domingo, 28 de maio de 2017

E visitei a Indian...

... Com direito a test ride e tudo o mais!

Indian Chief branca e seu Thunder Stroke.
Aproveitamos os últimos dias das minhas férias para visitar a avó da minha esposa, que está com câncer (maldita doença!) em Campo Limpo Paulista/SP. E já que fomos para São Paulo, minha esposa, a autoridade competente, obrigou-me a ficar de chofer carregando a família para cima e para baixo, visitando também outros parentes e amigos.

Como chofer da autoridade competente, tive pouquíssimo tempo para fazer outras coisas. Mas no último dia por lá, após um passeio com as crianças no Instituto Butantan, arrastei esposa, filhos, sogra e cunhado para a concessionária Indian que fica na Avenida Bandeirantes. 

Fui querendo ver in loco principalmente a Springfield. Que não havia. Segundo o vendedor, as Springfield chegam ao Brasil a conta gotas e já vendidas. Uma pena, mas a visita não foi de forma alguma perdida. Tirei minhas próprias impressões, nada técnicas e absolutamente pessoais, que relato a seguir...

Primeiro o final, porque eu nem dei tanta atenção a Scout e ela foi a última nos ass tests. Não tenho muito a dizer exceto que fiquei realmente impressionado com o tamanho da moto: é minúscula. E levíssima. Sinceramente me senti mais numa pequena street do que numa custom. Mesmo as Sportsters com tanque peanut, em que me sento e sinto "faltar moto", possuem o imponente Evolution sob nossas pernas para nos lembrar que é uma H-D. A Scout me pareceu uma Twister. Não que eu a despreze, ao contrário, mas... Não é moto para mim.

Os ass tests na Chief e na Roadmaster igualmente me impressionaram pela leveza das motos. Elas são enormes, mas mesmo a Roadmaster foi dócil para erguer e "mexer". Pelo menos parada. Chego a compreender os relatos que dão conta que "é tudo plástico". Mas não caio no conto do HOG apaixonado. As Indian são belíssimas, extremamente bem acabadas e, bem, possuem o Thunder Stroke, aquela obra de arte!

Uma coisa que me deixava curioso eram os alforges: o tamanho e o contato deles no paralamão. Quanto ao tamanho, num primeiro momento eles me pareceram um pouco menores em comprimento que os das Tourings H-D. Por outro lado, a ausência de um amortecedor parece compensar, e bem, o volume. (E isso vale para o alforge em couro da Vintage também.)

Como minha curiosidade se concentrou nos alforges, o vendedor me mostrou os pontos de tomada 12V (no tourpak e nos alforges). Isso é algo que eu não sabia que tinha e pode ser muitíssimo útil.

Quanto aos pontos de contato dos alforges no paralamão, as motos em exposição têm um adesivo plástico de proteção. O vendedor me disse que é menos por um possível arranhar por vibração e mais porque os curiosos que vão aos montes na loja, principalmente aos sábados, nunca andaram numa custom e batem a perna no alforge tanto ao se aproximar para olhar quanto para subir na moto. Eu achei a história engraçada, mas nada convincente. Talvez as Indian não sofram mesmo de tremedeira, mas eu acho que aquele adesivo protetor acabaria sendo uma necessidade. É uma borracha, eu sei, mas... Sei lá, Achei que é um ponto fácil para aparecer arranhões.

Outra coisa que gostei sobremaneira foi a posição do guidão. Ele me lembra muito o que eu fiz na minha finada Heritage, apenas um pouco menor, e me parece que eu necessitaria de pouco mais de pullback para me sentir mais confortável.

Preparando-me para o test ride.
No finzinho, o vendedor me ofereceu um test ride na Chief, o que aceitei com extremo prazer. O trecho foi curto, sem curvas (o que me frustrou um pouco, pois eu queria deitar um pouco a menina em movimento para ver qual é), mas foi o suficiente para confirmar, ao menos como impressão, que um guidão com mais pullback me seria necessário. Como eu colocaria mesmo um beachbar, isso já estaria na conta. 

Eu me atrapalhei um monte com as setas. Uma vez padrão H-D, sempre padrão H-D. É questão de se acostumar, é verdade, e é mesmo uma insignificância, mas eu odiei aquilo. A propósito, o vendedor foi me guiando numa touring que, apesar do tourpak, acho que era uma Chieftain (eu não reparei na hora). Atrás dele eu ia ouvindo a música que ele colocou no som dela. Olha, andar com som é mesmo muito legal. Ainda não tenho desejos por fairings fixos (prefiro um destacável na H-D, ou o parabrisa na Indian), mas desejo cada vez mais som na moto.

Agora, o que me impressionou muito mesmo foi a maciez do conjunto amortecedor/banco. É bem verdade que minha memória da Heritage está mais distante e o que me é constante é a tremedeira e o pula pula da Sportster. Mesmo assim, a Chief me pareceu muito, mas muito mais macia que a Heritage. Também mais que a Road King (que dei uma volta mais ou menos do mesmo tamanho aqui mesmo em Canela). Segundo dizem, a Springfield, com as diferenças da linha touring, como o ângulo do caster, seria uma moto ainda mais confortável. Rapaz, melhor eu nem testar!

Ah, sim, não senti a moto vibrar. Mas, como eu disse, estou mais acostumado com a tremedeira da Sportster, então nem consigo ter um parâmetro para sentir isso. De todo modo, a Heritage tremia muito pouco. Não acho que eu sentisse falta dessa característica não. O que me importa é que o motor é torcudo como deve ser um motor de custom. E, ah, mano, eu nunca me canso de dizer: o Thunder Stroke é uma obra de arte!

E é isso. Meus filhos até estavam se divertindo entre as motos, mas esposa, sogra e cunhado estavam ansiosos por voltar para casa. A visita foi curta, mas me foi o suficiente. Se eu trocaria a H-D pela Indian? Facilmente, não fosse tão difícil ($).

Segue um videozinho curto da visita, com as fotos que tirei e com o trecho de saída do test ride, filmado por minha esposa:

Chief test ride.

terça-feira, 14 de março de 2017

A inquietação que virou quilômetros

No forum H-D o Wissmann nos contou de uma "inquietude de ficar parado", dizendo: "a imagem da estrada correndo embaixo da minha bota é algo que me satisfaz, quase como poesia rondando minha cabeça".

Pois bem, ele preparou um roteiro de viagem e, após algum tempo, ele nos fez um relato desta viagem. Gostei deste relato porque, por um lado, parece com os meus, e, por outro, porque também não parece com os meus. 

Contraditório? Não, uma vez que os aspectos de semelhança e diferença não são os mesmos. Leia e entenda!

Obs.: O texto está um pouco editado por mim, mas é o texto dele, que, gentilmente, permitiu a publicação aqui.

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Antes de partir.
Um bom tempo já passou desde que eu voltei, até porque eu fui em outubro. Já vendi a 1200CB, já chegou a Deluxe, minha mina já veio morar em SP... Muita água debaixo da ponte.

Na época da viagem eu escrevi um diário, documentei bastante coisa, mas acho que foi mais um companheiro meu do que algo que seja necessário compartilhar aqui, acho que o melhor vai ser escrever alguns casos engraçados e curiosidades que eu passei.
Camping.

A viagem durou 12 dias, 6 mil kilometros e eu fui sozinho. Passei por SP, PR, SC, RS, depois subi RS, SC, PR, MS, GO e, por fim, voltei para casa, GO, MG e SP. Acampei muito, fiquei em hotel 4 estrelas, precisei de ajuda, fiquei bebado, tive medo, paguei cachaça pra mendigo e até nadei pelado em cachoeira.

PONTOS ALTOS:
  • Cachoeira Veu da Noiva – Serra do Cipó MG: Esse foi um dos pontos que eu acampei. Lugar lindo em MG, estrada bem vazia pra chegar até lá e no Camping da ACM tem uma piscina natural e uma cachoeira privativa. Conheci um casal de paraguaios aqui e eles me propuzeram na hora do jantar trocar uma caixa de Skol gelada por arroz com atum que eu tinha preparado. Óbvio que eu aceitei.
    Cachoeira.
  • Serra do Rio do Rastro SC: Lugar lindo demais. A serra é magnifica, mas na verdade o que me encantou mesmo foi a estrada para chegar na serra... 60 km de curvas de alta (110/h) onde a pretinha surfava na estrada e eu me sentia muito feliz com aquela dança. Obs: cheguei no topo da SRR e não via um palito na minha frente por causa da neblina, tive que dormir na primeira cidade lá em cima (Bom Jardim da Serra).
    SRR.
  • SC 114: Essa estrada, que fica no meio de SC, estava sendo refeita e tinha trechos nos quais as faixas ainda não tinham sido pintadas no chão, mas meu amigo... Que tapete! Mão embaixo e pedaleira raspando o tempo todo. Que estado maravilhoso é SC e suas estradas e mulheres. Quero muito voltar.
  • Cerveja Polar: Estava em Erechim depois de 430 km de serras, cheguei no boteco, perguntei qual cerveja tinha e o garoto do meu lado já falou: “Se você pergunta que cerveja tem, é porque não é daqui!” Acabei pedindo a Polar, como ele me indicou, e me juntei na mesa da turma dele, gauchada gente boa, cerveja gelada. Mas depois de 12 garrafas de Polar desconfiei, porque só tinha homem do meu lado.
  • Polar.
    • A ajuda em Campo Grande: Chegando em Campo Grande para acampar, eu errei o caminho porque o Google Maps me mandou por uma estrada de terra (e pasmem, não avisa) e eu me enfiei num sobe e desce lazarento que estourou meu sensor de ABS... Ligações feitas, whatsapp bombando de sugestões e descobri a oficina El Camino em CG. Os caras me ajudaram demais, me tranquilizaram, falaram que não tinham a peça, mas que era só continuar sem o ABS que não tinha problema! Foi muito bom ter uma galera capacitada que me ajudou. Enfim, de volta pra estrada.
    • Moto na chuva.
    • O preço da comida fora de SP: Isso é um fato muito bom pra quem é de SP, fora da nossa cidade as coisas são mais baratas... Almoço por 12, 10, 8 reais... Prato de salada, arroz, feijão, carne e batata... Buxo cheio, deita na calçada, fuma e volta pra moto.
    • Comida.
    • Estar na Capital do País de moto com minha mina: Aqui eu fiquei genuinamente emocionado... Eu não conhecia Brasília, e os dois principais objetivos da minha trip eram a SRR e conhecer Brasília. Para o meu prazer, minha mina voou pra lá e passou o fim de semana comigo... Calor do Senegal, hotel 4 estrelas, serviço de quarto, noites de amor sem fim e ainda dois dias passeando pela capital com minha mina na garupa, foi f*da de verdade.
    • Brasília.
    PONTOS BAIXOS:
    • Estradas de MG: Conheço gente que fala que as estradas de Campo Grande são ruins (e realmente são), mas eu nunca vi nada igual as estradas de MG... Em um raio de 200 km de BH é só obra, trânsito, estrada péssima e perigosa. Desculpem-me se faço uma injustiça com meus amigos mineiros, mas quem passar por lá abra o olho. Óbvio que deve ter exceções, mas no meu caso foi isso.
    • Os ventos do Goiás: Cara, aqui meu c* piscava que não passava nem azeite quente. Peguei umas retas chegando em Chapadão do Sul que deviam ter uns 150 km de extensão, chuva forte durante 3 dias... Rapaz, o vento lateral é um perigo! Você anda como ele quer, vai pra onde ele quiser e a monotonia também não ajuda porque 150 km em reta é no mínimo 1 hora sem mudar de direção. Abram o olho e cuidado com o vento lateral.
    Algumas premissas que se fizeram necessárias ao londo da viagem
    • Não existe faixa dupla para motocicleta.
    • Comprometa-se com a velocidade. Num trecho de 600 km em um dia, se você não andar de mão colada, você nunca chega... Não estou falando para fazer c*gada ou algo assim, mas tem que enrrolar sim.
    • Viajar sozinho é uma maravilha. Foi ótimo! Eu me diverti demais. Óbvio que falta alguém para compartilhar os momentos, mas eu amo ficar sozinho... E sabe o melhor? Para ir é só subir na moto e ir: sem enrolação, dá um chapéu na mulher e vai.
    Meu roteiro final foi: São Paulo (SP), Curitiba (PR), Bom Jardim da Serra (SC), Erechim (RS), Toledo (PR), Jaraguari (MS), Rio Verde (GO), Brasilia (DF), Patos de Minas (MG), Serra do Cipó (MG), Santuário do Caraça (MG), São Tome das Letras (MG) e São Paulo (SP).
    Na fronteira.
    Agora em novembro, de moto nova, a viagem é pra Montevideu! Como falaram por aí, viajar de moto é como ser picado pelo mosquito e... Meu chapa, eu já estou contaminado!

    Valeu, seus nóia. 
    Abraços,
    Wissmann.

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    Viram? É parecido, mas é diferente!

    Valeu pelo relato, Wissmann. E, descendo a Montevideo, dê uma passada por aqui. Pode ser que sigamos juntos um trecho da sua viagem!

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

    Road King S

    A H-D acaba de anunciar um "novo" modelo, a Road King Special:
    Road King S Charcoal Denim.
    Fonte: Site H-D.
    Eu sempre sou mais fã do cromo que do "dark custom", por mais que eu curta o visual mais agressivo deste estilo. Mas a Road King Special bem pode me fazer conceder uma exceção. Não que eu resolva efetivamente fugir do cromo quando chegar a hora (sim, o "projeto "bagger"), mas que, se esta for uma opção viável, ah, será uma opção a se considerar. Por certo será!

    Road King S Charcoal Denim, com itens de customização.
    Fonte: Site H-D.
    Bem, o visual dela é este aí (sobre detalhes técnicos eu nunca trato; não tenho competência para isso e há blogs por aí que fazem isso muito bem). Gostei demais. Mas uma coisa que me encheu os olhos foram os piscas. Eu sempre pensei que os piscas da Deluxe, na frente e atrás, ficariam ótimos na Road King. Não me seria uma prioridade, mas eu pensaria em fazer isso. No caso da Special, a traseira com os piscas da Street Glide são uma solução ainda melhor. Uns piscas com faróis auxiliares na frente, tipo aqueles da Kuryakin, complementariam o visual que eu curto.

    Baita moto! Gostei até das rodas!

    H-D: "Road King Special".
    Fonte: Warr's Harley-Davidson.

    quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

    Tattoo 5 - A cruz, de novo a cicatrização

    Ontem passei no Bikers Pub. Já faz um tempão que não passo lá, já que estamos concentrando esforços em pagar os rabos de conta da obra da casa. Está tudo muito diferente por lá, com uma reforma que mudou toda a configuração do bar. Até as canecas não são mais canecas (me contaram que cansaram de "perder" canecas e substituíram por algo mais em conta; que horror este nosso mundo!).

    É estranho. Não que haja uma mudança qualquer para pior. Apenas eu, que costumava ir ao bar com alguma frequência, me senti como em um ambiente desconhecido. Até porque a reforma ainda está em andamento.

    Em todo caso, fui e tomei uma cerveja. como eu disse no Instagram: o longo e rigoroso inverno que é uma construção de casa ainda não terminou, mas um homem precisa de um tempo para si e para seus gostos!

    Ah, sim, a tatuagem! Está terminando de cicatrizar. Aquela diferença de tons diminuiu bastante e já não parece duas tatuagens feitas em tempos distintos. Acho uma pena, por um lado, porque, como eu disse, eu tinha gostado deste efeito. Mas, por outro, o resultado final ficou realmente bom.

    Uma foto publicada por Roberto Vargas Jr. (@robertovargasjr) em

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

    Sportster 72

    Eu falo mais do "projeto bagger" do que do "projeto Sportster". Nem lembro se cheguei a falar do que desejo fazer com minha C, se eu puder ficar com ela (além da bagger). Tendo falado ou não, resolvi postar este vídeo com a Sportster 72, que é inspiração para minhas customizações na Custom.

    Infelizmente ela nunca veio ao Brasil e já saiu de linha nos EUA. Uma pena!

    Mas, se bem que eu tenha aprendido a gostar da Sportster em outras versões, a 72 é a mais bela de todas. Uma chopper bem clássica, cheia de cromo, com rodas raiadas, pneus faixa branca e tudo o que eu curto numa chopper, sem quaisquer exageros (seja old, seja new school).

    Na minha C, não quero trocar o tanque (eu até gosto do amendoim, mas com muitas reservas) nem quero cortar o paralama traseiro. Além do que já foi feito (traseira rebaixada - com kit, mas eu talvez o troque por um amortecedor de 10,5", riser reduzido e ape 12"), quero acrescentar algum cromo (mesmo que seja só com capinhas), roda raiada na traseira, pneus faixa branca, banco solo (ou o Mustang Fastback, que é bem legal também) e o filtro redondo.

    Não é muito a se fazer, mas a falta de grana me obriga esperar o tempo apropriado.

    Enquanto isso, sigo namorando a 72. Como ao ver esta propaganda de apresentação do modelo pela H-D:

    H-D: "Introducing The New Sportster Seventy-Two".
    Fonte: TAMPAHARLEYGROUP.