quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Um dia...

É, é propaganda da H-D e eu nem ganho nada com isso. Não importa. Desta vez a mensagem da propaganda é muito boa. E vale a pena dizer:
Muita gente diz que vai viver seu sonho um dia.
Por “um dia”, elas geralmente querem dizer “quando as crianças estiverem crescidas”.
Se você esperar até lá, seus filhos perderão a lição.
Eu gostaria imensamente que meus filhos não só me seguissem em minha paixão por motos, mas também me acompanhassem enquanto eu estiver por aqui. Será um prazer tão grande quanto era viver isso com meu pai.

Mas isso transcende o andar de moto. Isso vale para a vida. Você quer que seu filho tenha caráter? Siga o conselho bíblico: "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Pv 22:6).

Tomara eu seja bom exemplo para os meus moleques. Tomara eles andem de moto comigo. E tomara eles sejam homens de caráter, não importa o quanto este mundo chato se perca e os chame a se tornarem andróginos e sem sentido.

One Day, by Harley Davidson.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sportsters, garupas e malas

Os caras gostam de Sportster. Brasileiro gosta de moto com visual mais "agressivo". Na verdade, brasileiro gosta mesmo é de esportiva, e isso mesmo quando pensa em uma custom. 

Não é tão comum cara que gosta de custom com cara de custom, cheia de cromo e com jeito de tiozão. Ao invés de Deluxe e Heritage, a maioria gosta mesmo é de Fat Boy, bem preta e pelada, e de Breakout. Nada de Sportster C! Só N, R, X ou outra letra qualquer. C não! Mas se for C, bora mudar até ficar com cara de não-C.

Daí os caras querem uma Iron para rebaixar e andar garupados. E ainda viajar cheio de mala. Capaz ainda de cada um, motoqueiro e garupa, pesar mais de noventa quilos. Fora a bagagem. Depois fica se lamuriando que Sportster não confortável, fica batendo fim de curso, bota banco comfort, gasta uma fortuna em amortecedor... Isso para não contar que já matou o visual "esportivo" que tanto gostam.

A moto simplesmente não é para isso! (É verdade, também tem gente que radicaliza e não quer saber de garupa nem de conforto; só visual. Bem faz esta gente!)

Eu ando com uma C, que tem amortecedores originais mais baixos (11.5" contra 13"), rebaixada e ando quase sempre solo. Eu certamente peso menos do que noventa quilos. Acho a motinha confortável o suficiente, dada sua proposta, ainda que um tanto cabrita, e não bate fim de curso, não importa a bagagem que eu coloque.

Quer andar garupado? Quer viajar cheio de mala? Quer, por cima disso tudo, manter sua moto bonita? Sportster não é a sua moto!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Motos e fotos 7

Esta é mais uma daquelas em que o que vale na foto é a moto, não a foto em si.

Eu acho as H-Ds com sidecar bonitas. Mas as Indian combinam perfeitamente com sidecars! Esta Chief Vintage, por exemplo, ficou realmente belíssima. 
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
E olha o conforto e o luxo do carrinho lateral. Inacreditável!
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
Outras vistas:
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.
Autor: Florida Sidecar Products, via Pinterest.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Sobre Harleys, capitalismo e esquerdismo

Este mundo está chato demais por conta da sensibilidade moderna embalada pelo politicamente correto das esquerdas. Tudo é motivo para alguém se vitimizar. E se você se enquadra em qualquer estereótipo "opressor", dá-lhe aguentar choradeira.

Sempre há incoerentes esquerdistas banqueteando-se das benesses capitalistas, a "esquerda caviar" do Rodrigo Constantino. Entre harleyros também, obviamente. Mas eis que nós, que temos motocicletas da marca, mesmo que pobretões que as compraram após muito suor, somos tidos por malditos opressores esbanjadores de um dinheiro que seria melhor aplicado em projetos sociais.

Assim é que gostei muito desta "resposta":

Fonte original: The Free Patriot.
Fonte da tradução*: Tradutores de direita.
* Eu editei o texto traduzido.
"Um cara olhou para a minha Harley e disse: 'Eu me pergunto quantas pessoas poderiam ter sido alimentadas pelo dinheiro que essa moto custa'.
Eu respondi: 'Eu não tenho certeza; alimentou um monte de famílias em Milwaukee, Wisconsin, que a fabricaram, alimentou as pessoas que fizeram os pneus, as pessoas que fizeram os componentes que vão nela, alimentou as pessoas da mina de cobre que extraiu o cobre para os cabos, alimentou as pessoas em Decatur Il, na Caterpillar que fazem os caminhões que transportam o minério de cobre. Acho que realmente não sei quantas pessoas foram alimentadas.'
Essa é a diferença entre o capitalismo e a mentalidade assistencialista. Ao comprar algo, você coloca dinheiro no bolso das pessoas e dá a elas a dignidade por suas habilidades. Quando você dá a alguém algo em troco de nada, está roubando sua dignidade e autoestima. Capitalismo é dar livremente o seu dinheiro em troca de algo de valor; Socialismo é tirar seu dinheiro contra sua vontade e empurrar sua goela abaixo algo que você nunca pediu."

Ah, sim, talvez a descrição de capitalismo e socialismo seja por demais simplista, uma caricatura.  Há mais variáveis envolvidas e os extremos de lado a lado não fazem justiça. Mas é uma caricatura que grita uma verdade.

Não, este autor não enviesará por sendas políticas. O blog não é para isso. Mas ao inferno com a sensibilidade moderna, o politicamente correto e todas as farsas esquerdistas!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

A propósito de capacetes, segurança e a minha escolha

Um amigo trouxe de volta uma velha e recorrente discussão a respeito de capacetes. Questiona ele se há realmente diferença significativa entre capacetes considerados “top” e outros mais comuns (desconsiderando, claro, aqueles que são claramente inferiores).

Não há dúvida que estes capacetes mais caros possuem melhor acabamento e mais "subsídios" de segurança (quiçá mais "tecnologia"). O pano de fundo deste questionamento, porém, se dá porque, uma vez que estes capacetes "top" são assim tão caros, há certa preocupação com a segurança a tal ponto que se costuma perguntar: “quanto custa sua cabeça?”

Sharp Helmets:
Sempre confira os testes do
capacete de seu interesse lá!
Eu obviamente considero relevante a preocupação com a segurança, mas também considero um exagero a busca por um capacete “de marca”, com selo DOT (porque o do Inmetro é uma piada) e com o melhor ranqueamento no Sharp Helmets (um avaliador britânico de capacetes que é referência quanto à segurança).

Note bem, eu considero tudo isso interessante e quanto mais “top” o capacete e quanto mais subsídios de segurança, melhor. O que eu não considero salutar é a paranóia por segurança que se vê em discussões a respeito e a compra de capacetes caríssimos por conta disso.

Sem qualquer intenção de influenciar quem quer que seja a respeito disso (cada um sabe de si e responde por si), a minha posição quanto a compra de um capacete é que nem a pau eu pago a fortuna que cobram nos capacetes considerados "top". Pelo menos nas circunstâncias atuais. E são várias as razões.

Uma razão é a impossibilidade financeira. Talvez, se eu tivesse muita grana, como não faria lá muita diferença no fim do mês, então eu comprasse um. Mas eu não tenho condições, então eles estão fora de qualquer cogitação. 

Outra razão é a própria questão da segurança. Todo mundo fala da superioridade dos capacetes fechados em relação aos articulados (e ambos em relação aos abertos) e também do ranqueamento Sharp Helmets. Nem vale questionar isso. Tudo verdade. Mas é verdade também que mesmo o capacete fechado cinco estrelas e indestrutível pode sofrer com uma barra-de-direção-Ayrton-Senna... O que quero dizer com isso é que vale se prevenir da melhor forma possível, mas capacetes mais comuns também fornecem um bom nível de segurança e, em última instância, não há neura que te salve de alguma fatalidade. 

E a razão que talvez seja a principal é o conforto. Eu me sinto absolutamente claustrofóbico em capacetes fechados. Tenho um da H-D que comprei para "experimentar" e, minha nossa!, eu até uso, mas uso para não perder meu dinheiro (tenho, agora que me livrei das velharias, apenas dois capacetes, um aberto old school que só uso na cidade e o HD, fechado, que uso na estrada). Não vejo a hora de comprar um articulado e me sentir mais à vontade. 

Ainda quanto ao conforto, o nível de ruído é algo que eu gostaria de minimizar, mas aí o papo voltará à questão financeira. E, também, outra coisa que me importa muito é que uso óculos. O maior dos meus arrependimentos quanto à compra do capacete fechado é o incômodo que os óculos me causam, tanto na hora de vestir (capacete e óculos) quanto rodando, pois as pernas dos óculos pressionam minhas têmporas, chegando mesmo a causar dor de cabeça. Sei que muitos capacetes têm algum esquema para a colocação dos óculos, mas é certo que os articulados são mais confortáveis quanto a isso. 

Por fim, a questão estética. Eu uso o aberto old school obviamente uma opção acima de tudo estética (é por conforto também, claro, mas é principalmente estética). Se possível, na minha próxima compra de capacete, escolherei algum articulado que seja mais "bonitinho", um que me vista e eu me sinta à vontade com ele.

Assim, atualmente, eu considero duas opções para a minha próxima compra: o Shark Evoline Serie 3 e o "genérico" dele, o LS2 FF393 Convert.

Shark Evoline Serie 3 Mezcal Chrome.
Apesar de o Evoline ainda ser muito pesado, pelo menos em relação aos fechados, o que conta contra o conforto, o acabamento é muito bom e as cores são muito bonitas, especialmente o Mezcal Chrome. Além disso, é muito bem classificado no Sharp Helmets (cinco estrelas), mesmo com um índice de integridade nos testes não tão alto assim (57% se mantém íntegros). Seria minha primeira opção. Mas ainda é muito caro.

LS2 FF393 Convert (White e Black; eu pegaria um preto).
O LS2, dizem, é muito barulhento. Mas é pouca coisa mais leve que o Evoline. Não é tão bonito quanto um Mezcal, mas o "monocolor" preto é bem bonitinho. É três estrelas no Sharp Helmets, o que não é tão bom, mas também não é tão ruim assim. O índice de integridade é que assusta um pouco: apenas 37% se mantém íntegros. Bem, o Evoline é melhor em tudo, mas se a grana não der, o LS2 é a opção que se segue.

Notem que não falei nada sobre o conforto. Quando da compra, terei que experimentar ambos e decidir se são confortáveis o suficiente. Restando esta questão do conforto e, claro, da grana disponível, ainda posso avaliar algum outro articulado qualquer. 

Certo é que preciso de um capacete mais seguro e confortável para a estrada, mantendo em casa o claustrofóbico fechado apenas para "enfeite", e o old school para a cidade. 

Em resumo, eu não vou ficar com nóia quanto ao capacete. Vou comprar e usar aqueles que meu bolso permitir e me forem confortáveis e agradáveis de ver, com segurança suficiente. Ou, em outras palavras, vou comprar o capacete que me apresente o melhor resultado na equação custo-segurança-conforto-estética, sem neuras!