quarta-feira, 31 de maio de 2017

Garagem-bar 11

Garagem-bar. Mesmo!
A caverna está em pleno uso, apesar do frio e da chuva, que não animam a fazer lá muita coisa "fora de casa". 

Percebo que terei que fazer alguns upgrades: dar um jeito de fazer chegar lá a internet, talvez incluir uma TV, certamente um som e... um aquecedor! 

Mas uma coisa de cada vez e devagar, que os tempos (ainda) não estão fáceis.

Desta vez o uso me valeu um registro do charuto Senderos Robusto com um pouco de cerveja (uma bem comum Heineken).

O charuto é um medim filler e achei o fluxo por demais solto. Mas isso acabou sendo bom para uma charutada leve e rápida (e com uma densa fumaça, o que curti). 

Notem que incluí na foto uma anilha de um Monte Cristo, que experimentei no último domingo, após a viagem. Infelizmente não sei exatamente qual é, mas o tamanho/formato era de um robusto mais fino (ou talvez um corona mais curto, sei lá).

Não percebo muito bem nuances de sabor, e mantenho o "gostei/não gostei". Mas é fácil notar que o Monte Cristo possui um sabor mais marcante e gostoso. E, de todo modo, conforme eu comentei eras atrás, meu objetivo com estes registros não é qualquer "review" (aliás, já quase falei demais aqui), mas notas (principalmente fotográficas) para minha própria referência futura. Neste caso a referência é: mais Monte Cristos e Senderos apenas se for o caso.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Garagem-bar 10

Sporty inside the cave.
E não é que a caverna serviu mesmo de garagem!

Como eu não quisesse deixar a moto exposta durante a viagem nem queria incomodar vizinhos pedindo um espaço na garagem, arrisquei colocar no barracão. E coube!

Ainda bem que tenho uma Sportster. Se fosse uma Softail seria difícil caber. Não pelo espaço lá dentro, nem que fosse em diagonal, mas porque entrar seria muito muito difícil. Com a Sportster já não foi assim tão fácil...

E eu ainda não a tirei de lá. Está chovendo o tempo todo, então é até melhor que ela fique num ambiente mais agradável.

Mas, mesmo apreensivo com a dificuldade em sair de lá, eu não vejo a hora de sentir a tremedeira de novo. Por enquanto, tremedeira só a de abstinência!  ;-)

domingo, 28 de maio de 2017

E visitei a Indian...

... Com direito a test ride e tudo o mais!

Indian Chief branca e seu Thunder Stroke.
Aproveitamos os últimos dias das minhas férias para visitar a avó da minha esposa, que está com câncer (maldita doença!) em Campo Limpo Paulista/SP. E já que fomos para São Paulo, minha esposa, a autoridade competente, obrigou-me a ficar de chofer carregando a família para cima e para baixo, visitando também outros parentes e amigos.

Como chofer da autoridade competente, tive pouquíssimo tempo para fazer outras coisas. Mas no último dia por lá, após um passeio com as crianças no Instituto Butantan, arrastei esposa, filhos, sogra e cunhado para a concessionária Indian que fica na Avenida Bandeirantes. 

Fui querendo ver in loco principalmente a Springfield. Que não havia. Segundo o vendedor, as Springfield chegam ao Brasil a conta gotas e já vendidas. Uma pena, mas a visita não foi de forma alguma perdida. Tirei minhas próprias impressões, nada técnicas e absolutamente pessoais, que relato a seguir...

Primeiro o final, porque eu nem dei tanta atenção a Scout e ela foi a última nos ass tests. Não tenho muito a dizer exceto que fiquei realmente impressionado com o tamanho da moto: é minúscula. E levíssima. Sinceramente me senti mais numa pequena street do que numa custom. Mesmo as Sportsters com tanque peanut, em que me sento e sinto "faltar moto", possuem o imponente Evolution sob nossas pernas para nos lembrar que é uma H-D. A Scout me pareceu uma Twister. Não que eu a despreze, ao contrário, mas... Não é moto para mim.

Os ass tests na Chief e na Roadmaster igualmente me impressionaram pela leveza das motos. Elas são enormes, mas mesmo a Roadmaster foi dócil para erguer e "mexer". Pelo menos parada. Chego a compreender os relatos que dão conta que "é tudo plástico". Mas não caio no conto do HOG apaixonado. As Indian são belíssimas, extremamente bem acabadas e, bem, possuem o Thunder Stroke, aquela obra de arte!

Uma coisa que me deixava curioso eram os alforges: o tamanho e o contato deles no paralamão. Quanto ao tamanho, num primeiro momento eles me pareceram um pouco menores em comprimento que os das Tourings H-D. Por outro lado, a ausência de um amortecedor parece compensar, e bem, o volume. (E isso vale para o alforge em couro da Vintage também.)

Como minha curiosidade se concentrou nos alforges, o vendedor me mostrou os pontos de tomada 12V (no tourpak e nos alforges). Isso é algo que eu não sabia que tinha e pode ser muitíssimo útil.

Quanto aos pontos de contato dos alforges no paralamão, as motos em exposição têm um adesivo plástico de proteção. O vendedor me disse que é menos por um possível arranhar por vibração e mais porque os curiosos que vão aos montes na loja, principalmente aos sábados, nunca andaram numa custom e batem a perna no alforge tanto ao se aproximar para olhar quanto para subir na moto. Eu achei a história engraçada, mas nada convincente. Talvez as Indian não sofram mesmo de tremedeira, mas eu acho que aquele adesivo protetor acabaria sendo uma necessidade. É uma borracha, eu sei, mas... Sei lá, Achei que é um ponto fácil para aparecer arranhões.

Outra coisa que gostei sobremaneira foi a posição do guidão. Ele me lembra muito o que eu fiz na minha finada Heritage, apenas um pouco menor, e me parece que eu necessitaria de pouco mais de pullback para me sentir mais confortável.

Preparando-me para o test ride.
No finzinho, o vendedor me ofereceu um test ride na Chief, o que aceitei com extremo prazer. O trecho foi curto, sem curvas (o que me frustrou um pouco, pois eu queria deitar um pouco a menina em movimento para ver qual é), mas foi o suficiente para confirmar, ao menos como impressão, que um guidão com mais pullback me seria necessário. Como eu colocaria mesmo um beachbar, isso já estaria na conta. 

Eu me atrapalhei um monte com as setas. Uma vez padrão H-D, sempre padrão H-D. É questão de se acostumar, é verdade, e é mesmo uma insignificância, mas eu odiei aquilo. A propósito, o vendedor foi me guiando numa touring que, apesar do tourpak, acho que era uma Chieftain (eu não reparei na hora). Atrás dele eu ia ouvindo a música que ele colocou no som dela. Olha, andar com som é mesmo muito legal. Ainda não tenho desejos por fairings fixos (prefiro um destacável na H-D, ou o parabrisa na Indian), mas desejo cada vez mais som na moto.

Agora, o que me impressionou muito mesmo foi a maciez do conjunto amortecedor/banco. É bem verdade que minha memória da Heritage está mais distante e o que me é constante é a tremedeira e o pula pula da Sportster. Mesmo assim, a Chief me pareceu muito, mas muito mais macia que a Heritage. Também mais que a Road King (que dei uma volta mais ou menos do mesmo tamanho aqui mesmo em Canela). Segundo dizem, a Springfield, com as diferenças da linha touring, como o ângulo do caster, seria uma moto ainda mais confortável. Rapaz, melhor eu nem testar!

Ah, sim, não senti a moto vibrar. Mas, como eu disse, estou mais acostumado com a tremedeira da Sportster, então nem consigo ter um parâmetro para sentir isso. De todo modo, a Heritage tremia muito pouco. Não acho que eu sentisse falta dessa característica não. O que me importa é que o motor é torcudo como deve ser um motor de custom. E, ah, mano, eu nunca me canso de dizer: o Thunder Stroke é uma obra de arte!

E é isso. Meus filhos até estavam se divertindo entre as motos, mas esposa, sogra e cunhado estavam ansiosos por voltar para casa. A visita foi curta, mas me foi o suficiente. Se eu trocaria a H-D pela Indian? Facilmente, não fosse tão difícil ($).

Segue um videozinho curto da visita, com as fotos que tirei e com o trecho de saída do test ride, filmado por minha esposa:

Chief test ride.