segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Capacetes: A viagem é melhor que o fim

Eu tenho um capacete old school. Destes que o uso é por conta e risco. Às vezes, por conta disso, fico com vontade de adquirir um novo com mais proteção. E ainda assim só usar este capacete aberto nas ruas desta pacata cidade.

As contingências ainda não me permitiram passar da vontade ao ato. Continuo com meu capacete preto adesivado velho de guerra.

H-D Dom Quixote e Sancho Pança.
H-D Moinhos de Vento.
Mas se um dia a vontade vencer, talvez eu ainda venha a querer customizar.

E se for customizar, este capacete feito pela CD8 Custom & Steel Dreams Motorcycles me daria o mote perfeito!

A viagem é, de fato, melhor que o fim. E minha ascendência espanhola é ainda mais um motivador.

"A viagem é melhor que o fim" (Miguel de Cervantes)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A garagem dos sonhos

Softail DeLuxe e Street Glide.
Peguei esta foto na internet já há algum tempo (perdi a fonte, lamento).

Mostra bem o que eu gostaria de ter idealmente na minha garagem: uma moto "leve" e nua para o dia-a-dia e passeios de tiro curto (a DeLuxe, que não está tão nua assim na foto) e uma bagger para passeios um pouco mais longos e viagens (a Street Glide).

Como o sonho de duas motos na garagem me parece algo inviável, mesmo que a moto leve fosse a Sportster e a bagger uma Softail, o projeto para o futuro deve mesmo ser uma moto só, que será uma Softail versátil, cheia de destacáveis (nua/bagger) ou uma Road King (bagger "fixa").

Bem, provavelmente falarei muitas vezes sobre este projeto. Por enquanto, outras duas fotos que também encontrei na internet (também perdi as fontes):

A primeira mostrando o potencial bagger de uma Softail (eu deixaria um morcegão e os alforges destacáveis, colocaria um escape duals e deixaria solo com bagageiro no paralama): 
Uma DeLuxe bagger.
E outra de uma Electra Glide, mas que dá idéias para a Road King (eu faria na RK como na DL, inclusive o morcegão destacável, exceto os alforges, que seriam fixos):
Electra Glide solo.
Projeto de longo prazo. E tudo dependerá da viabilidade ($). Até lá eu vou curtindo a minha bicicleta chopper (Sportster). 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sportster e a vibração do Evo

Estas revistas de motociclismo continuam tanto a me irritar quanto a me fazer rir.

Recentemente li sobre uns testes de umas motos custom. É engraçado ver as reportagens tão cheias de elogios (que soam a compradas) para depois ler as opiniões dos caras que fazem as reportagens descendo a lenha em customs (afetando, mesmo assim, alguma simpatia). É ridículo botar jaspion para falar sobre custom. Pelo menos, nas reportagens, não tinha a encheção de saco de que "custom não faz curva" e respeitava-se a proposta da moto.

Vulcan S
(Imagem: Site Kawasaki Brasil)
Há! Revistas
de motociclismo!
Mas o mais engraçado foi ler sobre as concorrentes da Vulcan S. Mencionava-se a Sportster e como um ponto negativo dela a vibração. Cara, eu dou gargalhadas quanto a isso. Aquela vibração absurda da Sportster é justamente uma das coisas que mais agradam na moto, que mais fazem dela a moto divertida que é.

Aí fiquei lembrando do Estáquio (personagem de C.S. Lewis em suas Crônicas de Narnia), que reclamava do Peregrino da Alvorada. Dizia ele que:
- Qualquer coisa é melhor do que a droga deste navio!
- Droga! Que quer dizer com isso? - perguntou Drinian.
- Num país civilizado, como aquele de onde vim, os navios são tão grandes que, quando se entra neles, nem se chega a perceber que andou no mar.
- Nesse caso podiam ficar sempre em terra. - disse Caspian.
É isso! Que a Sportster nunca pare de vibrar o seu Evolution!

Sportster Iron 2016
(Imagem: Site H-D Brasil)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Curvas: temor e inabilidade

Curva acentuada à esquerda
No último sábado em que passeei de moto, há duas semanas, levei um baita susto.

Eu estava descendo a Serra, de Nova Petrópolis em direção a Porto Alegre. Seguia na boa, até mais devagar que de costume (o que, aliás, eu acho que é sempre um "criador" de situações de risco, inclusive, e até mais, de carro). Então, em uma determinada curva, eu relativamente devagar, mas mais rápido do que eu esperava, e dando mais atenção ao carro atrás que à curva à frente, comecei a abrir na danada.

Ainda bem que era uma curva à esquerda, mas também por isso, no rumo que eu estava, e pela distância da valeta lateral, já nem dava para tentar ajeitar via contra esterço (se é que eu saberia usá-lo). Meti o pé no freio. Sim, eu ainda tenho o vício de confiar mais no freio traseiro que no dianteiro (que eu usei também). A roda traseira travou e eu soltei e voltei a pisar o freio, simulando, quanto dá, um abs. 

Foi ótimo: a roda travada jogou a traseira para a direita e, junto com o inconsciente contra esterço, corrigiu a trajetória. A simulação porca de abs fez o resto, permitindo que eu terminasse a curva. Foi ótimo, mas foi pura sorte! 

Sem essa de "custom não faz curva". A moto tem limitações de inclinação, claro, mas tudo depende mais de se ajustar à tocada própria de cada tipo de moto e conhecer suas próprias limitações. Para quem gosta de custom, o primeiro aspecto é tranquilo. Já o segundo costuma nos pregar peças! E tanto mais quanto mais confiança vamos tendo com a experiência.

Depois do susto segui ainda mais na boa e deixei de dar tanta atenção ao retrovisor. E, acima de tudo, fiquei pensando que o melhor é mesmo não adquirir confiança alguma, mas sim ser um medrosão e lembrar constantemente que não tenho habilidade alguma.


Curvas? Só na manha!