domingo, 7 de janeiro de 2018

20180107 Ride x Nova Petrópolis


Após um longo e tenebroso inverno... Finalmente peguei um pouco de asfalto. Foi mais um passeio curto como todos que tenho feito atualmente, mas ao menos saí da cidade. 

Asfalto! Finalmente!
Outra coisa que eu queria fazer faz tempo era testar a música com o comunicador do capacete Caberg.

Funciona bem, em bom volume. A única coisa que me incomodou é que o ajuste automático de volume estava ligado, e ele funciona muito mal. Como eu não lembrava como desligar, ficou assim, oscilando o volume entre bom, muito alto e um pouco baixo.

O capacete Caberg.
Saí de casa sem saber exatamente que rumo tomar. Resolvi seguir para Gramado e depois Nova Petrópolis.

Indo a Nova Petrópolis.
Voltando (ou indo ainda, sei lá) de Nova Petrópolis.
Em Nova Petrópolis nem cheguei a entrar mesmo na cidade. Aproveitei e parei para conhecer, bem rapidamente, a cervejaria Edelbrau. Comprei duas garrafas, uma de Witbier e outra de IPA, que eu trouxe "na barriga" (dentro da jaqueta). O melhor foi saber que o preço na fábrica realmente compensa o passeio. Na próxima vez, irei com uma "mala".

Cervejaria Edelbrau.
Cheguei em casa bem em tempo de preparar o almoço: hambúrguer (sempre na grelha). A cerveja não foi a recém comprada, mas a bem comum Heineken. Na verdade, estou com certos planos de consumo (assinar clubes de cerveja e vinho) e tanto as caixas de Heineken quanto as duas Edelbrau já começam a me servir como uma espécie de "estoque" (já que o plano inclui a redução de consumo, priorizando a qualidade contra a quantidade; o "estoque" servirá como um contingente para o período de "adaptação").

O almoço dos campeões.
Preciso urgentemente de mais asfalto, mesmo que em passeios curtos assim. Mas também preciso fazer uma revisão na moto. Como as surpresas definiram prioridades, e a moto acabou por ficar em segundo plano, acho que isso vai demorar mais um tanto.

Mas ao menos hoje eu durmo feliz!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

1ª Noite dos Líquidos Biblicamente Permitidos

Finalmente estreei a Caverna para uma NdLBP!

Eu estava um tanto indisposto após o longo dia de trabalho, mas depois de uma dipirona e um jantar com uma ótima costela de porco ao barbecue, animei-me a degustar uma "sobremesa".

O foco, então, não estava bem nos líquidos, mas no charuto. Minha irmã veio passar o Natal comigo e, como me disse uma vez que queria experimentar um Montecristo, este foi seu presente. Ontem, portanto, tivemos ocasião para tal experimento.

Eu fui de Romeo y Julieta Mille Fleurs e Concha y Toro Carménère e ela de Montecristo nº 4 e cerveja Budweiser (mais para acabar com o estoque deixado pelo cunhado, marido da outra irmã, que por gosto, ao que eu a agradeço).

Muito papo, como sempre, e pouca foto. Uma só, na verdade. A GoPro estava sem bateria e eu não estava disposto a carregar. Então foi só uma selfie com o celular mesmo.

1ª NdLBP. Finalmente!
E então? Terei mais companhia para outras noites de líquidos biblicamente permitidos? Tomara que sim. Veremos!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Em memória de uma excelente viagem

Era já meio dia. Estava acordado desde antes da alvorada e muito asfalto passou sob as rodas de sua moto. Parou para abastecer, a moto e o próprio corpo.

Como sempre, o frentista pergunta, como se não tivesse a resposta no tanque para o qual olhava e cuidava, com um pano que não evitava o desastre, não derramar gasolina:

- É uma Harley Davidson, né? Quanto vale uma dessa? Deve custar os olhos da cara.

Você responde com um sorriso amarelo e quase mecanicamente:

- É uma Heritage. Uma nova é mesmo cara, mas a minha é bem pagável.

- É mesmo? Quanto?

Tudo o que você não quer é pensar em grana. A viagem é justamente para deixar a rotina de lado por um tanto. E este trecho inicial foi, como sempre, deliciosamente prazenteiro. Então você resume:

- Pagável.

- Que ano?

- 2008.

O frentista termina, você paga e se dirige ao restaurante. A refeição é mais pesada do que o desejável, mas como evitar? Pelo menos foi boa o suficiente. Você só espera que ela não dê muito sono.

Agora começa o inferno dos pedágios e você retira da mala e coloca nos bolsos os saquinhos com as moedas separadas para facilitar a passagem.

Então você finalmente começa a subir a serra. As várias curvas pedem concentração, mas você não evita a viagem da mente enquanto viaja. Andar de moto é isso mesmo. E você fica com uma saudade imensa do seu pai: “ele ia adorar viajar comigo”.

A paisagem passa devagar. Você não tem pressa. Olhar e apreciar é preciso. Ainda mais porque é raro subir essa serra com o céu azul e o sol a ferver o capacete. Então você olha e aprecia com gosto.

O plano era parar acima da serra, pouco mais do que meio do caminho até o destino final. Dormir e tocar no dia seguinte. Mas a viagem rendeu e seu corpo ainda não pede descanso. Então você segue, devagar e sempre, olhando e apreciando.

O caminho segue tortuoso no planalto. Preto de asfalto. Verde, marrom e azul de vegetação, terra e céu. Seu prazer é imenso. Sua atenção constante. Você se mantém viajando e viajando: Deus é bom; sinto já falta da bagunça das crianças e da doce voz dela; aquele conceito de “terra das sombras” é mesmo uma coisa fantástica; como a metafísica faz falta a este mundo; que coisa mais linda; ah, a beleza; já e não ainda, primícias e plenitude, lágrimas e gozo...

Você olha para a direita e vê aquele hotel barato e honesto em que você ficou com a família da última vez que fez este trajeto com ela. Já é tarde, mas você continua, surpreendentemente, bem disposto. O sono do almoço pesado não veio. Louvado seja Ele! Vamos ao destino. Não falta muito.

Quando você finalmente chega ao anel viário, você ainda se espanta porque seu corpo poderia até ir mais longe, e isso não é nada comum. Mesmo assim, você agradece por estar quase onde se propôs estar, e tudo no mesmo dia. Nem mesmo aquela outra serra, sempre tão difícil, fez cansaço. Que viagem esta!

Luzes sem fim. A grande cidade é sempre ameaçadora, mas você a conhece bem. Pelo menos aquela parte dela. E você gosta. Ainda se sente em casa. Você se aproxima da luz que mais te interessa, a casa que vai ser seu lar por uns dias.

Portões, sorrisos e braços se abrem. Vozes familiares o saúdam e perguntam como foi a viagem.

- Bem melhor que o esperado. Acabei fazendo tudo em um dia.

- Quantos quilômetros mesmo?

- 1.100 de porta a porta.

- Puxa! E não está cansado?

- Bem pouco. Até poderia ir mais longe hoje. Mas uma cama, depois deste chão, é sempre bem vinda.

- Então entre, tome um café e um banho. Sua cama já está pronta.

E você louva a Deus porque não só a vida é boa como Ele lhe deu a amar amados que o amam! E dorme feliz!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A moto e a esposa

Eu, minha esposa e Lady Day.
Está rolando uma discussão bem legal no Forum H-D sobre um cara cuja esposa quer pilotar. Eu tenho sentimentos algo contraditórios a respeito. 

Quando voltei a pilotar, já casado e após um longo período sem moto, eu queria porque queria que minha esposa me acompanhasse. Muito pela companhia em si, uma boa porção porque há certas coisas que dão desejo enorme de compartilhar, um pouco porque ir junto é mais fácil que negociar o alvará. E se desejava a garupa, imagine uma companhia com outra moto!

Mas com o tempo, e porque ela nunca realmente curtiu, apesar de, sabendo do meu gosto, sempre me apoiar e até namorar motos comigo, comecei a perceber certas vantagens em rodar sempre sozinho.

Uma destas vantagens vem do meu próprio temperamento ensimesmado. Eu preciso de um tempo em solilóquio para esquecer do mundo e relembrar do que realmente importa. Para descansar e voltar à carga do dia a dia. Acho que, acima de tudo, minha esposa sabe disso e nunca faz muito drama para me conceder o alvará. A "autoridade competente" apenas me exige que nossas agendas sejam combinadas com certa antecedência.

Outra vantagem é que eu realmente detesto andar garupado. Eu confesso, sou um medroso e um meia roda. Na verdade até prefiro confessar isso a cada rolê. Porque assim eu evito todo exagero da autoconfiança. E se é assim solo, imagine garupado, quando a moto muda completamente todo comportamento. Toda vez que minha esposa senta na garupa, eu me sinto como um novato sem saber direito o que fazer a cada reação da moto. Isso traz desconforto a ela, porque percebe minha insegurança, e a mim, porque fico numa tensão dos infernos.

E eu descobri também que, se bem que seja divertida, às vezes, uma companhia em outra moto, no mais das vezes a companhia é um fator gerador de preocupação e tensão constantes. A gente sempre espera encontrar alguma sintonia na tocada e na postura na estrada, mas eu descobri que isso é algo raro. Isso quanto a uma companhia qualquer, imagine a própria esposa! Eu acho que eu ficaria tão preocupado e tenso que boa parte do prazer se esvairia.

A família reunida.
Agora, estou falando apenas da esposa. Na discussão do Forum alguém lembrou do filho, que começou a rodar com ele. Minha nossa! Eu nunca tinha pensado nisso. Sempre disse que gostaria que meus filhos me acompanhassem nos passeios e viagens. E ainda digo e direi. Mas agora já acordei para a realidade de que isso me deixará tenso e preocupado. Filhos! São uma dolorosa delícia!

No fim das contas, eu ainda sinto uma alguma frustração em não poder compartilhar aquelas certas coisas que a estrada nos proporciona. Pelo que, sim, entendo que é um privilégio uma esposa que acompanhe. Mas, no quadro geral, eu realmente prefiro o rodar sozinho, com a compreensão e o apoio da minha esposa e com o prazer de voltar, renovado, a ela e aos meninos. E como é prazeroso, e não menos privilégio, o poder ir a esmo e depois voltar ao calor e ao conforto do lar, aos beijos e abraços de amados que nos amam!