sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Clássicas modernas

Eu acho o contraditório termo "clássicas modernas" muito engraçado. Mas adoro esta onda retrô que coloca componentes atuais em motos com visual de tempos em que a beleza contava.

Uma dessas clássicas modernas (que, ao menos até aqui, não tenho notícia de vir ao Brasil) é a Honda CB 1100 EX. Uma bela naked inspirada nas quatro cilindros japonesas das décadas de 70 e 80. Eis aí um exemplar que seria um caso a pensar para uma segunda moto.

Há um belo comercial da moto com aquele velho conhecido mote de passar o gosto de uma geração a outra. Bem, eu nunca me canso disso!

Honda CB1100: Launch video - "Always the one".

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Tattoo 4

O desenho base.
Então meti a cara e fiz mais uma tattoo.

Muito tempo atrás, eu fiz um desenho para encomendar um patch para meu colete, ainda na boa época do Boteco dos Estradeiros, um grupo de mototurismo que se reuniu porque todos possuíam Mirage (que depois foi sendo devidamente substituída por motos maiores). Este desenho consistia de uma cruz, uma Bíblia aberta com alfa e ômega em suas páginas, além de uns símbolos sobre ciência, filosofia e teologia, grandes interesses meus.

Ao pensar na nova tatuagem, eu quis aproveitar esta ideia, apenas retirando os tais símbolos. Ao lado, a imagem já um pouco trabalhada para servir de base ao trabalho. Ah, sim: a vontade era fazer um preto e cinza o mais realista possível.

No início.
Confesso que não estava botando muita fé de que o desenho ficasse lá muito realista. Mas também é um desenho simples. Nada que não pudesse ser melhorado ou complementado depois. Então nem estava muito preocupado que não ficasse exatamente do meu agrado.

Quando começou, porém, já vi que ia gostar do resultado. A foto ao lado foi durante uma pequena pausa que a tatuadora me pediu para colocar um piercing em uma cliente.

Duas coisas me impressionaram nesta sessão. Uma é que aproveitei para dar um retoque nos dedos, pois (bem) pequenas partes das letras ficaram claras ou apagaram de todo. Não lembrava que nos dedos doía tanto! Outra é que a pele do antebraço é bem mais sensível do que eu pensava. A agulha não doía quase nada, mas a pele ficou bastante "machucada" em algumas partes.

No fim, a tatuagem ficou um pouco maior do que eu tinha a intenção de fazer, menos realista do que eu gostaria, mas muito melhor do que eu esperava (muito melhor mesmo!). Gostei bastante do resultado e até de alguns detalhes inesperados. A Bíblia ficou mais preta (e neste momento está é um pouco arroxeada) que a cruz e a cruz ficou mais cinzenta, com os detalhes de pedra bem legais. Este contraste que, se por um lado faz parecer dois desenhos feitos em separado, por outro, justamente por esta "sobreposição", destaca cada um deles. Realmente gostei bastante!

Eis o resultado final:
Resultado final.
A foto não mostra bem o contraste das cores, mas dá uma boa ideia de como ficou.
E a próxima? Bem, eu meio que desisti daquela minha ideia inicial da tatuagem nas costas. Acho que passarei aquela ideia ao braço e encerro minhas aventuras de tinta com ela (ou talvez com algumas letras nas costas; isso ainda pode ser). Mas as vacas continuam magras, embora engordando, e isso vai demorar um bom bocado. Enquanto isso, vamos cicatrizar esta!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

O índio obteve a vitória?


Victory Motorcycles: uma marca Polaris.
O trocadilho infame do título é devido a Polaris ser proprietária das marcas Victory e Indian, e, com este anúncio, a Polaris anuncia o fim de sua produção das Victory. 

É uma pena, por um lado, pois, apesar de as Victory não terem vindo ao Brasil, nem de os modelos serem exatamente do meu gosto, era mais um player neste jogo. Por outro lado, porém, isso parece implicar que a Indian está indo muito bem, obrigado. (Ao que eu digo: tomara assim seja!)

Também, o modelo Victory Octane era nada mais nada menos que uma Indian Scout. Talvez fosse uma obviedade que certas plataformas fossem compartilhadas. Talvez também seja uma obviedade que, uma vez que não há mais outro player a compartilhar plataformas, a experiência de desenvolvimento da Victory forneça a base para alguns novos modelos Indian.

A ver.


sábado, 7 de janeiro de 2017

Garagem-bar 6

Parte III - Charutos

Depois das partes I - Uma breve explicação de motivos e II - Cachimbo, ficou pendente esta Parte III, sobre charutos.

Don Diego Corona (República Dominicana) e Jack Daniels Honey.
Charuto suave e um tanto adocicado. Neste "pequeno tour",
certamente um dos que mais me agradou.
Como eu já disse alhures, eu sempre tive muita reserva a charutos. "Eia coisa fedida", eu pensava. E pensava também que a coisa não podia ter realmente algum bom sabor. Mas, após a experiência com o cachimbo, e recebendo um charuto caribenho de presente da minha irmã, resolvi experimentar.

A verdade é que gostei demais. Além de ser mais "fácil" que o cachimbo, o sabor é bem mais marcante. O cheiro se me tornou mais agradável, mas sei bem o tanto que incomoda quem não aprecia, pelo que se o cachimbo já é degustado numa espécie de solilóquio, o charuto o é em solidão e o mais afastado de narizes alheios que eu puder. E ainda mais ocasional.

Fiz um pequeno tour, então, por alguns charutos não muito caros, para conhecer um pouco mais. Eis o que experimentei até aqui (em ordem cronológica):
Os selos de charuto que guardei.
Estão, curiosa e não intencionalmente,
na ordem de preferência, de cima para baixo:
Don Diego, Guantanamera, Alonso Menendez,
Vasco da Gama e D.O.C.
(perdi o Dona Flor e o primeiro não possuía selo).
  • O charuto caribenho que minha irmã me trouxe não tinha selo, pelo que não tenho como rastrear para descobrir informações, exceto que era um corona. De todo modo, foi uma experiência surpreendente. Muito saboroso.
  • Vasco da Gama Corona (Alemanha). Este é um charuto bem barato, short filler. Suave e fácil: excelente para uma apreciação despretensiosa.
  • Dona Flor Corona (Brasil). Achei por demais amargo. Não gostei.
  • Don Diego Corona (República Dominicana). Long filler suave e um tanto adocicado. Perfeito ao meu paladar (ao menos o atual).
  • Alonso Menendez Robusto (Brasil). Único robusto que experimentei até agora. Estava apreensivo por ser brasileiro após a experiência anterior e porque me disseram que o amargor era característica dos charutos nacionais. Mas este long filler foi bem saboroso.
  • D.O.C. Cristal (Nicarágua). Corona medium filler apreciado durante o Curitibanos Harley & Custom. Foi interessante pela experiência toda mais que pelo sabor (que não exatamente desagradou, apenas não me foi marcante, e também perdeu qualquer encanto após a metade).
  • Guantanamera Cristal (Cuba). Bem, dizem que os cubanos são top, mesmo os que não são cubanos top, não? Pela amostra deste corona short filler, que obviamente não é top, apesar do meu juízo em nada ser especializado, devo aquiescer.
E é só isso. Registro feito, os próximos serão conforme "prometido": "foto e algum breve comentário, talvez incluindo alguma informação sobre minhas impressões".

E a garagem-bar assim vai "tomando forma"!