quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ao Ednaldo, em amor

Caro Ednaldo,

Recebo suas palavras com a alegria que me é possível em meio à tristeza que tenho vivido ultimamente, e que transcende os debates em que me vi envolvido. E considero-as como a resposta que faltou. E a resposta certa. A que eu sempre desejei ouvir. E isto não é pouco alento.

Sei bem que muito do que eu digo, em situações como a que vivemos, e que minhas provocações e o desprezo (que chamarei aqui de "tático") causam uma resposta emocionada a princípio, em reações que mostram nosso pior (refiro-me ao velho homem que nos incomoda a todos). E sei bem que isto desagrada a muitos. Mas continuo a fazê-lo porque espero (sempre tolamente espero) que o tempo nos faça pensar (e, se faz, já não espero tão tolamente). Que se apresente a reação que convém, ainda que demore. (Quer o tempo precise do empurrão de um amigo comum ou não. Quer o Espírito use outro instrumento qualquer, quer não.) Do pior Deus nos redime e salva.

Por isso, não peço perdão por ter feito o que fiz. Mas peço se das palavras restam alguma mágoa ou um ressentimento qualquer. As palavras foram com um fim, e, o fim chegando, elas perdem todo sentido. Pelo que peço que as esqueça.

Mas há uma que eu não gostaria que esquecesse. Não convém dizê-la aqui. Eu espero que isto tudo se torne uma oportunidade de conversarmos à parte, com mais calma e distantes da emoção que nos tomou. Então lhe direi por que isto não quero que você esqueça.

De resto, perdôo e aguardo sua compreensão e perdão. E que as divinas e eternas misericórdias se revelem em nós!

SOLI DEO GLORIA!

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