terça-feira, 20 de junho de 2017

Capacetes: Medalha de São Bento

Falando em capacetes, enquanto eu postava sobre o que comprei, fiquei pensando que já faz milênios que postei fotos de capacetes que gostei. O primeiro foi lá em janeiro de 2016, e o segundo em julho, também de 2016. Muito, muito tempo passou.

E não é que, desejoso de publicar sobre um capacete, mas sem buscar por nenhum, a Steel CD8 Motorcycles publica hoje no facebook um que vale a pena entrar para esta minha galeria!
Medalha de São Bento.
Eu sou cristão, não católico, mas cristão, e símbolos cristãos me atraem, embora a tradição a qual pertenço os evite (de modo geral, mas especialmente os que representem a própria divindade).

Uma descrição do significado no símbolo pode ser visto neste link. Aqui eu cito um trecho:
Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti - "Cruz do Santo Pai Bento".
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux - "A cruz sagrada seja minha luz".
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux - "Não seja o dragão meu guia".
No alto da cruz está gravada a palavra PAX ("Paz"), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
À partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana - "Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!" e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas - "É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!".
Esta medalha aparece no filme Constantine e, pelo último parágrafo citado, é fácil entender a razão. Também há um belíssimo isqueiro Zippo chamado, como era de se esperar, Constantine, com esta medalha, e que eu gostaria muito de ter, especialmente na versão Armor.
Zippo Constantine.

sábado, 17 de junho de 2017

Capacete Caberg Hyper X

Da última vez que comentei sobre capacetes, ou melhor, sobre comprar um, eu disse:
Em resumo, eu não vou ficar com nóia quanto ao capacete. Vou comprar e usar aqueles que meu bolso permitir e me forem confortáveis e agradáveis de ver, com segurança suficiente. Ou, em outras palavras, vou comprar o capacete que me apresente o melhor resultado na equação custo-segurança-conforto-estética, sem neuras!
Na época eu desejava o Shark Evoline 3, mas ficava satisfeito com o LS2 FF393 Convert. Acabou que não fiquei nem com um nem com outro. 

Ainda uso o old school na cidade e continuarei usando. Ele é bastante confortável e o risco, muito bem calculado, continua sendo mínimo, dadas as minhas contingências. Mas na estrada o capacete H-D fechado vinha me dando nos nervos cada vez mais. Eu realmente não me adaptei ao capacete fechado. Então precisava de uma solução viável que me satisfizesse.

Neste contexto apareceu o Caberg Hyper X, que, não mais importado pela Taurus, está sendo negociado em vários lugares por um valor bem interessante. Um amigo comprou e é só elogios. Então desci a Novo Hamburgo hoje para conferir. E voltei com ele.
Caberg Hyper X preto, como o que eu trouxe para casa.
De pontos negativos, apenas dois. Um é que ele é enorme. E o desenho não é o dos que mais me agrada. Ou seja, em termos de estilo, fico com meu old school (e até o da H-D é mais bonito). O outro é que ele não é lá muito silencioso. Mas também nunca tive um capacete silencioso. Para falar a verdade, eu duvido que exista um. Diz a lenda, e muitos a rezam, que por três mil reais o silêncio é sepulcral. Bem, eu não vou pagar para ver.

Já os pontos positivos são vários. 

Ele é homologado como fechado e como jet, bastando manter ou retirar a queixeira. Não me pareceu muito fácil colocar a queixeira de volta com o capacete na cabeça, mas, honestamente, o ângulo de visão da viseira é enorme, tão grande que o uso fechado é quase igual ao uso como jet, pelo que não vejo real necessidade de tirar a queixeira.

É possível colocar o capacete sem desmontar a queixeira, embora o procedimento recomendado seja a abertura de um dos lados para aumentar o diâmetro. Para mim não faz muita diferença. Eu prefiro tirar a queixeira e colocar o capacete no "modo jet" por conta dos óculos. Depois coloco a queixeira. Aliás, uma coisa que me irritava profundamente no H-D fechado era a pressão sobre as pernas dos óculos, o que me deixava sempre com uma enorme dor de cabeça. O Caberg é absolutamente confortável quanto a isso. 

Outra coisa que me agradou muito foi a abertura parcial da viseira. Há duas posições, uma quase fechada e outra com um fluxo um pouco maior de ar, que, devido à queixeira baixa e o ângulo que a viseira faz com ele, ficaram excelentes. Imagino que aquele problema de embaçamento que sempre tenho por aqui seja em muito minimizado com isso.

Por último, mas não menos relevante, há o nicho para o intercomunicador da própria Caberg, que, além de tudo, é bem mais em conta que a maioria do que há no mercado. Eu só fiquei curioso é com a posição do microfone, pois meu queixo fica a milímetros da queixeira. Mas isso é o de menos. Preciso encontrar e comprar esse intercomunicador, que, a princípio, usarei mesmo é com música e só.

Enfim, gostei muito desta aquisição. Sei que são primeiras impressões e isso pode mudar, mas não acho que seja o caso. Acho, isto sim, é que o Caberg me fará esquecer o Shark.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Garagem-bar 12

Monte Cristo nº 2 e Aurora Malvasia Colheita Tardia.
Hoje era dia para não sair da cama. Foi todo ele de estabanação, incidentes e acidentes. Pequenas coisinhas irritantes que acabam com o nosso humor.

As portas de entrada de casa incharam pela umidade e não abrem nem fecham, chove, o puxador da porta principal espanou o parafuso que o prendia e saiu na minha mão, chove, tentei lixar as portas e só aliviou e não resolveu, chove, derramei café no microondas do trampo, chove, derramei café no teclado do trampo, chove, a parede do fundo do barracão mofou, chove, o teclado do trampo morreu, chove...

O céu finge que vai abrir, mas chove...

Impossível não sentir os efeitos daquela minha velha síndrome, a SEP (síndrome do emputecimento progressivo).

Então, para compensar o dia ruim, eu me permiti um charuto uma terceira vez esta semana. Assim a noite inicia mais agradável, a SEP dá uma trégua e minha cama recebe meu humor restaurado!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Garagem-bar 11

Garagem-bar. Mesmo!
A caverna está em pleno uso, apesar do frio e da chuva, que não animam a fazer lá muita coisa "fora de casa". 

Percebo que terei que fazer alguns upgrades: dar um jeito de fazer chegar lá a internet, talvez incluir uma TV, certamente um som e... um aquecedor! 

Mas uma coisa de cada vez e devagar, que os tempos (ainda) não estão fáceis.

Desta vez o uso me valeu um registro do charuto Senderos Robusto com um pouco de cerveja (uma bem comum Heineken).

O charuto é um medim filler e achei o fluxo por demais solto. Mas isso acabou sendo bom para uma charutada leve e rápida (e com uma densa fumaça, o que curti). 

Notem que incluí na foto uma anilha de um Monte Cristo, que experimentei no último domingo, após a viagem. Infelizmente não sei exatamente qual é, mas o tamanho/formato era de um robusto mais fino (ou talvez um corona mais curto, sei lá).

Não percebo muito bem nuances de sabor, e mantenho o "gostei/não gostei". Mas é fácil notar que o Monte Cristo possui um sabor mais marcante e gostoso. E, de todo modo, conforme eu comentei eras atrás, meu objetivo com estes registros não é qualquer "review" (aliás, já quase falei demais aqui), mas notas (principalmente fotográficas) para minha própria referência futura. Neste caso a referência é: mais Monte Cristos e Senderos apenas se for o caso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Garagem-bar 10

Sporty inside the cave.
E não é que a caverna serviu mesmo de garagem!

Como eu não quisesse deixar a moto exposta durante a viagem nem queria incomodar vizinhos pedindo um espaço na garagem, arrisquei colocar no barracão. E coube!

Ainda bem que tenho uma Sportster. Se fosse uma Softail seria difícil caber. Não pelo espaço lá dentro, nem que fosse em diagonal, mas porque entrar seria muito muito difícil. Com a Sportster já não foi assim tão fácil...

E eu ainda não a tirei de lá. Está chovendo o tempo todo, então é até melhor que ela fique num ambiente mais agradável.

Mas, mesmo apreensivo com a dificuldade em sair de lá, eu não vejo a hora de sentir a tremedeira de novo. Por enquanto, tremedeira só a de abstinência!  ;-)