domingo, 23 de abril de 2017

Garagem-bar 9

The Cave By Make!
Pintei a caverna (com a ajuda das crianças e da minha irmã, que nos visita). E não é que descobri nela certas impressionantes gravuras rupestres! Gravuras estas que estão sob intenso estudo, havendo fortes evidências de que se trata de uma primitiva declaração de propriedade, cuja carranca seria um autorretrato do proprietário.

Foi muito divertido!

A bancada de trabalho.
Antes eu já havia terminado a bancada de trabalho, sempre com sobras da obra (assim como a tinta usada para três paredes: frente, fundo e lado direito; o lado esquerdo, que fica virtualmente inacessível junto ao limite do terreno, e o interior ficaram sem pintura).

No fim das contas a bancada de trabalho ficou um excelente balcão de bar. E eu tenho a impressão que ela será usada mais para isso que para qualquer outra coisa.

Gostei do resultado.

Enfim o barracão está quase "habitável". A caverna já já estará em pleno uso. Só falta organizar algumas miudezas (que estão espalhadas pelo chão) e o bar.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Garagem-bar 8

Estou de volta ao trabalho após dez dias de férias. É sempre um horror voltar à rotina. Mas a gente sempre volta. E como numa volta às aulas após o recesso em tempos menos preocupados quando a professora nos mandava fazer uma redação sobre o que fizemos nas férias, eis-me aqui a preparar um tal pequeno relato.

Infelizmente os tempos não são propícios a viagens ou passeios de moto e o máximo que fiz foi uma voltinha Canela-Gramado. Nada nada empolgante. Na verdade minhas férias consistiram praticamente de uma única atividade, a transferência do barracão (utilizado na construção da casa) da frente do terreno para os fundos e um hercúleo trabalho de organização. E isso, acredite ou não, foi empolgante.

O "buraco" (ao fundo).
Comecei, na verdade, antes das férias, movendo a "terra preta" para aproveitamento na maior área possível nos fundos de casa, o que estou chamando de "quintal ora útil", fazendo um "buraco" onde seria montado o barracão e improvisando um muro com pedras de areia (um muro provisório, de contenção para a área a ser gramada delimitando este "quintal ora útil").

Como eu brinquei em outro lugar: se a vida te manda pedras e não te dá grana para terminar o terreno, construa um muro!

O muro.
Parte das pedras deste muro será usada depois para fazer a fundação do barracão. De quebra, com isso eu liberei espaço e acesso para o fundo do terreno para quando eu puder fazer o verdadeiro muro de contenção no fundo do terreno. Além de deixar o terreno mais limpo.

Fim do primeiro dia.
Fim do segundo dia.
Chamei um pedreiro para me ajudar (ou, mais propriamente, para fazer e eu ajudar). Demoramos dois dias para desmontar, carregar a madeira aos fundos e montar tudo de novo. 

Ao montar, incluí duas telhas transparentes para ajudar na iluminação do barracão durante o dia.

Terminada a montagem, já comecei a fazer o "caminho das pedras", tirando a grama do caminho e replantando em outras áreas do "quintal ora útil".

O "caminho das pedras".
Isso deu um trabalhão! Muito tempo de enxada, pá, carrinho de mão (e na minha própria mão calos)... Mas o resultado ficou bem interessante (e ainda o exercício físico tem me feito muito bem, até mesmo com perda de gordura).

Comprei algumas leivas de grama para cobrir parte da terra. O que restou em terra descoberta a gente vai aguardar o crescimento da grama.

Depois de terminada a parte de terra e grama, tratei de comprar umas mãos francesas, peguei mais madeira do monte que sobrou da obra e fiz prateleiras. 

Ora, organização é mesmo a chave! Antes era quase impossível encontrar algo no barracão. Era mesmo quase impossível entrar nele. Agora, encerradas as férias, mas com ainda trampo de organização a fazer, está sobrando espaço!

A iluminação.
Também comprei uns bons metros de fio elétrico e uma tomada/interruptor, aproveitei luminárias velhas e uma velha extensão elétrica e providenciei a iluminação e o fornecimento de energia ao barracão. 

Ainda falta muita coisa para botar ordem, principalmente ferramentas, incluindo uma bancada de trabalho (que eu ainda não sei bem como vou fazer, mas acho que vou usar mais da madeira de sobra da obra), os trecos do bar e parte dos cacarecos de moto, mas o barracão agora é quase habitável. 

Bem, habitável não. Mas por certo me servirá muito bem por uma aconchegante "caverna" enquanto não posso construir a garagem. E o melhor: eu gastei muito pouco e aproveitei (e continuo a aproveitar) muito dos restos da construção. Sim, meus caros, isso é empolgante!

Por fim, porque a beleza, mesmo em meio ao caos, está na delicadeza de certos detalhes: esta última imagem mostra um presente de dia dos pais que me foi dado pelo meu primogênito. A "caverna" pode ser escura, mas não é sem vida!
A garagem-bar, a caverna ganhando vida.