Fui querendo ver in loco principalmente a Springfield. Que não havia. Segundo o vendedor, as Springfield chegam ao Brasil a conta gotas e já vendidas. Uma pena, mas a visita não foi de forma alguma perdida. Tirei minhas próprias impressões, nada técnicas e absolutamente pessoais, que relato a seguir...

Primeiro o final, porque eu nem dei tanta atenção a Scout e ela foi a última nos ass tests. Não tenho muito a dizer exceto que fiquei realmente impressionado com o tamanho da moto: é minúscula. E levíssima. Sinceramente me senti mais numa pequena street do que numa custom. Mesmo as Sportsters com tanque peanut, em que me sento e sinto "faltar moto", possuem o imponente Evolution sob nossas pernas para nos lembrar que é uma H-D. A Scout me pareceu uma Twister. Não que eu a despreze, ao contrário, mas... Não é moto para mim.

Os ass tests na Chief e na Roadmaster igualmente me impressionaram pela leveza das motos. Elas são enormes, mas mesmo a Roadmaster foi dócil para erguer e "mexer". Pelo menos parada. Chego a compreender os relatos que dão conta que "é tudo plástico". Mas não caio no conto do HOG apaixonado. As Indian são belíssimas, extremamente bem acabadas e, bem, possuem o Thunder Stroke, aquela obra de arte!

Uma coisa que me deixava curioso eram os alforges: o tamanho e o contato deles no paralamão. Quanto ao tamanho, num primeiro momento eles me pareceram um pouco menores em comprimento que os das Tourings H-D. Por outro lado, a ausência de um amortecedor parece compensar, e bem, o volume. (E isso vale para o alforge em couro da Vintage também.)

Como minha curiosidade se concentrou nos alforges, o vendedor me mostrou os pontos de tomada 12V (no tourpak e nos alforges). Isso é algo que eu não sabia que tinha e pode ser muitíssimo útil.

Quanto aos pontos de contato dos alforges no paralamão, as motos em exposição têm um adesivo plástico de proteção. O vendedor me disse que é menos por um possível arranhar por vibração e mais porque os curiosos que vão aos montes na loja, principalmente aos sábados, nunca andaram numa custom e batem a perna no alforge tanto ao se aproximar para olhar quanto para subir na moto. Eu achei a história engraçada, mas nada convincente. Talvez as Indian não sofram mesmo de tremedeira, mas eu acho que aquele adesivo protetor acabaria sendo uma necessidade. É uma borracha, eu sei, mas... Sei lá, Achei que é um ponto fácil para aparecer arranhões.

Outra coisa que gostei sobremaneira foi a posição do guidão. Ele me lembra muito o que eu fiz na minha finada Heritage, apenas um pouco menor, e me parece que eu necessitaria de pouco mais de pullback para me sentir mais confortável.

Preparando-me para o test ride.
No finzinho, o vendedor me ofereceu um test ride na Chief, o que aceitei com extremo prazer. O trecho foi curto, sem curvas (o que me frustrou um pouco, pois eu queria deitar um pouco a menina em movimento para ver qual é), mas foi o suficiente para confirmar, ao menos como impressão, que um guidão com mais pullback me seria necessário. Como eu colocaria mesmo um beachbar, isso já estaria na conta. 

Eu me atrapalhei um monte com as setas. Uma vez padrão H-D, sempre padrão H-D. É questão de se acostumar, é verdade, e é mesmo uma insignificância, mas eu odiei aquilo. A propósito, o vendedor foi me guiando numa touring que, apesar do tourpak, acho que era uma Chieftain (eu não reparei na hora). Atrás dele eu ia ouvindo a música que ele colocou no som dela. Olha, andar com som é mesmo muito legal. Ainda não tenho desejos por fairings fixos (prefiro um destacável na H-D, ou o parabrisa na Indian), mas desejo cada vez mais som na moto.

Agora, o que me impressionou muito mesmo foi a maciez do conjunto amortecedor/banco. É bem verdade que minha memória da Heritage está mais distante e o que me é constante é a tremedeira e o pula pula da Sportster. Mesmo assim, a Chief me pareceu muito, mas muito mais macia que a Heritage. Também mais que a Road King (que dei uma volta mais ou menos do mesmo tamanho aqui mesmo em Canela). Segundo dizem, a Springfield, com as diferenças da linha touring, como o ângulo do caster, seria uma moto ainda mais confortável. Rapaz, melhor eu nem testar!

Ah, sim, não senti a moto vibrar. Mas, como eu disse, estou mais acostumado com a tremedeira da Sportster, então nem consigo ter um parâmetro para sentir isso. De todo modo, a Heritage tremia muito pouco. Não acho que eu sentisse falta dessa característica não. O que me importa é que o motor é torcudo como deve ser um motor de custom. E, ah, mano, eu nunca me canso de dizer: o Thunder Stroke é uma obra de arte!

E é isso. Meus filhos até estavam se divertindo entre as motos, mas esposa, sogra e cunhado estavam ansiosos por voltar para casa. A visita foi curta, mas me foi o suficiente. Se eu trocaria a H-D pela Indian? Facilmente, não fosse tão difícil ($).

Segue um videozinho curto da visita, com as fotos que tirei e com o trecho de saída do test ride, filmado por minha esposa:

Chief test ride.

domingo, 23 de abril de 2017

Garagem-bar 9

The Cave By Make!
Pintei a caverna (com a ajuda das crianças e da minha irmã, que nos visita). E não é que descobri nela certas impressionantes gravuras rupestres! Gravuras estas que estão sob intenso estudo, havendo fortes evidências de que se trata de uma primitiva declaração de propriedade, cuja carranca seria um autorretrato do proprietário.

Foi muito divertido!

A bancada de trabalho.
Antes eu já havia terminado a bancada de trabalho, sempre com sobras da obra (assim como a tinta usada para três paredes: frente, fundo e lado direito; o lado esquerdo, que fica virtualmente inacessível junto ao limite do terreno, e o interior ficaram sem pintura).

No fim das contas a bancada de trabalho ficou um excelente balcão de bar. E eu tenho a impressão que ela será usada mais para isso que para qualquer outra coisa.

Gostei do resultado.

Enfim o barracão está quase "habitável". A caverna já já estará em pleno uso. Só falta organizar algumas miudezas (que estão espalhadas pelo chão) e o bar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Garagem-bar 8

Estou de volta ao trabalho após dez dias de férias. É sempre um horror voltar à rotina. Mas a gente sempre volta. E como numa volta às aulas após o recesso em tempos menos preocupados quando a professora nos mandava fazer uma redação sobre o que fizemos nas férias, eis-me aqui a preparar um tal pequeno relato.

Infelizmente os tempos não são propícios a viagens ou passeios de moto e o máximo que fiz foi uma voltinha Canela-Gramado. Nada nada empolgante. Na verdade minhas férias consistiram praticamente de uma única atividade, a transferência do barracão (utilizado na construção da casa) da frente do terreno para os fundos e um hercúleo trabalho de organização. E isso, acredite ou não, foi empolgante.

O "buraco" (ao fundo).
Comecei, na verdade, antes das férias, movendo a "terra preta" para aproveitamento na maior área possível nos fundos de casa, o que estou chamando de "quintal ora útil", fazendo um "buraco" onde seria montado o barracão e improvisando um muro com pedras de areia (um muro provisório, de contenção para a área a ser gramada delimitando este "quintal ora útil").

Como eu brinquei em outro lugar: se a vida te manda pedras e não te dá grana para terminar o terreno, construa um muro!

O muro.
Parte das pedras deste muro será usada depois para fazer a fundação do barracão. De quebra, com isso eu liberei espaço e acesso para o fundo do terreno para quando eu puder fazer o verdadeiro muro de contenção no fundo do terreno. Além de deixar o terreno mais limpo.

Fim do primeiro dia.
Fim do segundo dia.
Chamei um pedreiro para me ajudar (ou, mais propriamente, para fazer e eu ajudar). Demoramos dois dias para desmontar, carregar a madeira aos fundos e montar tudo de novo. 

Ao montar, incluí duas telhas transparentes para ajudar na iluminação do barracão durante o dia.

Terminada a montagem, já comecei a fazer o "caminho das pedras", tirando a grama do caminho e replantando em outras áreas do "quintal ora útil".

O "caminho das pedras".
Isso deu um trabalhão! Muito tempo de enxada, pá, carrinho de mão (e na minha própria mão calos)... Mas o resultado ficou bem interessante (e ainda o exercício físico tem me feito muito bem, até mesmo com perda de gordura).

Comprei algumas leivas de grama para cobrir parte da terra. O que restou em terra descoberta a gente vai aguardar o crescimento da grama.

Depois de terminada a parte de terra e grama, tratei de comprar umas mãos francesas, peguei mais madeira do monte que sobrou da obra e fiz prateleiras. 

Ora, organização é mesmo a chave! Antes era quase impossível encontrar algo no barracão. Era mesmo quase impossível entrar nele. Agora, encerradas as férias, mas com ainda trampo de organização a fazer, está sobrando espaço!

A iluminação.
Também comprei uns bons metros de fio elétrico e uma tomada/interruptor, aproveitei luminárias velhas e uma velha extensão elétrica e providenciei a iluminação e o fornecimento de energia ao barracão. 

Ainda falta muita coisa para botar ordem, principalmente ferramentas, incluindo uma bancada de trabalho (que eu ainda não sei bem como vou fazer, mas acho que vou usar mais da madeira de sobra da obra), os trecos do bar e parte dos cacarecos de moto, mas o barracão agora é quase habitável. 

Bem, habitável não. Mas por certo me servirá muito bem por uma aconchegante "caverna" enquanto não posso construir a garagem. E o melhor: eu gastei muito pouco e aproveitei (e continuo a aproveitar) muito dos restos da construção. Sim, meus caros, isso é empolgante!

Por fim, porque a beleza, mesmo em meio ao caos, está na delicadeza de certos detalhes: esta última imagem mostra um presente de dia dos pais que me foi dado pelo meu primogênito. A "caverna" pode ser escura, mas não é sem vida!
A garagem-bar, a caverna ganhando vida.

terça-feira, 28 de março de 2017

Projeto "baixo custom"

Com a expectativa de venda da Sporty, fico agoniado com a perspectiva de ficar sem moto por um tempo.

Daí cheguei a olhar algumas motos zero de baixa cilindrada entre as custom, claro, e as trail. Entre as custom, por um valor que me seja viável, apenas a Dafra Horizon 150 (com "inspiração" clara na 883R) e a Intruder 125 (que, original, é feia de doer). Entre as trail é difícil de eu achar o que me agrade aos olhos; quase tudo tem aquele grafismo exagerado e horroroso. Talvez a única que, embora não tão em conta, fosse do meu gosto seria a Honda XRE 190 (e dane-se o "urbana" do marketing: eu pegaria estrada com ela).

Mas meu olhar se volta mesmo é para motos pequenas mais antigas (e a Intrudinha, mesmo se nova, entra nesta lista) com projetos cafe racer, brat style ou até mesmo scrambler. Motos e projetos de baixo custo, que, se bem pensados, fazem uma belíssima moto.

Um belíssimo projeto assim é o da Cafe Racer de Fábrica com Honda CG 125 1980 - Fernando Casado, com história contada no blog Garagem Cafe Racer (aliás, excelente blog!). Esta CG 1980 azul ainda me evoca uma enorme nostalgia, pois meu pai (que estaria fazendo 70 anos hoje) teve uma e foi a moto com a qual eu comecei a olhar para as duas rodas com olhos mais gulosos.
CG 125 by Fernando Casado.
Outro projeto dos mais bonitos que vi foi este, a partir de uma Suzuki Intruder 250. A história do projeto é também contada no blog Garagem Cafe Racer (eu já disse que o blog é excelente?) em Intruder 250 Cafe Racer by Marcio Sahade.
Intruder 250 by Marcio Sahade.
Pelo meu gosto, embora a inspiração venha das cafe racers, eu acho que faria algo um tantinho diferente, com um paralama traseiro um pouco mais saliente (mais ou menos como na Intruder do Marcio), um banco sem a "corcova" cafe racer, e um guidão mais alto. Acho que ficaria algo mais brat style.

Olhando para estas duas motos, dá vontade de correr e comprar uma velhinha e começar o projeto. Três coisas me impedem, no entanto: falta coragem de comprar uma velhinha (não entendo patavina de mecânica e não tenho quem me auxilie), um certo temor de não conseguir peças (não tenho fornecedores por aqui e não conheço qualquer "caminho das pedras"; o que pode fazer o custo não ficar tão baixo assim) e, bem, eu não vendi a Sportster (e, sinceramente, eu espero que eu não venda!).

Enquanto venda é só uma expectativa, vamos aproveitando o casamento com a Lady Day e deixemos o "projeto baixo custom" como uma paquera despretensiosa.

terça-feira, 14 de março de 2017

A inquietação que virou quilômetros

No forum H-D o Wissmann nos contou de uma "inquietude de ficar parado", dizendo: "a imagem da estrada correndo embaixo da minha bota é algo que me satisfaz, quase como poesia rondando minha cabeça".

Pois bem, ele preparou um roteiro de viagem e, após algum tempo, ele nos fez um relato desta viagem. Gostei deste relato porque, por um lado, parece com os meus, e, por outro, porque também não parece com os meus. 

Contraditório? Não, uma vez que os aspectos de semelhança e diferença não são os mesmos. Leia e entenda!

Obs.: O texto está um pouco editado por mim, mas é o texto dele, que, gentilmente, permitiu a publicação aqui.

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Antes de partir.
Um bom tempo já passou desde que eu voltei, até porque eu fui em outubro. Já vendi a 1200CB, já chegou a Deluxe, minha mina já veio morar em SP... Muita água debaixo da ponte.

Na época da viagem eu escrevi um diário, documentei bastante coisa, mas acho que foi mais um companheiro meu do que algo que seja necessário compartilhar aqui, acho que o melhor vai ser escrever alguns casos engraçados e curiosidades que eu passei.
Camping.

A viagem durou 12 dias, 6 mil kilometros e eu fui sozinho. Passei por SP, PR, SC, RS, depois subi RS, SC, PR, MS, GO e, por fim, voltei para casa, GO, MG e SP. Acampei muito, fiquei em hotel 4 estrelas, precisei de ajuda, fiquei bebado, tive medo, paguei cachaça pra mendigo e até nadei pelado em cachoeira.

PONTOS ALTOS:
  • Cachoeira Veu da Noiva – Serra do Cipó MG: Esse foi um dos pontos que eu acampei. Lugar lindo em MG, estrada bem vazia pra chegar até lá e no Camping da ACM tem uma piscina natural e uma cachoeira privativa. Conheci um casal de paraguaios aqui e eles me propuzeram na hora do jantar trocar uma caixa de Skol gelada por arroz com atum que eu tinha preparado. Óbvio que eu aceitei.
    Cachoeira.
  • Serra do Rio do Rastro SC: Lugar lindo demais. A serra é magnifica, mas na verdade o que me encantou mesmo foi a estrada para chegar na serra... 60 km de curvas de alta (110/h) onde a pretinha surfava na estrada e eu me sentia muito feliz com aquela dança. Obs: cheguei no topo da SRR e não via um palito na minha frente por causa da neblina, tive que dormir na primeira cidade lá em cima (Bom Jardim da Serra).
    SRR.
  • SC 114: Essa estrada, que fica no meio de SC, estava sendo refeita e tinha trechos nos quais as faixas ainda não tinham sido pintadas no chão, mas meu amigo... Que tapete! Mão embaixo e pedaleira raspando o tempo todo. Que estado maravilhoso é SC e suas estradas e mulheres. Quero muito voltar.
  • Cerveja Polar: Estava em Erechim depois de 430 km de serras, cheguei no boteco, perguntei qual cerveja tinha e o garoto do meu lado já falou: “Se você pergunta que cerveja tem, é porque não é daqui!” Acabei pedindo a Polar, como ele me indicou, e me juntei na mesa da turma dele, gauchada gente boa, cerveja gelada. Mas depois de 12 garrafas de Polar desconfiei, porque só tinha homem do meu lado.
  • Polar.
    • A ajuda em Campo Grande: Chegando em Campo Grande para acampar, eu errei o caminho porque o Google Maps me mandou por uma estrada de terra (e pasmem, não avisa) e eu me enfiei num sobe e desce lazarento que estourou meu sensor de ABS... Ligações feitas, whatsapp bombando de sugestões e descobri a oficina El Camino em CG. Os caras me ajudaram demais, me tranquilizaram, falaram que não tinham a peça, mas que era só continuar sem o ABS que não tinha problema! Foi muito bom ter uma galera capacitada que me ajudou. Enfim, de volta pra estrada.
    • Moto na chuva.
    • O preço da comida fora de SP: Isso é um fato muito bom pra quem é de SP, fora da nossa cidade as coisas são mais baratas... Almoço por 12, 10, 8 reais... Prato de salada, arroz, feijão, carne e batata... Buxo cheio, deita na calçada, fuma e volta pra moto.
    • Comida.
    • Estar na Capital do País de moto com minha mina: Aqui eu fiquei genuinamente emocionado... Eu não conhecia Brasília, e os dois principais objetivos da minha trip eram a SRR e conhecer Brasília. Para o meu prazer, minha mina voou pra lá e passou o fim de semana comigo... Calor do Senegal, hotel 4 estrelas, serviço de quarto, noites de amor sem fim e ainda dois dias passeando pela capital com minha mina na garupa, foi f*da de verdade.
    • Brasília.
    PONTOS BAIXOS:
    • Estradas de MG: Conheço gente que fala que as estradas de Campo Grande são ruins (e realmente são), mas eu nunca vi nada igual as estradas de MG... Em um raio de 200 km de BH é só obra, trânsito, estrada péssima e perigosa. Desculpem-me se faço uma injustiça com meus amigos mineiros, mas quem passar por lá abra o olho. Óbvio que deve ter exceções, mas no meu caso foi isso.
    • Os ventos do Goiás: Cara, aqui meu c* piscava que não passava nem azeite quente. Peguei umas retas chegando em Chapadão do Sul que deviam ter uns 150 km de extensão, chuva forte durante 3 dias... Rapaz, o vento lateral é um perigo! Você anda como ele quer, vai pra onde ele quiser e a monotonia também não ajuda porque 150 km em reta é no mínimo 1 hora sem mudar de direção. Abram o olho e cuidado com o vento lateral.
    Algumas premissas que se fizeram necessárias ao londo da viagem
    • Não existe faixa dupla para motocicleta.
    • Comprometa-se com a velocidade. Num trecho de 600 km em um dia, se você não andar de mão colada, você nunca chega... Não estou falando para fazer c*gada ou algo assim, mas tem que enrrolar sim.
    • Viajar sozinho é uma maravilha. Foi ótimo! Eu me diverti demais. Óbvio que falta alguém para compartilhar os momentos, mas eu amo ficar sozinho... E sabe o melhor? Para ir é só subir na moto e ir: sem enrolação, dá um chapéu na mulher e vai.
    Meu roteiro final foi: São Paulo (SP), Curitiba (PR), Bom Jardim da Serra (SC), Erechim (RS), Toledo (PR), Jaraguari (MS), Rio Verde (GO), Brasilia (DF), Patos de Minas (MG), Serra do Cipó (MG), Santuário do Caraça (MG), São Tome das Letras (MG) e São Paulo (SP).
    Na fronteira.
    Agora em novembro, de moto nova, a viagem é pra Montevideu! Como falaram por aí, viajar de moto é como ser picado pelo mosquito e... Meu chapa, eu já estou contaminado!

    Valeu, seus nóia. 
    Abraços,
    Wissmann.

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    Viram? É parecido, mas é diferente!

    Valeu pelo relato, Wissmann. E, descendo a Montevideo, dê uma passada por aqui. Pode ser que sigamos juntos um trecho da sua viagem!

    segunda-feira, 13 de março de 2017

    Diário de bordo 4

    Faz tempo desde que precisei fazer qualquer manutenção na Lady Day. Mas o Lang já vinha me avisando faz tempo: "fique de olho nessas mangueiras, que já já abrem o bico".

    O "já já" até que demorou bastante, mas, enfim, a mangueira do dreno abriu o bico e uma mancha de óleo no chão a acusou. Ninguém tinha a bendita em pronta entrega, então encomendei com quem me apresentou o menor prazo a preço justo. Combinei com a Drag Pipes o serviço para o primeiro sábado que me estivesse disponível após a chegada da peça. Eles me pediram para chegar às 9:00.

    Neste último sábado, portanto, acordei às 5:00, temendo ter que descer a serra na chuva, que caía desde o fim da quinta-feira. Mas, apesar do friozinho, nenhum sinal de chuva na saída. É, eu gosto de fazer as coisas com tempo de sobra: saí às 6:00 e cheguei na porta da Drag Pipes às 8:00.
    Na Drag Pipes, esperando abrir.
    A propósito, esta bolsa no sissy bar pode ser feia, mas é uma mão na roda.
    Saí de Canela no frio e a bolsa abrigou todas as peças de roupa que tirei no calor de Porto Alegre.
    Fiquei lá, aguardando até abrir, às 9:00.

    Ao abrir, encaminhei a menina para o serviço e, já que teria que sangrar o óleo, já pedi a troca. Assim eu não tenho que descer a Porto Alegre novamente tão cedo. Também pedi para verificar um "grilo" que fica cantando e que eu imaginava ser na suspensão.
    Lady Day entrando na sala de cirurgia.
    Lá pelas 10:30 ela estava pronta e o Carlão foi dar uma volta para encontrar o grilo. É mesmo na suspensão, com água e sujeira no retentor. Na hora um pouco de WD40 resolveu. Mas verifiquei depois que mais alguma limpeza será necessária.

    Saindo de lá, dei uma passada no dealer. Eu até gosto de ir nos sábados para o café do HOG. O povo olha torto para minha 883 C velhinha, olha torto para minhas roupas, olha torto para mim... Eu tô me lixando para isso. Vou, tomo café, como salgadinho, vejo as motos e vou embora. Entro mudo e saio calado e prefiro assim. Exceto quando, ainda mais raramente do que sozinho, vou com um amigo. Aí a gente dá umas risadas no meio tempo e depois vai rodar.

    Mas eu confesso que não tenho mais muita paciência para o "evento". Desta vez, os salgados e o café já tinham acabado. Então fiquei uns 2 minutos. Apenas dei uma boa olhada na Roadster e namorei as cores da Heritage em branco e turquesa perolizados. Voltei rápido para a Lady Day e decidi ir ao shopping comer e assistir Logan. Foi ótimo!

    Cheguei em casa já anoitecendo.
    Fim de "passeio".
    Antes de ir, eu havia reclamado que, após vários dias de sol, tinha que chover justo quando eu tinha que descer a Porto Alegre. Mas não peguei uma gota de água durante todo o percurso. No domingo, um vendaval e uma tempestade (incluindo, lamentavelmente, grandes estragos e até mortes em São Chico).
    Manhã de chuva torrencial no domingo.
    Esta capa não protege da chuva, mas está, ao menos, impedindo os gatos
    de usarem o banco da minha moto de cama.
    É melhor agradecer pela viagem tranquila: SDG!

    sábado, 25 de fevereiro de 2017

    Garagem-bar 7

    Don Diego torpedo e licor de cachaça Weber Haus.
    Charuto agradável e licor adocicado, ao meu gosto para acompanhar o tabaco.
    A vida, senhores, é feita de vales e montanhas.

    Enquanto a massa está a brincar o carnaval, o que quer que isso signifique, eu estou cá, sozinho. Apesar de enfrentarmos uma situação financeira difícil, minha esposa viajou com meus filhos. Por assim dizer, tirou umas férias. A dura realidade, porém, é que a bisa está em tratamento de câncer. E uma visita é mais que necessária.

    Então, aqui, sozinho, e ainda apesar da situação financeira difícil, e tanto mais porque a moto está parada esperando uma mangueira a ser trocada, enchi a geladeira de víveres: peças de entrecot, carne de hambúrguer, queijo, presunto, bacon, cerveja, licor de cachaça e tabaco.
    Um pouco do entrecot a me entreter nestes dias tristes de carnaval.
    Assim é: vivemos uma montanha russa em que às vezes estamos lá em cima, às vezes ali embaixo. Ou, se realmente percebemos nossa contingência, a vida é ao mesmo tempo o riso e o pranto.

    A vida, meus caros, é uma roseira: uma flor belíssima com um caule cheio de espinhos. Sinto falta da algazarra dos meninos e do bico da mãe. Mas folgo o tempo, remindo-o. 

    Feliz é o homem que sabe dedicar seu gozo tanto quanto seu pesar ao Altíssimo. Louvado seja Ele! SDG!

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

    Road King S

    A H-D acaba de anunciar um "novo" modelo, a Road King Special:
    Road King S Charcoal Denim.
    Fonte: Site H-D.
    Eu sempre sou mais fã do cromo que do "dark custom", por mais que eu curta o visual mais agressivo deste estilo. Mas a Road King Special bem pode me fazer conceder uma exceção. Não que eu resolva efetivamente fugir do cromo quando chegar a hora (sim, o "projeto "bagger"), mas que, se esta for uma opção viável, ah, será uma opção a se considerar. Por certo será!

    Road King S Charcoal Denim, com itens de customização.
    Fonte: Site H-D.
    Bem, o visual dela é este aí (sobre detalhes técnicos eu nunca trato; não tenho competência para isso e há blogs por aí que fazem isso muito bem). Gostei demais. Mas uma coisa que me encheu os olhos foram os piscas. Eu sempre pensei que os piscas da Deluxe, na frente e atrás, ficariam ótimos na Road King. Não me seria uma prioridade, mas eu pensaria em fazer isso. No caso da Special, a traseira com os piscas da Street Glide são uma solução ainda melhor. Uns piscas com faróis auxiliares na frente, tipo aqueles da Kuryakin, complementariam o visual que eu curto.

    Baita moto! Gostei até das rodas!

    H-D: "Road King Special".
    Fonte: Warr's Harley-Davidson.