sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Diário de bordo (postagem inaugural)

Alguns dos blogueiros que o Make recomenda costumam fazer uma espécie de "diário de bordo", comentando situações, problemas e/ou modificações que vão fazendo em suas motos. É bem interessante e acho que vale a pena fazer também. Embora a Lady Day ainda esteja à venda, eu ainda só anunciei a amigos e vejo a possibilidade cada vez mais remota, pelo que darei início ao meu próprio diário de bordo.

Quanto às modificações, tem um monte de coisa que eu já fiz e mais um monte que eu gostaria de fazer, muitas delas eu já comentei em postagens anteriores. Sobre as alterações já feitas não compensa falar novamente e as alterações por vir é bem provável que eu ainda demore a fazer. Se é que vou mesmo fazer, porque o "projeto bagger" nunca sai da minha cabeça, e isto pode implicar uma troca de moto, não duas na garagem.

Então falar de que, para começar, já que a Lady Day é um amor e raramente me dá alguma dor de cabeça? Ah, não é que no último fim de semana a menina resolveu reclamar!

Primeiro um problema crônico. A mola do pezinho da Sportster é presa no quadro por um pino (nas mais novas há uma chapa com um furo redondo, o que seria muito melhor). Apesar de ser relativamente alta (para uma H-D), os enormes quebra molas e outras irregularidades de piso podem fazer bater este pino e quebrar ou entortar. A Lady Day ainda está rebaixada, o que aumenta consideravelmente este risco.

A primeira vez que isto me ocorreu foi em Porto Alegre. Uma irregularidade no asfalto e, bang, batida forte no pino e ele desapareceu (na verdade a cabeça dele sumiu, ainda ficou um cotoco inútil). Levei direto na concessionária que me pediu extorsivos 800 reais para a solda de um pino novo. Resolvi isso em Canela mesmo por 60 reais. Solda que ficou excelente. Tanto que, numa segunda vez que me ocorreu isso, em Gramado, com um passa fios em metal muito alto, e que eu não havia percebido tão alto, em frente à Rua Coberta. Bang, batida ainda mais forte que a primeira, mas o pino não sumiu, apenas entortou.

Voltei ao cara que me fez o serviço da primeira vez e ele arrancou o pino fora e soldou novamente outro pino, numa posição que ficasse um pouco menos vulnerável. O que funcionou muito bem até a última sexta, quando passei por uma irregularidade no piso de paralelepípedo e entortou novamente o pino. Desta vez eu resolvi buscar uma solução alternativa via mola. Após alguma busca, uma mola de CG deu conta do recado. Com a vantagem de o pino torto pela batida ter ficado ainda menos vulnerável que antes. 

Ainda é necessário cuidado em passar em quebra molas e estar atento às irregularidades do piso. Mas estaria a moto assim tão baixa? - alguém perguntará. Sim e não, eu respondo. Sim, está bem mais baixa do que originalmente é. Mas não, isso não seria um problema se nossos pisos fossem bons. E, sim, as irregularidades pelas quais passei eram muito altas e me pegaram, por assim dizer, de surpresa.

Neste mesmo dia, quando finalmente coloquei a mola de CG e voltava tranquilo para casa, luzes espia acenderam: injeção e bateria. "Mas que zica!" - pensei eu.

Bem, o melhor é encurtar a história. Eu não entendo patavina de mecânica/elétrica e, por mais que gostasse de aprender, as demandas da vida me impõem procurar um mecânico de confiança. Aqui na Serra, sem chance, pelo que converso sempre com o sempre atencioso Luciano Lang, o Lobo, de Novo Hamburgo.

Depois de entrar em contato com ele e ele me sugerir alguns passos de primeiros socorros (verificar cabos de bateria, por exemplo, o que realmente precisou de um aperto), acabou que o problema ficou "intermitente". Aparentemente as luzes estão acendendo após eu zerar o log com os códigos de erro, mas não estão acendendo enquanto há o registro no log. A luz da injeção está acendendo uma vez mais após aquela checagem inicial antes da partida, ficando acesa por um curto tempo. Digo "aparentemente" porque o registro do log está lá, as luzes não mais apareceram e eu parei de tentar descobrir o que é.

Mas o problema é certamente elétrico (e o da injeção deve ser por tabela). Talvez seja a bateria começando a abrir o bico (o que eu não duvido, apesar de relativamente nova, após este longo e tristonho inverno de muita chuva, muito frio e pouco passeio). Ou talvez o estator ou o regulador de voltagem... Tomara seja só bateria. Que o Luciano me sugeriu medir a voltagem para testar eu mesmo. Ao que eu preferi, uma vez que não tenho voltímetro, não quero passar em outro lugar algum para medir e preciso mesmo fazer a troca de óleo (sim, também, pelo menos ainda, não faço as trocas em casa; mas isso ainda farei, é só questão de ter lugar apropriado) e combinamos de ele fazer tudo isso na próxima segunda.

Ou tomara seja ainda algo mais simples que o ignorante aqui não seja capaz de ver. Seja como for, quero cuidar logo da menina, com todo carinho, para que ela volte a ser aquela garota dócil, que nunca dá problema e, ao contrário, só me enche de alegria!

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