segunda-feira, 16 de julho de 2018

Dando nome a motos

Faz tempo que não dou as caras no blog. Nem é que não teria o que falar. No mínimo falaríamos da Indian que já se despediu destas terras. Mas tive fatos mais relevantes a viver, como o nascimento do meu terceiro filho. Então não me animei a lamentar menos uma marca no mercado. 

Animo-me a falar de outra coisa: o dar nomes a motos. 

A questão é que alguns motoqueiros efetivamente dão nomes às suas motos, mas jamais usam. Por quê? Porque é ridículo. E nenhum malvadão pode se dar ao luxo de ser ridículo. 

Mas eu passei a dar nomes a motos. E, ridículo que seja, estou me forçando a usar o nome dado. Na verdade, quando o nome é bem dado, ainda ridículo que seja, com suas histórias de fundo, é muito legal!

Pensei em citar alguns nomes de motos que o pessoal do Forum HD usa. Cheguei até a conversar com um amigo, cujas motos têm nomes muito bem dados, e que me contou o motivo de tais nomes. Mas quando mencionei o mencionar aqui, ele me diz: “Não, deixa quieto. Pessoal vai pegar no pé.”

Eu ri. Malvadões são malvadões!

Como eu, porém, não tenho muito zelo por minha reputação, contarei minhas razões.

Até a Mirage eu jamais consegui associar algum nome às motos que tive. Antes dela sequer imaginava que malvadões tinham vergonha dos nomes que davam às suas motos. Com ela, dos nomes sabia, mas nome não encontrei. Minha moto era “a moto”, pura e simplesmente.

A Heritage era “Bela”. É, concordo, nome para lá de brega. Mas bela ela era, e o nome eu usava muito raramente, porque não tenho medo do ridículo, mas quando o ridículo é demais…

Então veio a Sporty. Eu já tinha mais tempo de convivência com os malvadões de jaquetinha e, portanto, mais traquejo no meio biker, não importa se real ou coxinha… Estamos aí!

Lady Day
E eis o que é engraçado. Sempre que penso em nomes de cães, penso em associar à nacionalidade da raça (tive uma husky que era Natascha e tenho agora um rottweiller que se chama Hans) ou à música. Ou às duas coisas. Tive dois cockers ingleses, um macho que era Eric (Clapton) e uma fêmea que era Janis (Joplin). O próprio Hans, se fosse por meu gosto, seria Wolfgang (Mozart).

Então quando pensei no som dos motores H-D… Ora, a associação é óbvia. A Sporty então é Lady Day, que é o apelido de Billie Holiday. Para o meu gosto, uma das vozes mais sexy de toda a história da música. O fato de a moto ser “negra” ajuda a dar sentido ao nome dado. 

Miss Peaches
Agora, como algum improvável leitor deste blog sabe, tenho desejo de ter duas motos na garagem que minha Caverna há de se tornar. Não que eu estivesse realmente pensando nisso, muito menos num nome para uma moto que ainda não tenho e sequer tenho expectativa de prazo para ter. Aliás, eu sequer estava a procurar pelo que encontrei. Mas descobri que Etta James, outra voz maravilhosa que sempre se faz presente na minha vitrolinha, tinha o apelido de Miss Peaches.

Miss Peaches! É bom demais para não usar. E isso mesmo que a moto não seja “negra” (embora eu ache provável que será).

Este malvadão, portanto, quando (e se) puder realizar pouco mais de seus sonhos, espera ter duas motos ridiculamente nomeadas Lady Day e Miss Peaches, nomes que usará sem a menor vergonha. E espera que ambas dividam o teto da Caverna sem ciúmes e com o prazer que nelas terá!

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Bike elétrica

Em tempos de "espasmos do diesel" e falta de gasolina, uma bicicleta com motor elétrico iria muito bem.

Um daqueles links sugeridos pelo facebook me levou para o site E Bike. Achei o site nada confiável, sem muita informação (por exemplo, talvez seja óbvio a que não ignora, mas como raios se carrega a bateria?) e tals, porém... as bikes são bem legais.

Gostei principalmente de dois modelos, a The Ruffian e a Greaser Cafe Racer, que possuem diversas combinações de cores, todas bem retrô. A primeira dizem chegar a 25 Km/h com uma autonomia de até 90 Km. A segunda 35 Km/h e 60 Km. A carga leva 3,5h e 4h, respectivamente. Bem interessante!

The Ruffian, em marrom.
Greaser Cafe Racer, em preto e branco.

Outro detalhe é que não sei se a importação (aliás, outra informação que falta: importar de onde?) é realmente possível nem se tem que emplacar uma bike dessa. De todo modo, curti pacas e, tivesse eu ocasião agora de tentar trazer, teria uma fácil!

quarta-feira, 7 de março de 2018

HD faz recall por problema no sistema de freio

Não, isso não me afeta direta nem imediatamente, mas como tenho alguns planos com uma RK é bom ter a informação à mão, só por via das dúvidas.

Em resumo, "quando o fluido de freio DOT 4 não é substituído após longo período de uso, o excesso de umidade do ar absorvida formará partículas que, em alguns casos, ficarão depositadas nos componentes do sistema de freio, podendo impactar a unidade de controle hidráulico do ABS e ocasionar seu eventual travamento em situações pontuais e extremas, com risco de colisão e queda" e, portanto, "a Harley-Davidson do Brasil realizará a limpeza completa do sistema e a troca do fluido por outro, com uma nova especificação".

As RK afetadas são as Classic fabricadas entre 2007 e 2011 (modelos 2008 a 2011) com chassis: 9321FR4108M603443 a 9321FR41X9M654580, 9321FR4408M637036 a 9321FR4498M679625, 9321FR4J0AD616375 a 9321FR4JXAD649447 e 9321FRMJ0BD621304 a 9321FRMJXBD678707; e as Police fabricadas em 2009 (modelos 2010 e 2011) com chassis 5HD1FHMC1AB608659 a 5HD1FHMCXAB615240.

As outras motos envolvidas estão listadas no link fonte e no comunicado.

Fonte: MOTO.com.br

terça-feira, 6 de março de 2018

A linha 2018 e o capacete Caberg

Fiquei tão empolgado com a roda raiada que me esqueci completamente de comentar mais dois assuntos.

Aproveitei a ida a Porto Alegre e visitei a Iesa. Queria, obviamente, ver as novas Softails e, acima de tudo, a Road King S. Não tinha nenhuma Road King lá, nem S nem C. O que foi uma pena. Nem tinha nenhuma Road Glide, que eu também queria conhecer. Mas tinha muitas Sportsters, umas Tourings e algumas Softails.

Sobre as Softails, devo dizer que a impressão das motos cara a cara é muito melhor do que pelas fotos. Até a Fat Boy eu achei bastante razoável. Eu não sou fã da Fat Boy, então ainda não olho com muito gosto para ela, mas não achei aquele horror todo que achei pelas fotos. A Breakout, apesar de também não ser do meu gosto (para mim mesmo), eu achei bem bonita, tanto ou mais que a antiga. Agora, a Heritage ficou um espetáculo. A dosagem de preto e cromo ficou bem na medida. Ainda acho que um "Special", ao invés de "Classic", cairia melhor. Mas a moto é mesmo esteticamente muito bem resolvida.

Estas eram as Softails que estavam expostas e como não tinha mais nada que realmente me interessasse olhar, além de ter sido uma visita rápida, de menos de cinco minutos, não há muito mais a dizer, exceto que gostei muito do azul dos 115 anos, que vi numa Sportster e numa Touring.

Devo voltar outro dia, com mais calma, na expectativa de ver mais modelos.

Sobre o capacete, na última vez que o usei com o comunicador tocando música eu reclamei do ajuste automático de volume, que aumenta e diminui conforme o vento. Achei muito ruim. Dessa vez viajei com este ajuste automático desligado. Aí sim! Ficou não perfeito, mas suficientemente bom, num volume em que se escuta tanto a música quanto os barulhos externos.

Pronto. Agora sim, registro feito.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Lady Day volta para casa

Eu não comentei por aqui porque pensei que seria coisa rápida e breve eu contaria, bem brevemente, sobre a manutenção... acabou que a coisa rendeu uma história bem mais longa.


Era um sábado à tarde. A pane elétrica aconteceu enquanto eu guiava minha esposa a um parque no interior da cidade (ela de carro, com minha sogra e meus moleques, eu de moto). Era um lugar bem afastado e fiquei horas à espera do guincho, acionado pelo seguro.

Como a seguradora me informou que eu tinha direito a um guincho sem limite de quilometragem, e depois outro de apenas 100Km, decidi enviar direto para a oficina. Mas era um sábado. O que fez com que eu fizesse várias ligações e, para tornar uma longa história curta, acabei combinando com o Carlão da Drag Pipes, em Porto Alegre, de a moto ser entregue na segunda-feira. Enquanto isso, a moto ficaria no "depósito" do guincho.

Bem, a moto chegou em Porto Alegre na segunda e, depois de explicar melhor ao Carlão o que aconteceu e receber dele o orçamento (era o regulador) e o prazo, acabamos combinando de eu pegar a moto após o meu período de férias (aquele do Off-topic: férias e surfe) e do carnaval, num sábado, dia 17.

No dia combinado, desci de carro, junto com a família, já que minha esposa precisava levar um equipamento odontológico para manutenção, e aproveitaríamos para estender as férias com um cineminha.

Chegando em Canoas, porém, uma obra afunilou o trânsito para uma pista e ficamos bem no limite para o meio dia, quando, no sábado, a Drag Pipes fecha. Na verdade, quando o trânsito liberou já era meio dia e liguei em desespero ao Carlão pedindo para ele me esperar 15 ou 20 minutos. Chegamos em 15. Conversamos brevemente, paguei, peguei a moto e saímos todos, ele fechando a oficina. Daí...

Na terceira curva as mesmas luzes da pane acenderam. O que fazer, já que a oficina já estava fechada? Decidi seguir a programação e, chegando em casa, ligar ao Carlão na segunda. Mas, depois do filme, indo para casa, paramos no Leroy Merlin de São Leopoldo (programa obrigatório para quem tem uma casa permanentemente "em construção") e... quem disse que ela pega?

Novamente tornando a loga história curta, liguei ao Carlão e ele acionou um guincho para receber a moto na segunda. De novo! Como minha esposa estava comigo de carro. Voltei dirigindo ao invés de pilotando.

Aguardei mais um tempinho e o Carlão me ligou dizendo que o problema era de novo o regulador, porém num outro componente interno, mas que foi resolvido e ele inclusive fez um teste com um passeio relativamente grande. Fiquei de verificar o dia que eu desceria para pegar a moto e enquanto verificava... confesso que nem acreditei: negócios de ocasião sempre acontecem com outros, jamais comigo... ele entra em contato perguntando se não era eu que queria uma roda raiada. Ele queria a fechada para um projeto e me sugeria fazer a troca elas por elas. Aceitei de imediato!

Assim, a Lady Day ficou na oficina ainda mais uns dias, até hoje, quando eu a trouxe de volta para casa com os devidos cuidados com a saúde e com um cuidado adicional com a estética. Aliás, não que eu não goste da roda fechada original, mas eu sempre disse que a Sportster Custom fica melhor de raiada. Já já eu tenho que trocar o pneu, aí boto um banda branca e a Lady Day já vai ficar uma belezura! (Só faltarão os cromados do motor, o banco e o filtro redondo; a fazer bem devagar...)