Por que ando de moto

Uma experiência estética digna dEle!
Eu sou um tipo reservado. Não apenas que me resguardo de estar em evidência. Mas que, antes e acima disso, preciso ter meu tempo sozinho para colocar as coisas em seu lugar dentro de mim.

Mas “sozinho” não é bem o termo. Preciso estar a sós com Ele. Preciso frui-lO e àquilo que Ele me deu, desde a própria grandiosidade da criação até os pequenos confortos deste mundo.

Entre estes confortos, está minha moto. 

Desde pequeno aprendi a gostar da estrada. Herdei do meu pai o gosto por viagens. Às vezes nós dois viajávamos de carro e o destino era apenas pretexto. Nosso prazer estava no ir. Em observar o caminho. E nas conversas que tínhamos. Talvez, de toda a herança que o velho me deixou, esta seja a mais marcante. Marca indelével de ser um Vargas.

Meu pai se foi já há alguns anos. Entretanto, eu não fiquei sem companhia para a estrada. Não mais de carro, mas de moto eu sigo na companhia de meu Pai. O destino ainda é só pretexto. O prazer ainda está no ir e em observar as maravilhas da criação ao longo do caminho. E nas conversas que temos. Esta é a marca indelével deste Vargas como um cristão.

A moto que tenho, como um bem em si mesmo, não representa muita coisa. Mas, reservado que sou, em segredo ela representa a paz e o prazer da Presença que Se revela na estrada: em cada curva, em cada paisagem, em cada dor e dificuldade, em cada sorriso e descoberta... E em cada palavra desta boca e em cada pulsar deste coração.

Ah, e porque é assim, não só minha moto é um conforto como é ação de graças, e quero fazer dela uma experiência estética digna dEle!

Eu não espero que alguém me entenda. Mas é por isso que eu ando de moto!

A DEUS SEJA A GLÓRIA!

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