Caro Zwinglio,
Numa determinada postagem eu mencionei ter ficado impressionado por eu ter sido tão, digamos, incisivo com você. Tanto ao ponto de não deixar muito espaço para que você se mexesse. Não me passou então pela cabeça qualquer orgulho e a intenção é a mesma de fazer pensar sempre. Mas acho que fui, sim, orgulhoso ao olhar para trás. Devo aqui, quanto a este orgulho, arrepender-me não diante de você, mas de Deus somente. Porém...
Retomo o assunto com você, entretanto, porque lhe devo mesmo um pedido de perdão. Eu sempre sou incisivo e não é sempre que, ao fim, considero ter sido incisivo demais. Olhando para trás, hoje, vejo que exagerei na dose com você. Em outro lugar eu disse que este remédio, a palavra dura é, efetivamente, um remédio, ainda que haja um outro remédio que atue em brandura. Mas a dose excessiva do remédio que usei pode fazer mal. Um remédio mal aplicado pode matar quem se deseja salvar. E foi bem o que fiz. Peço perdão a você por isso, meu irmão.
Quanto ao episódio em si, chamei-o de tolo e ainda considero que tolo foi. Mas eu também disse que tolos todos somos em alguma medida e em algum momento. E agora, tardiamente, reconheço minha tolice na ocasião. Você abandonou sua tolice bem antes de eu abandonar a minha. Pelo que me alegro que a dose excessiva não tenha matado ninguém. O que não diminui meu erro minimamente.
Em todo caso, é bom tê-lo como amigo e irmão. E que o Senhor nos encha de Sua maravilhosa graça!
SOLI DEO GLORIA!
1 comentários:
Roberto, paz!
Não por falta de originalidade, mas por entender que suas palavras representam bem meu sentimento por você, faço uso dela nesse instante:
"Em todo caso, é bom tê-lo como amigo e irmão. E que o Senhor nos encha de Sua maravilhosa graça!"
Abraços!
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