sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Sobre cervejas


Recentemente tomei uma decisão bem pessoal a propósito de cervejas:

Realmente sem santarronice, mas...
Cerveja tinha que ter nome (de) santo,
como eu costumo brincar. Não é ilícita, mas divina!
A verdade é que, por ser cristão, sempre me incomodei com a referência de rótulos ou de comerciais a toda sorte de pecados. Porque a coisa não me faz sentido algum.

Afinal, ora essa!, boa parte das cervejas foram desenvolvidas em monastérios. Confundir a reverência a Deus com um austero mau humor moralista é tudo quanto está mais longe da verdade. O bom humor no silogismo deste quadro está muito mais próximo do que o comportamento cristão deve ser:

Quem bebe, dorme; quem dorme não peca; quem não peca, santo é.
Portanto: quem bebe, santo é.
Há, inclusive, uma famosa afirmação de Martinho Lutero que dizia, ao ser questionado sobre ter sido o responsável pela Reforma Protestante e o cisma com a Igreja Romana: "Eu não fiz nada, eu apenas preguei a Palavra de Deus, e enquanto eu tomava a minha cerveja a Palavra de Deus foi destruindo todo aquele império".

Quando alguém quer indicar uma moralidade exagerada ou falsa, usa o pejorativo "puritano". Uma enorme injustiça! Como disse C. S. Lewis em Studies in Medieval and Renaissance Literature: "Os puritanos amavam fumar; bebiam, caçavam, praticavam esportes, usavam roupas coloridas, faziam amor com suas esposas, tudo isso para a glória de Deus, que os colocou em posição de liberdade."

Assim deve ser àqueles a quem Deus prometeu uma vida abundante. Não toleramos os exageros e os vícios, mas não nos negamos os prazeres. Ao contrário, fruímos todo gozo para a glória dEle!

E é por isso que costumo brincar que "cerveja tem que ter nome de santo". Ou, mais propriamente, os nomes das cervejas, das cervejarias e os comerciais da bebida deveriam invocar os prazeres do paraíso e de todas as dádivas divinas.

Assim é que gostei demais deste comercial da cerveja Leffe. Confira:

Leffe: seja sempre bem-vindo!
Eis uma boa parte dos meus prazeres em referência aqui: Deus, motos, boa cerveja, boa música... Tudo na mais perfeita harmonia!

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Indian Springfield Dark Horse 2019

A Indian começou a divulgar a linha 2019, lá fora, claro, uma vez que fugiu do nosso mercado.

Eu sei, há a Road King Special e blá, blá, blá... mas olha isso! É realmente uma pena que não tenhamos a Springfield Dark Horse no nosso mercado.

E eu ainda tinha certo affair com a Springfield, sempre gostei da possibilidade de retirar os alforges e manter a beleza, como nas Softail.

Eu também sei, eu sou um pobretão e, enquanto pobretão, não poderia ter uma mesmo. Mas "possibilidade" é sempre melhor que "impossibilidade". 

A moto é simplesmente linda!
Indian Springfield Dark Horse 2019. Em "white smoke". Linda!
Imagem: Indian USA.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Dando nome a motos

Faz tempo que não dou as caras no blog. Nem é que não teria o que falar. No mínimo falaríamos da Indian que já se despediu destas terras. Mas tive fatos mais relevantes a viver, como o nascimento do meu terceiro filho. Então não me animei a lamentar menos uma marca no mercado. 

Animo-me a falar de outra coisa: o dar nomes a motos. 

A questão é que alguns motoqueiros efetivamente dão nomes às suas motos, mas jamais usam. Por quê? Porque é ridículo. E nenhum malvadão pode se dar ao luxo de ser ridículo. 

Mas eu passei a dar nomes a motos. E, ridículo que seja, estou me forçando a usar o nome dado. Na verdade, quando o nome é bem dado, ainda ridículo que seja, com suas histórias de fundo, é muito legal!

Pensei em citar alguns nomes de motos que o pessoal do Forum HD usa. Cheguei até a conversar com um amigo, cujas motos têm nomes muito bem dados, e que me contou o motivo de tais nomes. Mas quando mencionei o mencionar aqui, ele me diz: “Não, deixa quieto. Pessoal vai pegar no pé.”

Eu ri. Malvadões são malvadões!

Como eu, porém, não tenho muito zelo por minha reputação, contarei minhas razões.

Até a Mirage eu jamais consegui associar algum nome às motos que tive. Antes dela sequer imaginava que malvadões tinham vergonha dos nomes que davam às suas motos. Com ela, dos nomes sabia, mas nome não encontrei. Minha moto era “a moto”, pura e simplesmente.

A Heritage era “Bela”. É, concordo, nome para lá de brega. Mas bela ela era, e o nome eu usava muito raramente, porque não tenho medo do ridículo, mas quando o ridículo é demais…

Então veio a Sporty. Eu já tinha mais tempo de convivência com os malvadões de jaquetinha e, portanto, mais traquejo no meio biker, não importa se real ou coxinha… Estamos aí!

Lady Day
E eis o que é engraçado. Sempre que penso em nomes de cães, penso em associar à nacionalidade da raça (tive uma husky que era Natascha e tenho agora um rottweiller que se chama Hans) ou à música. Ou às duas coisas. Tive dois cockers ingleses, um macho que era Eric (Clapton) e uma fêmea que era Janis (Joplin). O próprio Hans, se fosse por meu gosto, seria Wolfgang (Mozart).

Então quando pensei no som dos motores H-D… Ora, a associação é óbvia. A Sporty então é Lady Day, que é o apelido de Billie Holiday. Para o meu gosto, uma das vozes mais sexy de toda a história da música. O fato de a moto ser “negra” ajuda a dar sentido ao nome dado. 

Miss Peaches
Agora, como algum improvável leitor deste blog sabe, tenho desejo de ter duas motos na garagem que minha Caverna há de se tornar. Não que eu estivesse realmente pensando nisso, muito menos num nome para uma moto que ainda não tenho e sequer tenho expectativa de prazo para ter. Aliás, eu sequer estava a procurar pelo que encontrei. Mas descobri que Etta James, outra voz maravilhosa que sempre se faz presente na minha vitrolinha, tinha o apelido de Miss Peaches.

Miss Peaches! É bom demais para não usar. E isso mesmo que a moto não seja “negra” (embora eu ache provável que será).

Este malvadão, portanto, quando (e se) puder realizar pouco mais de seus sonhos, espera ter duas motos ridiculamente nomeadas Lady Day e Miss Peaches, nomes que usará sem a menor vergonha. E espera que ambas dividam o teto da Caverna sem ciúmes e com o prazer que nelas terá!

quarta-feira, 7 de março de 2018

HD faz recall por problema no sistema de freio

Não, isso não me afeta direta nem imediatamente, mas como tenho alguns planos com uma RK é bom ter a informação à mão, só por via das dúvidas.

Em resumo, "quando o fluido de freio DOT 4 não é substituído após longo período de uso, o excesso de umidade do ar absorvida formará partículas que, em alguns casos, ficarão depositadas nos componentes do sistema de freio, podendo impactar a unidade de controle hidráulico do ABS e ocasionar seu eventual travamento em situações pontuais e extremas, com risco de colisão e queda" e, portanto, "a Harley-Davidson do Brasil realizará a limpeza completa do sistema e a troca do fluido por outro, com uma nova especificação".

As RK afetadas são as Classic fabricadas entre 2007 e 2011 (modelos 2008 a 2011) com chassis: 9321FR4108M603443 a 9321FR41X9M654580, 9321FR4408M637036 a 9321FR4498M679625, 9321FR4J0AD616375 a 9321FR4JXAD649447 e 9321FRMJ0BD621304 a 9321FRMJXBD678707; e as Police fabricadas em 2009 (modelos 2010 e 2011) com chassis 5HD1FHMC1AB608659 a 5HD1FHMCXAB615240.

As outras motos envolvidas estão listadas no link fonte e no comunicado.

Fonte: MOTO.com.br