Adorei esta!
Como sabem, fiz um crítica a um argumento utilizado por Cheung. A crítica tratava do argumento, mas, como era de se esperar, os "argumentos" em resposta mais procuram tratar do meu caráter do que da crítica ou do argumento. Em dado momento, para mostrar a contradição nas atitudes dos xing ling fans, e não do xing ling ele mesmo, mandei um tu quoque a um deles:
É um tu quoque, mas não posso deixar de cometê-lo: por que Cheung pode e eu não? Ora, faça-me o favor!
Sua resposta direta a mim teve aqueles meandros típicos dos xlf. Mas em sua casa a coisa foi bem diferente. Lá ele divulgou nosso diálogo, ao que um outro xlf lhe diz:
A minha resposta (se eu fosse comentar lá) seria: "O que é um "tu quoque"?"
E ele:
É uma falácia da hipocrisia! É a falácia do sujo falando do mal lavado!
Usando o exemplo do Roberto, ele ataca o Cheung porque este despreza a intelectualidade dos demais oponentes, desprezando a intelectualidade do Cheung.
É quase isso. "Quase" porque eu não desprezo "a intelectualidade do Cheung" porque "este despreza a intelectualidade dos demais oponentes", mas desprezo a arrogância intelectual de Cheung porque concordo com Cheung ao menos nisso: que a arrogância intelectual deve ser desprezada. E isto, quero dizer, minha real atitude, não constitui tu quoque. Daí que, se a falácia está em considerar que "se Cheung pode, eu também", bem, não é mesmo o caso, mas ele acerta no exemplo, se fosse. E está de acordo com o tu quoque que usei.
Mas então é que a diversão começa. Pois se o sujo fala do mal lavado, não sei se sou o primeiro ou o segundo. O que quer que seja, falo de Cheung, pelo que se sou um ele é outro. Daí que, segundo nosso xlf, somos iguais. E eu, talvez o sujo, já que é o sujo que fala, sou hipócrita, dado que cometi a terrível "falácia da hipocrisia". Então Cheung, o mal lavado de quem o sujo fala, sendo meu igual, é igualmente hipócrita.
Humm... Talvez, para salvar seu mestre de calúnia, o xlf queira mudar para "o puro falando do santo". Mas então a falácia não pode mais ser a da hipocrisia. Nunca! Um santo nunca será hipócrita! Daí salva-me junto, o puro, o que ele não deseja. Ou alegará que é o sujo falando do limpo. Mas aí já não é mais tu quoque, pois se "eu não", então não "eu também". Daí já não cometi falácia alguma, o que, obviamente, é falso!
É, parece-me que não posso deixar de ser o sujo. Pelo que Cheung não pode deixar de ser o mal lavado. E pelo que ambos não escapamos de nossa infame hipocrisia. Mas, veja, há algo de bom em eu ser assim tão sujo e hipócrita. O bom é que o xing ling fan quase pode entender a razão do uso do tu quoque, se fizesse um mínimo esforço intelectual, deixando de lado sua paixão.
Humm... Acho que será apenas quase...
SDG!
5 comentários:
Roberto, pode dar "nomes aos bois", o fórum não é fechado, antes é aberto inclusive a visitação anônima, note que você não precisou se registrar para ter acesso às informações!!
Se eu tivesse algo a esconder de você ou de quem quer que seja no que diz respeito a este assunto, teria me utilizado de outros meios pelos quais você jamais ficaria sabendo.
Pelo menos se aclararam um pouco mais os seus motivos de repudio ao Cheung.
;-)
Ednaldo,
Não dei nomes aos bois porque isso aqui não passa de uma brincadeira. Há um fundamento sério, é claro, mas apenas quis divertir-me com a coisa toda. Não é preciso mencionar nomes.
Nomes mencionarei em uma provável nova postagem, se a fizer, pois ela apresentará minhas preocupações.
Roberto
A propósito, tem que se registrar... Mas sou um cara muito preguiçoso para isso. E você já está publicando o que sai aqui lá mesmo! Animo-me menos ainda ao formulário.
E, também a propósito, o "anonimamente é claro" foi o cúmulo do ad hominen. Sei que você pode ser melhor que isso!
Ah! Você é ruim de conselho, heim!?
Ae, Ednaldo! Mais um pouco e você fica bala! Gostei da ironia e do tu quoque de volta.
Mas, não, não vou de ad hominen. Dou umas estilingadas para ver se o povo reage, mas um argumento infantil é infatil. Já as ironias de desprezo são desprezo.
Não segue Cheung? Um xingamento fundamentado não é xingamento. O xing ling diz coisas certas também!
E, a propósito, avise lá que não fiz, ao menos até agora, nenhuma crítica teológica a Cheung. Também, nunca falei em relevância nem sobre heresia. Se primam pela verdade e se de fato querem críticas justas, então não coloquem palavras em minha boca.
Aliás, tudo o que falei se resume em que Cheung não é "detentor absoluto da verdade". Se acreditam mesmo nisso, por que a celeuma pela apresentação de suas fraquezas?
Ah, você não me respondeu quanto à inimizade, e se quem cala consente...
Apesar do seu julgamento, você ainda é o que se apresenta mais promissor. Isso me traz algum alento.
Isso e o Sabino, que em conversas em particular tem se mostrado interessado e maduro. Errado (rsrs), mas maduro.
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