segunda-feira, 23 de maio de 2016

Uma carta aberta aos motociclistas e às autoridades de trânsito

Uma notícia ontem abalou o mundo das duas rodas, o atropelamento de dois motociclistas e o falecimento de um deles. Não falta indignação nem discussões acaloradas a respeito internet afora.

Não é uma novidade um incidente como este, é verdade. E por isso mesmo a indignação não é por este incidente em particular apenas, mas ele é a gota d'água e tanto mais emblemático porque ceifou a vida de um motociclista que, como Road Captain do HOG (Harley Owners Group) de Brasília, liderava grupos em passeios e tinha por norma a preocupação com a segurança do grupo que liderava.

A motorista que os atropelou estava, claramente, distraída, e, segundo consta, por conta do uso de seu celular enquanto dirigia. Tal situação é mesmo inaceitável e um basta é necessário. Até porque já sabemos que tudo vai dar em nada. A motorista seguirá impune e tanto ela quanto vários outros continuarão a agir imprudentemente no trânsito causando outras tantas mortes como esta, não só a motociclistas, mas também a pedestres, ciclistas, motoristas...

Mas nós podemos não ficar em silêncio. Na verdade, devemos não calar. Por isso, ao mesmo tempo em que me solidarizo com a família enlutada, desejando que o Espírito console seus corações, publico esta Carta Aberta redigida por meu amigo Ubiratã Muniz da Silva, na esperança de que nossa voz faça alguma diferença para melhor neste país.

Antônio Eduardo Mendes.
(Não sei a fonte da imagem.)
CARTA ABERTA À COMUNIDADE MOTOCICLÍSTICA DE BRASÍLIA 
E ÀS AUTORIDADES DE FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO DO DISTRITO FEDERAL

Ontem à tarde faleceu um dos nossos, o Antônio Eduardo, "Road Captain" do chapter do HOG - Harley Owners Group de Brasília.

Não o conhecia pessoalmente, nunca cheguei a conversar com ele, o conhecia apenas "de vista", já que nunca participei muito ativamente dos eventos do HOG Brasília (mais por falta de tempo do que de vontade). Mas já sei por amigos em comum o quanto que nosso "Road Captain" era querido por todos, além de ser, é claro, referência e exemplo em pilotagem segura e consciente.

Deixo aqui meus sentimentos de indignação pelo ocorrido. Infelizmente, TODO SANTO DIA eu presencio em nossa cidade algum motorista cambaleando pela pista mexendo no celular. Até segurando tablet de 10" junto ao volante e teclando (ziguezagueando a 25 por hora em via de 70) já vi.

O fato é que foi aprovada, há poucos dias, a revisão do Código de Trânsito Brasileiro, que aumenta (dentre outras medidas) as penas pecuniárias (multas) para quem dirige mexendo ao celular. Em que pesem as boas intenções dos legisladores em mudar a categoria desse tipo de infração, na minha opinião, não passa de mera letra morta, e explicarei a vocês o porquê:

Há quanto tempo não sabemos de alguém ser multado por conduzir mexendo no celular? Quando foi o último caso de multa por conduzir usando o celular que você viu?

O fato é que nossos órgãos de fiscalização de trânsito, infelizmente, só querem fiscalizar aquilo que não dá trabalho ou não dá despesa para eles.

A fiscalização de trânsito no Brasil infelizmente se resume basicamente ao controle de seis infrações específicas: velocidade e avanço de sinal, além de, agora, também, o tráfego em faixas exclusivas de ônibus (controle de todas elas feito de forma automática pelos radares fixos e móveis, sem qualquer intervenção humana - até a leitura da placa é feita via computador, por OCR), alcoolemia e documentação atrasada (averiguáveis em blitze feitas em local estático, sem necessidade de patrulhamento ostensivo) e muito de vez em quando (só me resta supor que ou quando há metas de arrecadação a cumprir ou quando os agentes estão se sentindo entediados) por estacionamento irregular.

Pergunto novamente: Com exceção de blitzes armadas em locais fixos e estáticos, quando foi a última vez que você foi parado na rua por um policial ou agente de trânsito por uma infração? Quando foi a última vez que você viu agentes de trânsito mandando veículos encostar, seja um motorista falando ao celular, seja um carro com luz queimada ou até mesmo sem as menores condições de rodar, seja um veículo em alta velocidade trafegando pelo acostamento para fugir do engarrafamento?

QUALQUER endurecimento na lei para quem dirige usando o celular será inócuo se não houver fiscalização ostensiva de trânsito, com patrulhamento e agentes parando motoristas irregulares a qualquer local e momento. Quem se lembra dos tempos em que se você estivesse fazendo besteira, uma viatura policial simplesmente mandava você encostar e você levava, além da multa, uma bela bronca do policial de trânsito? Essa era uma ação que tinha resultados muito mais "educativos" do que simplesmente receber um boleto bancário 30 dias depois da infração.

Mais do que pedir o endurecimento das leis, temos que pedir é que as leis atuais sejam de fato cumpridas, o que não ocorre. Os órgãos de fiscalização de trânsito precisam sair de trás das funções burocráticas e voltar a fazer patrulhamento ostensivo, como era antigamente. Patrulhamento em duplas de moto seria ideal, pois mantém-se o "elemento surpresa". Seria o uso mais correto para aquelas motos BMW caríssimas compradas com o nosso suado dinheiro de impostos.

Peço desculpas pelo texto longo, é que estou realmente indignado com essa situação. Mais ainda com a alegação da motorista (de acordo com a matéria do Bom Dia DF) que as "motos frearam de repente" (ora, então ela nunca ouviu falar em MANTER DISTÂNCIA não?). É óbvio que ela estava sem atenção à via.

Maior ainda é meu medo que este caso seja mais um crime de trânsito que termine impune, já que a referida motorista tem parentesco próximo com autoridades do Poder Judiciário (magistrados).

Agora entendamos todos que a legislação de crimes de trânsito no Brasil é, infelizmente, muito branda,e por mais injusto que isso possa parecer, se a motorista for eventualmente for condenada a pagar cestas básicas, já é uma vitória (provavelmente, se houver condenação, não vai além disso). Sabemos que qualquer mudança na legislação visando endurecer as penas para esse tipo de crime de trânsito só se aplicará a novos casos, já que nossa Carta Magna é clara: lei penal só retroage em benefício ao réu. A nós cidadãos, infelizmente só resta trabalhar com o que a lei nos oferece hoje. E, claro, com a opinião pública.

Nada vai trazer o Antônio de volta. Nada. Uma vida foi perdida por um motivo fútil, e nada a trará de volta.

A vontade de fazer justiça com as próprias mãos, principalmente no meio motociclístico, é grande, eu sei. Mas não resolve nem traz nosso colega de volta. O que temos que fazer é agir, como cidadãos conscientes que somos, para que a morte dele não seja em vão. Temos que exigir providências das autoridades para que outras mortes sem sentido como essa deixem de ocorrer. TEM que existir policiamento ostensivo de trânsito nas cidades e estradas. Não bastam apenas câmeras espetadas em postes, nem são suficientes as blitzes estáticas em saídas de bares e baladas. Tem que ter viatura e moto circulando,sim, mandando parar quem tá fazendo besteira ao volante ou ao guidão (sim, tem muito motociclista irresponsável por aí também). Tem que ter viatura circulando nas cidades e estradas. Tem que ter polícia rodoviária com radar escondido pegando (E MANDANDO PARAR) quem aposta corrida (de carro e moto) na BR-060. Tem que ter agente na rua, mandando infrator parar, dando, além da multa, aquela enquadrada básica que é muito mais educativa que um boleto bancário com desconto quando pago antes do vencimento.

Mesmo que não consigamos mudar a cabeça das pessoas ou convencer as autoridades a fiscalizar com menos preguiça (em vez de só fiscalizar o que não dá trabalho), só o fato de, como comunidade, termos tentado mudar alguma coisa, é a melhor homenagem que podemos fazer ao Antônio e sua família, seja a família de sangue, seja a família motociclística.

Poderia ter sido qualquer um de nós. Poderia até nem ter sido um biker. Poderia ser um ciclista, um ocupante de um carro de menor porte, um pedestre, um adulto ou uma criança, ou uma família inteira atravessando a rua. O fato é simples: não podemos, repito, NÃO PODEMOS deixar essa morte sem sentido cair no esquecimento.

Brasília, 22 de maio de 2016
Ubiratã Muniz da Silva (Bira)
Motociclista independente
Filiado ao HOG-Harley Owners Group desde Outubro/2013

terça-feira, 17 de maio de 2016

Atlântico Pacífico

Lembram da foto e da viagem do Arthur mencionadas em Motos e fotos 3? Pois é, ele agora fez um vídeo desta viagem que vale a pena ver. Se a foto dava água na boca, o vídeo dá vontade de mandar tudo às favas, pegar a moto e ir para qualquer lugar só para ter um registro, se não numa câmera, no olhar e na alma!

Eu já tentei fazer alguns vídeos e nunca ficou lá muito bom. Talvez eu não tenha este "olhar cinematográfico" e acabo ficando só com fotos (o que nem é tão ruim assim). Mas um dia eu hei de acertar a mão, ou o olhar, e fazer um vídeo tão bom numa viagem tão legal quanto essa!

Enjoy!

Atlântico Pacífico, por Arthur Corbetta Jung (Lixões M.C.).
"Esse vídeo é um resumo do que foi esta viagem. Foram apenas 10 dias, mas intensos, com chuva, sol, calor, frio - muito frio, diga-se de passagem, rs. Conheci cidades, paisagens, amigos e culturas, onde cada km rodado tem uma história pra lembrar. Uma rota que muitos já devem ter feito, talvez curta comparada a tantas outras, mas por isso respeito ainda mais quem já fez ou pensa em fazer algo do tipo. Penso então naqueles que já realizaram quando não existia gps e essas tecnologias de hoje. Estava sozinho, porém acompanhado da família, namorada, pais, amigos, clube sempre que possível. Sem eles, nada teria acontecido. Grato demais por tudo, valeu!" (Arthur Corbetta Jung)

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Motos e fotos 5

Mais pela moto que pela foto, uma bela Heritage. E, bah, como eu gosto de motos brancas!
Autor: Billy Sharp, no facebook.
Nota: 2003 Heritage Classic.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Capitão Senra (1933-2016)

Capitão Senra.
 Foto: Alexandre Rezende/Encontro.
No dia 02/05/2016 faleceu um ícone do motociclismo nacional, o Capitão Senra. Para os amantes da Harley Davidson, ele dispensa apresentações. Para quem não conhece, há diversos textos e vídeos internet afora para quem o quiser conhecer melhor. 

Não é uma questão de simpatia forçada. Não conheci mais dele do que um pouco que vi na internet. Mas... A quem honra, honra... É dito que ele foi peça fundamental para que a H-D se instalasse no Brasil. Então, se amamos nossas montarias, alguma gratidão lhe devemos. Pelo que uma breve homenagem cabe!

Como homenagem, portanto, eu escolhi um destes textos, publicado em 27/07/2015, e que não fala especificamente dele, mas dos Águias de Aço, o MC do Capitão Senra, de sua sede e das motos históricas que ela guarda. O texto não se aprofunda em muita coisa, mas é suficiente para dar a dimensão que o Capitão Senra tem no cenário motociclístico nacional. Seja como for, o cara merece um museu, como a matéria bem mostra.

Além disso, há algumas fotos das motos na matéria, o que também é bastante interessante. Segue o texto (tal qual publicado originalmente, inclusive as fotos):

Por Aldo Tizzani
Fotos: Fred Mancini
Para o Blog da Infomoto, da UOL Carros

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A sede do Águias de Aço fica em um bairro afastado do centro, porém guarda um belo acervo.
Dois motivos me fizeram rodar até Belo Horizonte (MG). O primeiro era conhecer os atrativos históricos, culturais e gastronômicos da capital mineira. O segundo, visitar um acervo particular de motos, pequeno em quantidade, porém grandioso por ser “testemunha ocular da história do Brasil” – como diria o “Repórter Esso”. Os mais experientes vão entender esta citação!
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Há no local, que fica sobre a oficina da família Senra, muitas raridades do “mundo H-D''.
Apesar de 15 modelos, as motos de José Senra Moreira, o Capitão Senra, líder do motogrupo “Águias de Aço”, guardam em seu DNA momentos marcantes do País e da própria evolução da Harley. Os exemplares são dignos de estarem expostos no museu da marca em Milwaukee, Wisconsin (EUA). Detalhe: todos os modelos estão em perfeito estado de uso e conservação.
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Uma delas é a HD Panhead, de 1953, utilizada pelo próprio Capitão Senra em escoltas.
Por isso, conhecer o ninho do “Águias” – motoclube mineiro fundado em 1980 –, é privilégio para poucos. O “comandante” deste grupamento sobre duas rodas é um ex-militar de 83 anos, que está há 67 na estrada sempre pilotando motos da grife americana. Pena que o Capitão Senra estava na “reserva” no dia da visita, cuidando da saúde. Por isso quem nos levou para esta viagem no tempo foi seu filho Bruno, mecânico e outro entusiasta pelas motos norte-americanas. Entre milhares de recordações, lá repousam 13 motos – duas estão na casa da filha –, cinco com placa preta, ou seja, com mais de 30 anos de fabricação.
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Histórica, a H-D da década de 1950 traz emblema comemorativo dos 50 anos da marca.
Porém duas raridades chamam a atenção: uma HD Panhead, de 1953, utilizada pelo próprio capitão no período no qual serviu no 1º Batalhão de Polícia do Exército – Rio. O pelotão fazia a escolta do então presidente da República, Juscelino Kubitschek, na década de 1950. Sob os cuidados do militar e sua Harley estiveram a rainha da Inglaterra, Elizabeht II e décadas mais tarde foi a vez dos roqueiros do Creedence. A moto em questão também é comemorativa. Traz no paralama um emblema com a inscrição “50 Years – Harley-Davidson – American Made”.
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A raríssima Motovi, fabricada em Manaus (AM) na década de 1970, faz parte do acervo.
Outro exemplar raro, talvez o único na América Latina, é uma Motovi Electra Glide 1200, fabricada em Manaus (AM) em 1977. A Motovi representa o lado mais triste da história da Harley, na qual a marca passava pela sua principal crise financeira e chegou a deixar de estampar no tanque de combustível a sigla “H-D”.
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Destaque para três edições comemorativas da linha Harley Touring : 50 anos, 90 anos e 100 anos.
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O acervo conta até com a réplica em madeira da primeira linha de montagem da Harley-Davidson.
Junto com um vasto acervo motorizado ligado à Harley-Davidson, o local conta até com um mobiliário especial: mesas e cadeiras que nos remetem as motos do clássico filme Easy Rider. Estrelado por Peter Fonda, Dennis Hopper e Jack Nicholson, completou 40 anos em 2009, é um ícone do cinema mundial. Há até uma réplica da primeira linha de montagem da H-D em Milwaukee (EUA), com direito a iluminação é uma miniatura da primeira moto fabricada. Neste universo motociclístico há ainda espaço para fotos, homenagens e muitas lembranças do tempo do exército.
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Cerveja Capitão Senra, homenagem ao motociclista que é referencia entre os amantes da Harley.
No local, que não é aberto para visitação, há também um estoque de cerveja Capitão Senra, feita pela Backer, uma cervejaria artesanal de Minas, para homenagear o motociclista mineiro. Mas isso é só para a “diretoria” dos Águias.
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Capitão Senra ao lado da filha durante a festa de 110 anos da Harley em São Paulo.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Chicanas

Eu sempre associei as chicanas com apes e mantas e pintura extravagante e rodas dianteiras enormes e longos duals com fishtail... Enfim, eu sempre associei este estilo a algo um tanto baiano (sei lá se usam esta gíria por aí ainda, significa ridículo, exagerado, brega).

Mas agora, depois de alguma pesquisa por conta da postagem Motos e fotos 4, em que o autor da foto menciona seu projeto com a Road King como "cholo style", descubro que beachbar também vale e todo o resto é meio que opcional, ou "a gosto", desde que o visual final seja aquele característico. E também descubro que as chicanas são chamadas de "cholo" (relacionado a "hispânico"), "socal" (de "Southern California) e/ou "vicla" (algo relacionado a "bicicleta" em espanhol).

Se bem que para o "vicla" pareça ter um lance étnico e local mais forte relacionado, bem, o branquelo que monta uma neste estilo ainda faz este estilo, mesmo que seja imitação. De qualquer forma, o projeto ainda é "cholo/socal/vicla style". Ou: uma chicana!

Agora, o que me espanta mesmo nisso tudo é que, tirando certas extravagâncias, isto quer dizer que eu sempre gostei de chicanas sem saber!
Uma chicana. Ao meu gosto, exceto pelo ape hanger: prefiro beachbar.
Fonte: postado num forum gringo, mas sem crédito.

domingo, 1 de maio de 2016

Motos e fotos 4

Se o título fosse "Meu projeto bagger 2" também caberia muito bem. De diferente, para o meu gosto, eu apenas teria banco solo (com rail e com um bagageiro, já que não haveria garupa) e o tour pak, que até poderia ser assim, chopped, mas seria num suporte solo e destacável. Eu também não colocaria aquele detalhe no paralama dianteiro. O resto está perfeito!

Autor: Mike.
Nota: 2015 Harley Davidson Road King "Full Cholo Style".
Autor: Mike.
Nota: 2015 Harley Davidson Road King "Full Cholo Style".
Autor: Mike.
Nota: 2015 Harley Davidson Road King "Full Cholo Style".
Encontrei esta moto num site de vendas gringo (pelo que não incluirei links). O autor assina como Mike e assim ele descreve o projeto (informações para a venda, pelo que tirei algumas delas):
This is my latest project. After really concentrating on the cholo style bikes for my builds I wanted to do a road king and see how it turns out. The Road King provides a completely different style and look from the softails I have done in the past and provides storage, extremely better ride quality and function. This is a brand new bike, ought and taken to a shop to break in on the dyno as well as tune it for the exhaust and intake. The bike has 120 miles total and was completely built up to what you see. Harley parts were removed and chromed, it has adjustable air ride in the rear with on board compressor, owered 2 in the front, full freed fishtail exhaust, Pare Bare Bones seat, Vance and Hines V2 intake, each bars with chrome controls, custom floor boards, rips, ag rails, and misc accents. It has a 21 inch DNA radial laced mammoth spoke wheel with a new Avon 120/70/21 tire, the rear is a Metzler 880 marathon its also new (I had to mix brands because no one makes these sizes in a set) and a chopped Razor tour pack with all stock Harley quick disconnect parts. This bike is showroom condition, rand new, under warranty (...). (...) I also have a full stereo that includes speaker lids, 6x9's in the lids and I put 1 in each bag with JL amp with bluetooth so you are able to run it from your phone.

Motos e fotos 3

Esta foto foi tirada pelo Arthur Corbetta Jung, que fez uma viagem fantástica, e solo, para a Cordilheira dos Andes. Foi postada pelos camaradas dos Lixões MC, compartilhada pelos Harleyros e postada pela Biltwell no Instagram.

Como eles dizem: "L.M.C., espalhando o chorume 'worldwide'". E acrescento eu: em grande estilo!

Autor: Arthur Corbetta Jung.